out 24, 2012 - Últimas Notícias   

Sarau na Escola 9 de Maio

Dia 20 de outubro, a  E.E.E.M. 9 de Maio em Imbé, prestou homenagem aos escritores da AELN Gaúcho, através do III Sarau Literário.Os escritores presentes passaram por fortes emoções. Suas obras foram trabalhadas  e apresentadas pelos alunos.

Parabéns à E.E.E.M. 9 de Maio -Imbé, em especial à Diretora Ana de Fátima que apoia os projetos dos professores.

Parabéns  especial à profa. Fátima Berro que tão bem orientou suas turmas de alunos. Estes apresentaram trabalhos de bom nível sobre as obras dos escritores, encantando-os. Foi algo muito especial.

O carinho,  a dedicação e o amor passeava pela escola. Parabéns a todos os professores e alunos que tornam essa Escola uma ESCOLA diferenciada. Isto tem um nome: competência.

A AELN , de público agradece a homenagem recebida.

Fonte: Assessoria de Imprensa AELN.

out 12, 2012 - Poemas   

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil

Por Suely Braga

 

Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil.

Abençoa teu povo tão honesto e trabalhador.

Abençoa o povo brasileiro

guerreiro, alegre e hospitaleiro.

Abençoa nossas riquezas, nossas belezas,

tão cobiçadas, tão exploradas.

Abençoa nosso Brasil

cheio de contraste, tão desigual.

 

Livrai-o de todo o mal.

Livrai-o da ganância, ignorância

da ambição, da corrupção.

Livrai-o da dependência, da escravidão.

Dos cães raivosos, inescrupulosos.

Livrai-nos dos que só tem ânsia de poder.

Dos que sempre desejam TER sem SER.

Abençoai Nossa Pátria Amada.

Tão lapidada, tão dizimada, tão vilipendiada.

Livrai este povo tão bondoso, tão generoso

da fome, da miséria,

da intolerância, da ganância.

Protege os que labutam,

os que lutam pela justiça social

e são perseguidos, destruídos.

Abençoai os que buscam igualdade.

 

Fraternidade, caridade,

igualdade entre os irmãos.

Dai-nos Paz, Amor e União.

Livrai-nos de tanto sofrimento, tanta dor.

Fazei de nosso Brasil um país melhor

para um mundo melhor.

Outro Brasil possível.

Outra América Latina possível.

Outro mundo possível

out 8, 2012 - Últimas Notícias   

Novo livro de Sinara Foss

Da vez anterior  que “viajaram” pela  lareira, Sissi e sua  turma  de amigos formada por  cães e gatos, foram parar  no ano de 2050. Essa aventura, foi  contada  no livro  Sissi  no Futuro. Agora, a simpática turminha  não viajou no tempo, não “desembarcou”  no Brasil, mas  sim, na África, mais  precisamente  em Kibera, a maior favela  do mundo.

O livro apresenta  uma abordagem um pouco diferente dos  livros  anteriores  da coleção, mas a mensagem é a mesma. Que devemos nos colocar no lugar do próximo  seja ele de que raça, sexo, ou especie for. Todos  temos  direitos, e não devemos  fazer ao outro  o que não queremos que façam conosco.

O livro mostra  também que  os personagens viajantes sofrem com  as misérias dos  moradores  da favela. Eles não estão alheios  àquilo tudo. Diferente da  maioria  dos humanos que veem, presenciam tudo o que  os animais  passam   sem sentir  qualquer emoção, Sissi e sua turma  sofrem muito. Eles se colocam no lugar daqueles habitantes da favela, em especial de uma  família, composta  por uma avó e  dois netinhos e tentam ajudar.

O livro é indicado para  todas as idades, em especial  as crianças e adolescentes, para que através  dessa história  aprendam a respeitar o outro.

O  livro será  lançado em Porto Alegre  no dia 20/10/2012, sábado das 19 às 21 horas, na Estilo  Bicho, Bourbon Shopping Country   –    Átrio – 3 andar,  em Porto Alegre. E  em Santo  Antonio da Patrulha, na  Feira  do Livro,  no dia  24 de Novembro.

Mais informações nos sites www.sinarafoss.com e www.authorsinarafoss.blogspot.com

out 2, 2012 - Contos   

Misteriosa Lagoa dos Barros

Por Leda Saraiva Soares

A lagoa se encrespa. Um ruído estranho e ritmado de tropel ecoa ao longe. Ninfas com cabelos dourados, soltos ao vento… Vestes prateadas esvoaçantes, resplandecem na escuridão. Galopam em belos corcéis brancos sobre as águas num fantástico balé etéreo.

Bela e elegante moça vestida de branco. Cabelos longos até os pés. Em noites de lua cheia, encanta homens que sonham com tesouros enterrados à margem da misteriosa Lagoa dos Barros. Guardiã de tesouro? Pede ao escavador de sonhos um pente. O vivente que lhe trouxer este objeto, sem contar nada a ninguém, encontrará um boião cheio de moedas de ouro nas proximidades da lagoa. Caso contrário, estará fadado a morrer no dia seguinte.

Navio, feericamente iluminado, de tempos em tempos, aparece na lagoa, encantando notívagos.

Uma cidade iluminada surge no meio das águas em noites escuras.

Noiva, extremamente bela, assassinada por seu pretendente é jogada na lagoa com pedras atadas ao pescoço. Em determinadas noites, vaga nas águas em busca de paz, deslocando-se de um lado para outro, como a patinar sobre pista de gelo.

Redemoinhos, formados pelo vento, rodopiam e encrespam a lagoa, assustando e causando tragédia a quem se aventura em passeio de barco.

Misteriosa Lagoa dos Barros, plena de lendas e de histórias fantásticas!

Ao sul, a prainha da lagoa bem frequentada no verão, local eleito pelos filhos de Floriano a Alzira para passarem o dia.

-Floriano, não vou com traje de banho. Vou levar um casaco porque costuma ventar na lagoa e eu não quero passar frio.

É melhor irmos em trajes de passeio, mesmo porque não pretendemos entrar na água.

O acesso à prainha se dá por uma estrada que passa pelos cata-ventos geradores de energia eólica.

-Alzirinha será que travaram os cata-ventos? Nunca os vi parados dessa maneira. Olha lá, estão estáticos!

-Floriano, parece mentira, mas não sopra a menor brisa.

Calam-se. Ouve-se apenas o ruído dos pneus do carro no asfalto.

-Alzirinha estou com uma fome danada! Esse cheiro de frango assado que vem aí de trás está mexendo com o meu apetite.

-E eu, meu querido, não queria te dizer. Ma não vejo a hora de comer, com toda a boca, um ovo cozido com uma pitada de sal. Veja Floriano, já estamos chegando. Pelo que nos informaram é ali naquela entrada.

Os filhos do casal e netos já estão ali com toldos, gazebos, cadeiras de praia, Jeti Sky e tudo o mais para passarem o dia. Floriano e Alzira encarregaram-se de levar um frango assado, ovos cozidos, pão, frutas e refrigerantes.

Meio dia. Sol a pino.

-Oi, vô!… Oi vó!… Que bom que vocês chegaram!

Cumprimentam-se. As crianças entram e saem da água, refrescando-se.

Floriano, discretamente, examina o ambiente. Uma faixa pequena de areia forma a praia. A lagoa calma, límpida, agradável para um banho. Mas entrar na lagoa e sentir nos pés aquele lodo que parece sabão deteriorado… Ah! Que saudade da praia de mar…

Um adulto com Jet Sky leva na carona uma criança. Depois busca outra. Os menores brincam na parte mais rasa. Pouca gente naquela hora. O sol vai chegando com toda a sua energia. Seus raios escaldantes atravessam o tecido dos toldos. O calor abrasador é insuportável. Alzira e Floriano sentem-se inadequadamente vestidos. Não podiam imaginar que na prainha da lagoa estivesse fazendo aquele calor causticante.Não corre uma brisa. Alzira arrependida de ter ido, abre o isopor com os quitutes para que tudo se consumisse o mais rápido possível. O calor a incomoda. As crianças, com fome, aproximam-se. O piquenique acontece de forma desconfortável. O casal sentado nas cadeiras de praia entreolha-se, comunicando-se por telepatia. “Que programa de índio!”

Para completar, surgem, do nada, minúsculas moscas, quase invisíveis. Não dão trégua, atacando sem parar, tirando o prazer da hora tão sagrada. Floriano e Alzira abanam-se com tampas de embalagens para espantar o calor abrasador e os diminutos insetos. Contêm-se em consideração aos filhos e netos, suportando grande mal-estar. Levantam-se das cadeiras tentando refrescar-se. Procuram com os olhos alguma árvore. Nada. Não suportam mais. Minutos depois, pedem permissão para se retirarem. Os filhos entendem. Pretendem ficar até o entardecer.

Floriano arranca o carro. Liga o ar condicionado.

-Que alívio, meu Deus! Que frescor!…

Alzira, quieta ao lado do marido entrega-se a lendas que envolvem a Lagoa dos Barros. Será que ali onde estávamos há um tesouro enterrado? E porque era dia, a guardiã não pode aparecer? E então, parou o vento, mandou um calor infernal, acompanhado de minúsculas moscas para nos atormentar e correr conosco?

-Que lagoa misteriosa, meu Deus…!

 

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