jan 8, 2010 - Poemas   

Histórias

Histórias

Por Evanise Gonçalves Bossle

Escrevi histórias em rascunhos
e esqueci…
Mas depois de muito tempo
encontrei-as novamente.
Já não são somente histórias,
são pedaços de minha alma,
são janelas de meu mundo,
meu passado, meu presente
e meu futuro.

jan 8, 2010 - Poemas   

Verão

Verão

Por  Evanise Gonçalves Bossle

Milho verde, água de coco
sol e mar,
calor intenso, protetor.
Bebida gelada, sorvete de creme,
ventilador.
Uma música suave
ou uma batida mais forte,
cervejinha a beira mar.
À noite ver o pintor de azulejos,
o atirador de facas,
artesãos pelas calçadas,
ver artistas sem palco
sem pagar entrada.
Esse o verão na praia.

jan 3, 2010 - Contos, Fragmentos Literários   

O Bug do Espelho

O Bug do Espelho

Por Leda Saraiva Soares

Meio ao profundo silêncio, um estrondo… Seria uma bomba jogada à nascente das águas lendárias da fonte localizada nas proximidades de Téspias na qual Narciso se enamorou de sua própria imagem? Seduzido por sua beleza, permaneceu ali, contemplando-a até consumir-se. Nasceram de seu corpo raízes e ele se transformou na flor conhecida pelo nome de Narciso.

Seria o “Bug” do Milênio? Sinais tão esperados em fim de século? Sinais dos tempos? Ou simplesmente, como querem alguns, apenas virada de ano? Chegada de uma nova era?

O velho espelho redondo, medindo quase um metro de diâmetro, com moldura antiga e resistente, de cor manteiga, com um tope entalhado na madeira da moldura que indicava a posição certa na parede, não quis assistir à chegada do ano 2000.

Eram 16 horas do dia 29 de dezembro do ano de mil novecentos e noventa e nove, quando desabou, ficando a parte do espelho voltada para o piso.

Quantas imagens esparramadas pelo chão entre cacos… Risos, trejeitos de adolescentes, de adultos e de crianças, congelados no tempo, desde o final da década de setenta.

Da velha fonte, jorrava, em torrente pela sala de nossa casa, muitas imagens de jovens, amigos de nossos filhos, nossos amigos que sempre nos visitavam, nós mesmos esparramados pelo chão.

O “Orango” foi o primeiro a se precipitar e, com ele vieram tantos: o “Cavalo” (Pedro), o “Felpa” (Vladimir), o “Bino” (Armindo), o “Pinico” (João), a Daniela, a Jussimeri, o “Goiaba” (Cassiano), o “Nuvem” (Alexandre), o “Anão” (José), a “Courila” (Jaqueline)….

Depois outra torrente trazia a geração mais nova: a Rafaela, a Lisiane, a Karina, a Raquel, a Denise, a Mirian…

Mais afoitos e fazendo estripulia, saíram dali a Gisele, a Vitória, o Ícaro, o Marcelo, o Pedro, a Mariana, o Mateus, a Marina…

Só a bisa (vó Mariquinha) presenciou o “Bug” do espelho.

Ao chegarmos a casa, voltávamos de Porto Alegre, deparamo-nos com a vó Mariquinha sentada em sua cadeira de balanço e, a seus pés, o velho espelho emborcado. Disse-nos que se despencou fazendo um ruído medonho. Ainda bem que não caiu por coima dela. Antes de erguê-lo, cheguei a pensar que estivesse inteiro. Na hora de desvirá-lo, deparamo-nos conosco: o Noel e eu, saindo por entre os cacos. Lá no fundo, vimos outras pessoas desconhecidas que também se refletiram naquele espelho em outros tempos.

O espelho, qual água nascente da fonte onde Narciso se enamorou de si mesmo, por muitos anos, nos fez companhia, ocupando um lugar de destaque na sala de nossa casa, ou melhor, já fazia aparte da casa quando a adquirimos.

Esse espelho era irresistível, atraindo para si todos os olhares daqueles que chegavam à sala, refletindo o Narciso que cada um traz consigo.

Aquela moldura tão antiga já se integrara ao nosso ambiente familiar e mereceu outro espelho. Hoje, moramos em Imbé e o espelho nos acompanhou.

dez 22, 2009 - Contos   

Noites natalinas

Noites natalinas

Por Mariza Simon dos Santos

Quero escrever sobre o cotidiano natalino que a a cada ano se repetiu com o mesmo ritual: o pinheiro araucária trazido do mato, enfeitado com algodão e bolas coloridas, o rústico presépio, Papai Noel, uma figura mágica , as velas acesas para esperá-lo e os cantos natalinos entoados ao som do piano e do acordeão. Ah! Se me lembro daqueles natais!

Uma ceia farta na grande mesa centralizada com o conhecido peru, abatido na véspera, bolachas , nozes , não faltando outros saborosos complementos. E os doces? Como faltariam os doces numa mesa alemã? Torta, pudins, caramelados e a tão apreciada “torta de sorvete”, feita a muitas mãos.

Toda a família em frente ao pinheiro, tios,tias,primos e primas, toda a parentela, amigos, convidados, em torno da cadeira de balanço onde reinava a figura central de minha avó paterna.

A cerimônia natalina começava, alvoroço na sala apertada. O som de um sino abafado anunciava a chegada do tão esperado Papai Noel. Emoção: olhos arregalados e corações batendo e ele chegava com seu HO! HO! carregando um grande saco de estopa às costas, auxiliado pelos tios que tb. carregavam sacolas cheias de presentes.,

As crianças iam cumprimentá-lo , estendendo a mãozinha e estalando um tímido beijo em sua face fria. Ele perguntava sobre a escola e o comportamento, dando conselhos. Aos mais levados, mediante a intervenção de um dos pais presentes, levantava a mão mostrando uma vara fina do marmeleiro que havia no pátio da casa.

Depois das saudações vinha a hora de arte. As crianças recitavam versinhos, outras entoavam cantos natalinos e ensaiavam passos de dança, encorajadas pela entusiasmada parentela, acrescida dos orgulhosos pais.

Vovó, orgulhosa, balançava a cabeça sorrindo ,sentada na sua inseparável cadeira-de-balanço.

Ah! Como eram bons meus tempos de infância ! Como eram bons os meus Natais! Ainda existem na minha memória ! Da mesma forma, mantenho o mesmo tradicional ritual para que meus netos guardem nos seus corações a lembrança destes momentos mágicos em suas vidas!

dez 18, 2009 - Últimas Notícias   

Concurso Internacional de Literatura

A União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) dá prosseguimento ao seu projeto iniciado há mais de cinquenta anos e promove novo CONCURSO literário de caráter internacional.

UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES (UBE/RJ)
Integrante da Federação Latinoamericana de Sociedades de Escritores
20021-350 Rua Teixeira de Freitas, 5 s/303 – Centro. Rio de Janeiro, RJ – Brasil.
Fundada em 27 de agosto de 1958.

 
UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES (UBE-RJ)
CONCURSO INTERNACIONAL DE LITERATURA PARA 2010.
 
 
R E G U L A M E N T O
 

I – DOS PRÊMIOS

Art. 1.° – Ainda com a ressonância do JUBILEU DE OURO recém-comemorado (1958/2008), a União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) concederá, no próximo ano (2010), os seguintes prêmios literários para livros editados em 2009:
s        Contos – PRÊMIO CLARICE LISPECTOR;
s        Crônicas – PRÊMIO PAULO MENDES CAMPOS;
s        Ensaio – PRÊMIO AMELIA SPARANO;
s        Literatura Infantil e Juvenil – PRÊMIO VIRIATO CORRÊA;
s        Poesia – PRÊMIO ADALGISA NERY;
s        Romance – PRÊMIO LÚCIO CARDOSO;
s        Teatro – PRÊMIO MARTINS PENA.
Parágrafo único – Para livro de contos, será concedida também a MEDALHA HARRY LAUS, apenas para o primeiro colocado.
Art. 2° – A critério das Comissões Julgadoras poderão ser concedidas às obras concorrentes a qualquer dos prêmios uma menção especial e uma menção honrosa, exceto a Medalha Harry Laus que terá somente um ganhador.

II – DA APRESENTAÇÃO DAS OBRAS CONCORRENTES

Art. 3° – Poderão concorrer autores de quaisquer nacionalidades, desde que se expressem em língua portuguesa e tenham sido editados no ano de 2009. Enviar três exemplares da obra concorrente.
§ 1° – O autor deverá anexar envelope contendo: título da obra, nome e endereço completo do autor, telefone, e-mail (se houver) e sucinto curriculum vitae.
§ 2° – Não haverá devolução de livros concorrentes.

III – DAS INSCRIÇÕES E DOS PRAZOS

Art. 4° – Não há limitação quanto ao número de livros por autor, observadas as disposições do Art. 3.° e seus parágrafos.
Art. 5° – Os trabalhos deverão ser enviados entre os dias 4 de janeiro a 15 de maio de 2010, considerando-se, no caso de remessa pelo correio, a respectiva data da postagem.
Art. 6° – Os livros concorrentes a prêmios devem ser remetidos, em separado por categoria, para o seguinte endereço: Rua Teixeira de Freitas, 5, Sala 303 – Lapa, CEP 20021-350 – Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Solicita-se colocar no envelope ou embalagem o nome do prêmio a que se destina(m) a(s) obra(s).
Art. 7° – É vedada a participação de membros da Diretoria da UBE-RJ.
 
IV – DAS COMISSÕES JULGADORAS E ACEITAÇÃO DOS CONCORRENTES

Art. 8° – As comissões julgadoras serão constituídas, cada uma, por três escritores indicados pela Diretoria da União Brasileira de Escritores (UBE-RJ), sendo irrecorríveis as decisões desses Colegiados.
Art. 9° – A participação no concurso implica a aceitação, por parte do concorrente, de todas as exigências regulamentares, resultando em desclassificação o não-cumprimento de quaisquer destas.
Art. 10° – O resultado do concurso será tornado público até 90 (noventa) dias após o encerramento das inscrições, devendo a entrega dos prêmios ser em data e local previamente anunciados.
Art. 11 – Qualquer informação ou correspondência, enviar para a Secretária da UBE-RJ Margarida Finkel – Rua Malvino Ferreira de Andrade, 69, Aleixo – CEP 25900-000 – Magé, RJ, Brasil. E-mail: margafinkel@hotmail.com
Art. 12 – Os casos omissos no presente Regulamento serão resolvidos pela Diretoria da UBE-RJ.
 
 
Rio de Janeiro, RJ, 30 de outubro de 2009.