jan 9, 2012 - Últimas Notícias   

Oficina de poesias do escritor Alcy Cheuiche em Tdaí

A Comissão de Organizadora da 11.ª Feira do livro de Tramandaí convida para a oficina de poesias do escritor Alcy Cheuiche.

Quando:
Dias 03 e 04 de fevereiro, no turno da tarde.

Onde:
Sala multiuso do SESC, Rua Barão do Rio Branco, 69, Centro de Tramandaí/RS.
Obs.: Atrás do Centro de Cultura e Lazer Ten. Marino Dias de Oliveira (Gigantinho).

Incrições pelo e-mail cultura@tramandai.rs.gov.br
Contato pelo fone: (51) 3684-9045.
Inscrições limitadas

jan 4, 2012 - Dicas de Leitura   

Dois livros indicados por Leda Saraiva

Por Leda Saraiva Soares

Neste final de ano terminei de ler dois livros.

Livros estes, que comprei no “1,99”. Não há desculpas para não ler. Adorei a leitura destes livros e os recomendo. Primeiro que li: de Gilberto Scofield Jr. “Um Brasileiro na China” – o olhar de um jornalista estrangeiro sobre o país que mais cresce no mundo –  Rio de Janeiro: Ediouro : Globo,2007.
Este livro exibe textos e imagens de profissionais do jornal O Globo.


Gilberto Scofield Jr. (04/11/1965) é correspondente do jornal O Globo e colaborador do canal de notícias Globonews, autor de vários livros interessantes. Nesta obra, aborda comportamento, história, cultura popular, economia, drogas e os mais variados assuntos para revelar a complexidade de uma nação que concilia a herança comunista com a nova realidade capitalista. Um retrato impressionante do país-sede dos Jogos Olímpicos de 2008.

O livro inicia assim:
De cara, deixemos de lado o papo zen. A primeira coisa que o viajante observa quando chega à China é o superlativo absoluto. Tudo é grandioso. Estamos falando de um país de 9,6 milhões de quilômetros quadrados (o Brasil, outro gigante tem 8,5milhões), de uma população de 1,3 bilhão de pessoas, um quinto dos habitantes do planeta, e de uma economia que cresce a uma taxa anual de cerca de 10% há vários anos.
Disso resulta a primeira conclusão de quem chega ao país: gente demais, carros demais, bicicletas demais, obras demais, informação visual demais, comida demais…

O livro é muito bom e recomendo.

Segundo livro:
Outro livro que terminei de ler no dia 31/12/11, virada de ano, foi “O sol dos Scorta” de Laurent Gaudé – tradução de Maria Helena Rouanet. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.


Comentários de leitores sobre o livro na contracapa:
“Uma história que marcará você como um ferro em brasa. Simplesmente inesquecível.”(Lire)

“Laurent Gaudé parece escrever com a luz do sol. Ele dá a seus personagens um poder brilhante, uma força magnífica. A história é ao mesmo tempo fabulosa e irrisória. Somos capturados, enfeitiçados e agarrados a cada página.”( Marie-France)

Meu comentário: O livro prende o leitor. Muitas vezes eu estava nos meus afazeres e não via a hora de me dedicar à leitura. Cada página uma surpresa. O autor escreve de uma maneira brilhante, inteligente, muito agradável. É um livro diferente.

Passa-se no ano de 1875. “Uma família deveria nascer daquele dia de sol ardente. Porque um estupro fundou sua linhagem, os Scorta vieram ao mundo sob o manto da desonra, em Montepuccio”, pequeno vilarejo do Sul da Itália…
Recomendo a leitura deste livro.

jan 3, 2012 - Poemas   

Apenas mulher

Apenas mulher

Por Mário Feijó, 03/01/2012

Algumas mulheres nascem
Com o destino de serem santas
Outras apenas puras
E algumas para serem apenas mulher

Eu conheci uma que era assim
Não tinha nada de santa
Jamais pretendeu ser pura
Porque era verdadeira

Mas em momento algu
mDeixava de ser mulher
Era mulher quando me amava
Era mulher quando protegia os filhos
Era mulher quando respirava
E continuou sendo ainda
No dia em que parou de respirar

Não era pura, nem santa
Não era cruel, nem mesquinha
Porque tinha amor em demasia
Era alguém que pedia
Era alguém que sabia se doar…

jan 2, 2012 - Contos   

Conversando com uma velha senhora

Conversando com uma velha senhora

Por Mário Feijó, 02/01/2011

Ontem à noite esteve em meu quarto uma velha senhora. Cabelos grisalhos que usava em forma de coque, presos a um camafeu. Usava uma blusa acinzentada, saia longa listrada de preto, mas com fundo também cinza. Por cima de tudo tinha um avental alvíssimo com rendas bordadas contornando-o.

Era uma simpatia aquela criatura que em momento algum pareceu-me ser uma desconhecida. Era intima até. Sabia da minha vida. Era carinhosa comigo, e parecia estar aqui com algum objetivo específico. E era tão real, como é real este momento. Não sei se me disse seu nome, mas entendi ser “The Mor”, o que hoje me faz um pouco mais sentido se ao juntar as palavras ao contrário chego ao nome Morthe.

Pobre senhora. Em momento algum me deixou assustado, nem agora que eu sei o seu objetivo. Não era sua intenção, certamente fazer-me algum mal, só estar comigo, ou acompanhar-me a algum lugar específico. Sei que a pobrezinha se foi sem ter cumprido sua missão. Quem sabe havia algum “vivente” ou algum “morrente” que lhe inspirou maior atenção. Certamente minhas conversas andam meio chatinhas no momento…

Quem sabe qualquer dia ela volte com novos assuntos e eu tenha algo mais interessante pra contar…

jan 2, 2012 - Poemas   

Prova de fogo

Prova de fogo

Por Mário Feijo, 02/01/2011


Havia sempre um sorriso no teu rosto

Se nele haviam mentiras

Elas tinham gosto de verdade

Um jeito fresco de tarde amena

Que me faziam muito bem

E agora que aqui não estás

Nem tens como te defender

Querem te tachar de trapaceira

Mas trapaceiros são todos aqueles

Que fazem qualquer coisa por dinheiro

Não havia como ter mentiras

Por detrás de todos os teus sorrisos

Não tinham como ter mentiras

Nos raios de pratas que tu exalavas

Os teus beijos eram mais sinceros

Que as nuvens que passavam

Algumas delas escondiam lágrimas

Mas dos teus olhos apenas caiam chuvas…

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