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out 17, 2010 - Poemas   

Fortes pensamentos

Fortes pensamentos

Por Solange Barbosa de Almeida

Já me tenho em você…
assim quando me acho, vejo que encontrei teu eu…
momento sublime…perfeito…
tão sabiamente me vejo…
enquadro teu rosto e peço… fica…
teu semblante comove minha alma que desviada do tempo percebe a luz…
luz que irradia beleza…paz…serenidade…
mentes unidas…
corações paralelos…
indicando e olhando na mesma direção…
coragem…distância…
metas…palavras soltas ao vento…fortes pensamentos sintonizam algo mais forte…

out 15, 2010 - Poemas   

Nada e tudo

Nada e tudo

Por Delalves Costa

Inspiração. A solidão
no canto da sala
e o peixe de aquário
espantado a namorá-la.
 
O só não cabe no olhar
do ego que se cala…
Afogado está o vazio
cheio de canto, na sala.
 
Solidão? Não. É inspiração
e só, mais nada.
 

out 11, 2010 - Poemas   

Infantilizar

Infantilizar

Por Ulda Melo 

 

Infância
castelo de areia
lago com canto
de sereia.

Pássaro que gorjeia
estridente com
ecos pelos ares,
no chão prende
o cheiro dos tênis
que guarda encardidos
pares de meias.

 

Infância
dos heróis
imbatíveis
intransponíveis
figuras
paradas em
movimentos
atiçando vidas
a criaturas de
meus inventos.

Este sou eu
salvo
luto
mato
faço de conta:
criança não apronta…

Só fomenta o que inventa.

 

Tempo
nesta jornada
é quase nada,
minutos…

Segundos
as batalhas
são horas
em dias
ao chamado da mãe
por vezes bruxa
e fada
acordo em pesadelo
do sonho que vivia.

 Infância
grilo falante
miniatura
em gente
forma inconstante
formula que
transforma essa
imaginação
mutante. 

Meu corpo
não cabe mais em mim
cresço
torno – me assim,
desajeitado
gigante
anão viajante
do adulto
que prolonga
o meu fim.

Nasço
renasço
neste
naquele
espaço
contrasto
no espelho.
Com o fedelho
que o
tempo arrasta
criando linhas
na imagem que
eu tinha. 

Tento a todo
momento
reter esse tempo
gritando ao
vento
palavras que
saem da boca
banguela
abrindo a cancela. 

No adulto
infantilizado,
que mistura
presente
futuro
passado.
 

out 11, 2010 - Poemas   

Adormecer de poema

Adormecer de poema

Por Delaves Costa
 

Com a cidade nos pés uma pétala ao vento

Uma pétala ao vento

Sem rumo a confundir os pássaros,

Os pássaros de muitas janelas.

A cidade acordou as crianças

As crianças saíram atrás do vento

A catar as ruas

Naquele indescritível passatempo…

A pétala subiu alto… alto…

E flutuando junto às estrelas

Caiu num planetário bocejo.

As estrelas caíram do céu

Para o sono da cidade, embalar.

As crianças cansaram…

A pétala adormeceu de poema.

out 10, 2010 - Poemas   

Cabe muita coisa dentro da vida

Cabe muita coisa dentro da vida

Poema do livro “Coisas que faltam em mim” , de Delaves Costa
 

Cabe muita coisa dentro da vida.

Na estação ali mais adiante

– quando for aqui retalho,

ao vento, cabelo grisalho

(não mais uma constante),

quero plantar os frutos

colhidos passo a passo!

Re(viver) de cada perdão vivido

os amores de cada culpado!

E daqueles dias quando gritei

não quero um só minuto,

queria relembrar os tantos que fui

– tão-somente relembrá-los

entre coisas tantas que não vivi

a lamber as ciacatrizes

ao temer a próxima estação!

 
 

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