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jun 18, 2012 - Fragmentos Literários   

A rotina e o tempo

Por Evanise Bossle

É, parece até muito simples, mas não é, o dia a dia e a rotina, destroem até mesmo o melhor e mais poético dos romances. Aquele acordar, durante a semana, parece estranho, mas todos os dias são estranhamente iguais, a correria do trabalho, um engolir sem mastigar aquele almoço rápido, que mesmo sendo leve, pesa no estômago, irritadiço e contrariado. O difícil mesmo são os finais de tarde e os finais de semana, sem assunto, muitos afazeres, sem convicção e a estranha separação, um estranhamento mudo, aquela incógnita “quem é você agora, e quem sou eu agora”, não me reconheço e nem lhe conheço mais, a rotina nos mudou. E aqueles sonhos infantis, as promessas juvenis? Aqueles planos em conjunto que não existem mais  se perderam no tempo, que é feito de segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos, e anos, e anos. E assim … certa manhã olho pelo espelho,não mais meu reflexo, mas uma estrada longínqua feita de datas vazias que se foram e não mais voltarão. E em meio a divagações  e desilusões  típicas da meia idade, percebo que me perdi  em uma dessas esquinas sem nome e sem lógica, e um vazio me invade mais e mais e mais. E percebo que o tempo passou e passou  e passou …

maio 21, 2012 - Poemas   

A terra de Maria

Por Mário Feijó, 19.05.2012

Um dia o solo se abria
Feito as pernas de Maria
Terra seca, solo infértil
E o corpo de Maria
Crescia, inchava, intumescia
Porque Maria estava grávida

Na terra seca Maria gritava
Parindo mais um filho
De mais um pai que se fora
E o filho não vingava
Só Maria que gemia
Na terra seca
Maria gemia e gritava..

abr 26, 2012 - Fragmentos Literários   

Leitura, leitura e leitura

Por Leda Saraiva Soares

Dia 18 de abril foi o dia Nacional do Livro Infantil e 23 de abril dia Internacional do Livro.
Lendo o jornal deparei-me com a seguinte sugestão para  o incentivo da leitura: cada pessoa preocupada com o desenvolvimento de seu próximo, deveria esquece um livro em algum lugar por onde andasse. Achei interessante essa campanha, mas eu já vinha fazendo isso, mesmo sem pensar em dia do livro.

Certa vez estava na sala de espera de um Hospital, para visitar um doente. Levava comigo a Antologia da AELN Gaúcho na qual tenho participação. Deixei este livro a fazer companhia às revistas que estavam por ali. Alguém deve tê-lo manuseado e lido, porque em sala de espera, lê-se até panfletos… E muitas outras pessoas mais devem tê-lo lido. Pior é quando se apaixonam pelo livro e o levam para casa… Tenho colocado meus livros nos consultórios médicos, no Café do supermercado Nacional de Imbé… Por onde ando, sempre esqueço algum livro  que há de ser lido por algum vivente.

Para ilustrar o que afirmo acima, pincei apenas uma amostra  de uma entrevista que concedeu à Zero Hora, o palestrante do “Fronteiras do Pensamento” – economista e professor, Amartya Sem – dedicado ao estudo de temas como pobreza, subdesenvolvimento e história econômica de países atrasados (o Prêmio Nobel de Economia de 1998), considera que, na raiz desses e de outros fenômenos, há uma carência comum: a liberdade(…) Liberdade de ler e escrever, que é valiosa por si só, ajuda a progredir no emprego e ganhar renda. E  eu acrescentaria: Essa liberdade, aliada à qualificação profissional é o meio mais eficaz de desenvolvimento. E a Copa vem aí!…

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