set 13, 2012 - Últimas Notícias   

Luiz Coronel é o patrono da Feira do Livro de Porto Alegre 2012

A praça já tem seu novo símbolo. A Câmara Rio-Grandense do Livro, entidade promotora da Feira do Livro de Porto Alegre, anunciou há pouco Luiz Cornel como o novo patrono do evento.

Diferente dos outros anos, o nome do novo patrono não foi anunciado pelo presidente da CRL, Osvaldo Santucci. No encontro no Restaurante Moeda do Santander Cultural, ele passou o envelope para a patrona de 2011, Jane Tutikian que brincou:

– Cheguei aqui  com uma proposta muito séria de mudar os estutos da câmara e fazer o mandadato do Patrono ser de quatro em quatro anos – depois do momento de descontração, ela abriu o envelope e Luiz Coronel agradeceu:

– Ser Patrono é mais que uma eleição, é uma convocação – disse.

O novo patrono foi escolhido por um colegiado de notáveis dentre uma lista com 10 finalistas, o que representa uma mudança no processo de escolha _ desde 2008, os nomes vinham sendo escolhidos dentre cinco indicados, mas este ano a Câmara resolveu retomar a nominata de 10 finalistas adotada desde a segunda eleição pública para patrono, em 2001.

Os 10 patronáveis deste ano foram obtidos por uma votação entre os associados da Câmara da Livro, o que inclui livreiros e editores. O nome do patrono saiu de uma segunda votação, feita por um conselho cultural composto por figuras de destaque, pessoas ligadas à universidade, ex-patronos e dirigentes da Câmara, a quem foi pedido que votassem em três candidatos cada um, escolhendo-se daí o mais votado. Além de Luiz Coronel, também concorriam como patronáveis Airton Ortiz, Aldyr Garcia Schlee, Celso Gutfreind, Celso Sisto, Cíntia Moscovich, Cláudio Moreno, David Coimbra, Dilan Camargo, Fabrício Carpinejar.

Poeta, nascido em Bagé em 1938. Reside em Porto Alegre, onde trabalha como publicitário. É também compositor. Na sua obra, destaca-se a temática da terra e a tradição do cancioneiro sul-rio-grandense. Entre os títulos publicados, estão Mundaréu, Cavalos do Tempo e Clássicos do Regionalismo Gaúcho. Compilou causos da tradição campeira na trilogia O Cavalo Verde, O Cachorro Azul e o Gato Escarlate.

O novo patrono foi saudado pela patrona de 2011, Jane Tutikian. A Feira do Livro de Porto Alegre, que este ano realiza sua 58ª edição, vai de 26 de outubro a 11 de novembro.

Fonte: Carlos André Moreira, Zero Hora

set 10, 2012 - Poemas   

O Sonho só

O Sonho só

Por Leda Saraiva Soares, 05/09/2012

Magia…
Sonho, flores…
Balé surreal.
Matizes,
Suaves aromas…

Só,
Esvoaçante
A libélula dança,
Alegra-se… Encanta-se.
Perde-se
Na euforia
Do desconhecido.

Só,
Tece e borda sonhos
Que se esfumam
Na bruma triste
Da música
De uma nota só.

Só,
Fenece entre flores,
Suaves aromas…
Bálsamo para a alma
De uma libélula
Que buscava só
Um amor-perfeito.

 

set 6, 2012 - Últimas Notícias   

Escritora osoriense é homenageada em Porto Alegre

No dia 29 de agosto a escritora osoriense Norma Trespach, nascida no então distrito de Maquiné, foi homenageada como o prêmio Clave de Sol Destaque Cultural – Lançamento do Ano, pela segunda edição do livro Universo em Harmonia. O prêmio foi concedido pela Associação dos Empresários do RS, SC, PR e MERCOSUL. O troféu foi recebido na SOGIPA, em Porto Alegre. Norma é autora de quatro livros, editados pelas editoras Alcance e K2 MKt.


A escritora também foi homenageada no dia 25 de setembro, Dia do Soldado,  quando ascendeu a Centelha do Litoral Norte, na 75ª Corrida do Fogo Simbolico, no Parque Hitórico General Osório. Uma homenagem da Liga da Defesa Nacional, cujo presidente é o também osoriense Davenir Klagenberg.

Fonte: Assessoria de Imprensa
set 5, 2012 - Poemas   

Não sei escrever….

Não sei escrever….

Por Carmem Regina Oliveira

Não sei escrever….
As mãos começam a tremer,
Parece uma dor
Que desaparece sem eu perceber.
O coração acelera
Tenho a nítida certeza
Deste amor que sinto,
Pena
Que não sei escrever.

ago 22, 2012 - Últimas Notícias   

Sérgio Agra lança O corpo de Gioconda

Para o escritor Sérgio Agra, advogado radicado em Capão da Canoa desde 2005, a noite de 28 de agosto será especial. Além de comemorar mais um ano de vida, fará o lançamento, na Livraria Cultura, em Porto Alegre, de sua terceira obra. ‘O Corpo de Gioconda’, pela Editora Pragmatha, chega ao público leitor com uma coletânea de crônicas escritas nos últimos anos e publicadas na imprensa local e da região metropolitana. As crônicas, segundo o autor, têm como inspiração sua experiência diária.

Breve entrevista com o autor:

Quem é Sérgio Agra?

Sérgio Agra: Advogado diletante. Nasceu em Porto Alegre e reside, desde 2005, em Capão da Canoa, entre o mar de cultura e o rochedo da “resistência” aldeã onde, juntamente com um reduzido grupo de abnegados, batalhou pela cultura naquele município. Já foi quase tudo: graduando em comunicação social e psicologia, bancário, securitário, economiário, perdulário, funcionário público, professor de português e literatura, ator de teatro, católico, umbandista, turista internacional e freudiano. Colaborou para o Suplemento Mulher, do Jornal Folha da Tarde – Cia. Jornalística Caldas Jr. Atualmente escreve para os jornais Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, Costa do Mar&Serra, de Capão da Canoa, e Litoralmania, de Osório. Autor de “Não Permita, Deus, que eu Morra” (crônicas), “Mar da Serenidade” (novela) e, além deste “O Corpo de Gioconda”, está previsto, para o mês de outubro uma pequena novela infanto-juvenil “Uma Casa chamada Nazareth”.

O que escrever representa no seu cotidiano e leitura de mundo?

Sergio Agra: O divã do psicoterapeuta. Com a fundamental vantagem: não é pago!

Quais as maiores alegrias que o universo literário lhe proporcionam?

Sergio Agra: Os lançamentos de “Não Permita, Deus, que eu Morra” e “Mar da Serenidade”. Os troféus recebidos nos vários Concursos Literários, dentre os quais o Prêmio Apesul Correio do Povo – Revelação Literária.

Já teve frustrações, decepções?

Sergio Agra: As naturais de um autor “não abençoado” pela grande mídia.

Quem são seus autores preferidos?

Sergio Agra: Dostoievski, Tchekhov, Saramago, Umberto Eco,  Garcia Márquez, Horacio Quiroga. Machado de Assis, Guimarães Rosa e Érico Verissimo.

Como é sua rotina, para escrever?

Sergio Agra: As crônicas sempre partem de uma experiência vivenciada ou, o que é mais comum, após a leitura dos jornais diários. O conto, a novela, a narrativa longa tem sua estrutura, o “esqueleto” arquivado na minha memória. Quando os “canais”  se abrem me jogo no computador.

Quais são seus livros preferidos?

Sergio Agra: “Crime e Castigo” (Dostoievki), “Cem Anos de Solidão” (G.G.Márquez, “O Homem Duplicado” (Saramago), “As Virtudes da Casa” (Assis Brasil).

Em seu livro ‘O corpo de Gioconda’, em uma das crônicas o senhor declara seu amor pela ‘Olivetti’. Como o senhor avalia o avanço tecnológico, que também impacta na literatura?

Sergio Agra: É claro que a “Olivetti”, na crônica “A falta que ela também me faz”, é uma metáfora. O computador é uma ferramenta de grande valia. Em compensação, o que aparece de escrevinhador e pseudopoeta… No croniconto A imolação da lira dos vinte anos, por exemplo, escrevo sobre um fictício encontro de Machado de Assis e seus pares na ABL para discutirem sobre a ameaça da última invenção – a máquina de datilografia – e o que dali advirá. Para os imortais é o Apocalipse da grande literatura. E eles estavam certos. Quanto ao livro eletrônico, este vem sendo uma ferramenta cada vez com mais adeptos. No entanto, o livro, em sua textura, seu cheiro, este não desaparecerá jamais!

Em seus textos, percebe-se um cuidado especial com a palavra. Inversões frasais e recursos como travessões ditam o ritmo da leitura, mais charmoso, mais atento. Como o senhor foi cunhando seu estilo literário?

Sergio Agra: Nenhuma Oficina de Criação Literária fará do oficineiro um talentoso escritor. Porém, os mais atentos retiram dela o melhor que puderem. Minhas dificuldades antes da Oficina do Assis Brasil: na narrativa longa, o uso correto do tempo verbal; na crônica, o eco e a objetividade frasal. Com o tempo, procuro aprimorar a “musicalidade” da frase. Leio-a em voz alta, como se estivesse seguindo uma partitura. Se há sons dissonantes, paro e procuro a “nota” certa, sua harmonia no contexto.

SERVIÇO
O que: lançamento livro O Corpo de Gioconda
Autor: Sergio Agra
Editora: Pragmatha
Local: Livraria Cultura (Avenida Túlio de Rose, 80 – Passo da Areia, Porto Alegre)
Preço de capa: R$ 32,00
Informações: sergioagra@terra.com.br

Fonte: Sandra Veroneze/Litoralmania

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