maio 25, 2012 - Últimas Notícias   

Diálogos Culturais em Capão da Canoa

A SEDAC – Secretaria de Estado da Cultura do RS convida para o encontro dos Diálogos Culturais, em Capão da Canoa, na Casa de Cultura Érico Veríssimo, no dia 30 de maio, às  9h.

A programação inlcuirá a apresentação do Texto Base do Plano Estadual de Cultura e oficinas sobre editais do Fundo de Apoio à Cultura do Rio Grande do Sul e Pontos de Cultura.

Fonte: SEDAC

maio 22, 2012 - Últimas Notícias   

Prêmio Camões 2012 vai para escritor curitibano Dalton Trevisan

Marcado por estilo seco e realista, contista é o 10º brasileiro a receber maior distinção literária da língua portuguesa. Sua marca registrada é a escrita seca e desafetada, numa descrição realista da condição humana.


Nesta segunda-feira (21/05), em Lisboa, foi anunciado que o Prêmio Camões, considerado o mais importante da língua portuguesa, vai este ano para o contista brasileiro Dalton Trevisan.

Escrita seca

Nascido em 1925, em Curitiba, o escritor estreou no início da década de 40. Tornou-se conhecido já à época como um dos editores da revista Joaquim, que circulou entre 1946 e 1948, com a qual viriam a contribuir alguns dos maiores intelectuais e artistas brasileiros em atividade no pós-guerra imediato, como Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Mário Pedrosa, Candido Portinari, Otto Maria Carpeaux, Antonio Candido, Carlos Drummond de Andrade e Fayga Ostrower.

Na década de 60, com a publicação de livros de contos como Cemitério de elefantes (1964) e uma de suas obras-primas, O Vampiro de Curitiba (1965), passa a contar entre os mais importantes e influentes prosadores do país. Sua escrita é tesa, seca e desafetada, apresentando de forma extremamente direta aspectos da vida social no país.

Desse modo, seus contos centrados na violência das relações humanas nas grandes cidades imediatamente o distinguiram tanto do realismo regionalista de autores como José Lins do Rêgo e Jorge Amado, como das investigações de caráter metafísico de autores como Lúcio Cardoso, Clarice Lispector ou João Guimarães Rosa.

Entre predação e solidariedade

Essa decisão estética de não mascarar a crueldade com requintes líricos, o liga – ao lado de Rubem Fonseca – a poucos autores e obras nacionais até aquele momento, como o Graciliano Ramos de Angústia (1934), os contos de João do Rio ou a maestria satírica de Machado de Assis.

O conto “Uma vela para Dario”, incluído em Cemitério de elefantes, é emblemático neste sentido e um de seus textos antológicos. Em apenas duas páginas, com sua concisão que parece mimetizar a própria violência humana que descreve – a da pressa da competição pela sobrevivência –, Trevisan relata sem qualquer alteração de pulso e ritmo e sem julgar, como a personagem principal, ao passar mal numa rua qualquer, vai perdendo aos poucos os seus pertences – carteira, aliança de ouro e paletó desaparecendo a cada ato de ajuda. Três horas depois, sem ambulância ou rabecão, a personagem está morta e mais pobre do que nunca.

Sem deixar de descrever também alguns atos de generosidade e compaixão, no entanto, Trevisan nos mostra a convivência humana como balançando-se entre a predação e a solidariedade – mas insinuando qual delas costuma pesar mais no prato.

Em seu conto mais famoso, “O vampiro de Curitiba”, o autor contribui a esta larga tradição literária com um texto que prescinde do fantástico, para chegar ao caroço das lendas vampirescas como manifestações do desejo sexual desenfreado e animal.

Aqui, Trevisan emprega um trato pessoal e experimental com a língua, mesclando e oscilando entre o coloquialismo dos primeiros modernistas e expressões arcaicas, estilo inimitável que deixaria marcas na prosa brasileira das duas últimas décadas, que teve Trevisan como um dos mestres declarados. No entanto, talvez apenas alguns autores – como Hilda Hilst, tenham conseguido produzir trabalhos originais e com um estilo também bastante pessoal, a partir de técnicas similares.

Alta distinção

Dalton Trevisan publicou cerca de 40 livros, e tem sido uma presença constante no cenário cultural brasileiro, apesar da alcunha de “Vampiro de Curitiba”, por se recusar a dar entrevistas, ser fotografado ou participar de eventos “literários” (leia-se “sociais”).

Nos últimos anos, levou ao extremo seu minimalismo, publicando as micronarrativas de volumes como Ah, é? (1994), 234 (1997) e Pico na veia (2002), pelo qual recebeu o Prêmio Portugal Telecom de 2003. Editado no Brasil pela Record, seu último trabalho foi O anão e a ninfeta (2001). Ganhador de prêmios da Câmara Brasileira do Livro, do PEN Club Brasil e do Ministério da Cultura, Trevisan recebe agora o prestigioso Camões.

Instituída pelos governos do Brasil e Portugal em 1988, a distinção é atribuída anualmente, e a cerimônia de entrega se alterna entre o Rio de Janeiro e Lisboa. Agora em seu 24º ano, o prêmio foi entregue pela primeira vez ao português Miguel Torga, e no ano seguinte ao brasileiro João Cabral de Melo Neto.

Ao todo, foram homenageados dez portugueses, dez brasileiros, dois angolanos, um moçambicano e um cabo-verdiano. Em 2006, o angolano José Luandino Vieira recusou o prêmio, por “motivos íntimos e pessoais”, sendo o único a fazê-lo até o momento.

Dalton Trevisan, que não costuma recusar nem comparecer a tais honrarias, ainda não se manifestou sobre sua premiação.

Por Ricardo Domeneck
Fonte: DW Brasil

maio 21, 2012 - Poemas   

A terra de Maria

Por Mário Feijó, 19.05.2012

Um dia o solo se abria
Feito as pernas de Maria
Terra seca, solo infértil
E o corpo de Maria
Crescia, inchava, intumescia
Porque Maria estava grávida

Na terra seca Maria gritava
Parindo mais um filho
De mais um pai que se fora
E o filho não vingava
Só Maria que gemia
Na terra seca
Maria gemia e gritava..

maio 5, 2012 - Últimas Notícias   

Evanise Bossle é a patrona da Feira do livro de Inverno de Tramandaí

Evanise Bossle, da AELN, é a patrona da 3ª Feira do Livro  de Inverno em Tramandaí

Professora de Língua Portuguesa da rede municipal de ensino no município de Tramandaí, Evanise Bossle é a patrona da 3ª Feira do Livro de Inverno em Tramandaí que acontecerá durante a realização da 23ª Festa Nacional do Peixe, de 29 de junho a 22 de julho de 2012.

O convite à escritora foi feito na tarde de sexta-feira(4), pelo prefeito de Tramandaí Anderson Hoffmeister, em um encontro organizado pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, no gabinete do prefeito.

Segundo o prefeito, Anderson Hoffmeister,  a professora e escritora Evanise Bossle, já  recebeu premiações em  concursos literários em várias cidades. Neste ano de 2012 é o município de Tramandaí que homenageia a escritora como Patrona da Feira do Livro de Inverno em reconhecimento ao seu talento e trabalho no meio literário.

A secretária de Educação e Cultura de Tramandaí, Alvanira Ferri Gamba, lembra que na cidade temos muitos escritores e que são homenageados nas edições da Feira do Livro de Verão e de Inverno. ‘É com alegria que nesta edição de 2012, homenageamos a escritora Evanise Bossle, que na atividade cotidiana encontramos em sala de aula como professora’-destacou a secretária.

Participaram do encontro no  gabinete do prefeito, integrantes da equipe Técnica Pedagógica da Smec, diretores de escolas,   o escritor Rodrigo Trespach, presidente da Academia de Escritores do Litoral Norte do Rio Grande do Sul e as escritoras, Leda Saraiva Soares e Ulda Melo. Ainda durante o encontro o escritor Rodrigo Trespach, presenteou o prefeito Anderson Hoffmeister, com exemplares dos livros Antologia III e Borger, Justin, Schmitt e outras famílias de origem germânica.

Sobre a Patrona da 3ª Feira do Livro de Inverno.

Evanise Gonçalves Bossle nasceu em 31 de outubro de 1971 em Caxias do Sul no Rio Grande do Sul. Tem Licenciatura Plena em Letras e Pós-graduação em Língua Portuguesa pela FACOS/CNEC.

Participou da Antologia de Poemas “Rosa dos Ventos/Roda de Versos”, em Passos/MG, recebeu “Menção Honrosa” no 5º Concurso Nacional de contos Josué Guimarães (set/1997). Participou da Coletânea 1998 da Associação Artística e Literária A Palavra do Século XXI de Cruz Alta/RS com o conto “O Retorno”. Recebeu diploma na categoria “Destaque” no 19º Concurso Nacional de Poesias, promovido pela revista Brasília (jun/1998) e na categoria “Destaque Especial” para a Composição de Texto, na Olimpíada Cultural 500 Anos de Língua Portuguesa no Brasil (out/1999).

Produção bibliográfica:

-Destino, Um pouco de tempo, no livro  Antologia- Academia de Escritores do Litoral Norte Gaúcho,  2009
-No Carrossel do Mundo e Outro Poema, no livro Poetas del Mundo em Poesias. Volume II, Campo Grande, 2008
-Ícones do Tempo. Porto Alegre, 2006.
-O Retorno no livro da  Associação Artística e Literária A Palavra do Século XXI – Coletânea 1998, Cruz Alta, RS.
-Pensamento e A Razão no livro  Rosa dos Ventos- Roda de Versos. Antologia de Poemas. Passos, MG, 1996.
-Antologia II e III(2010 e 2011), da Academia de Escritores do Litoral Norte.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipalde Tramandaí, Sonia Brusius.

abr 26, 2012 - Fragmentos Literários   

Leitura, leitura e leitura

Por Leda Saraiva Soares

Dia 18 de abril foi o dia Nacional do Livro Infantil e 23 de abril dia Internacional do Livro.
Lendo o jornal deparei-me com a seguinte sugestão para  o incentivo da leitura: cada pessoa preocupada com o desenvolvimento de seu próximo, deveria esquece um livro em algum lugar por onde andasse. Achei interessante essa campanha, mas eu já vinha fazendo isso, mesmo sem pensar em dia do livro.

Certa vez estava na sala de espera de um Hospital, para visitar um doente. Levava comigo a Antologia da AELN Gaúcho na qual tenho participação. Deixei este livro a fazer companhia às revistas que estavam por ali. Alguém deve tê-lo manuseado e lido, porque em sala de espera, lê-se até panfletos… E muitas outras pessoas mais devem tê-lo lido. Pior é quando se apaixonam pelo livro e o levam para casa… Tenho colocado meus livros nos consultórios médicos, no Café do supermercado Nacional de Imbé… Por onde ando, sempre esqueço algum livro  que há de ser lido por algum vivente.

Para ilustrar o que afirmo acima, pincei apenas uma amostra  de uma entrevista que concedeu à Zero Hora, o palestrante do “Fronteiras do Pensamento” – economista e professor, Amartya Sem – dedicado ao estudo de temas como pobreza, subdesenvolvimento e história econômica de países atrasados (o Prêmio Nobel de Economia de 1998), considera que, na raiz desses e de outros fenômenos, há uma carência comum: a liberdade(…) Liberdade de ler e escrever, que é valiosa por si só, ajuda a progredir no emprego e ganhar renda. E  eu acrescentaria: Essa liberdade, aliada à qualificação profissional é o meio mais eficaz de desenvolvimento. E a Copa vem aí!…

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