jan 7, 2013 - Fragmentos Literários   

Contrastes

Por Evanise Gonçalves Bossle- 02/01/2013

Em uma dessas tantas tardes de verão fui visitar, em uma cidadezinha próxima, uns amigos que estão passando as férias na praia. Lá estavam amigos antigos e novos, de variadas idades. Em um dos canais da SKY, estava passando  um programa com clipes de músicas atuais, eu, como não posso ouvir música que já vou entrando no ritmo disposta a dançar, até convidei o pessoal . Mas para minha surpresa, nem mesmo as crianças estavam interessadas, as menores corriam pelo pátio em algazarra, as maiores sentadas, uma delas com o celular enviando mensagem, a outra, sentada ao computador no face book. Realmente, não havia muito que fazer. Então recorri à outra sala, onde estavam uns sete jovens reunidos, estranhamente num completo silêncio, pensei, então, tratar-se de alguma sessão de cinema, visto que, todos estavam compenetradíssimos de olhos na tela de 42 polegadas. Imaginem a minha surpresa, surpresa essa, que era apenas minha, as pessoas que viviam ali já estavam acostumadas. Eles, os jovens, estavam assistindo a um jogo em que dois deles disputavam um combate, um jogo do play station. Vendo a cena, voltei mentalmente ao meu tempo de juventude, no milênio passado, claro.

Minhas férias no litoral eram bem mais animadas, normalmente ficava em Torres, na casa da minha tia materna, ou em Imbé, onde veraneavam meus tios e primos paternos. Manhãs na praia até o meio-dia ou mais. Às tardes, enquanto os adultos dormiam em redes e cadeiras sob a sombra das árvores, após o almoço, nós saiamos a caminhar, ou ficávamos jogando vôlei. E a noite, como ainda éramos muito jovens para ir a casas noturnas de dança, ou a barzinhos a beira mar, fazíamos a nossa própria festa, ouvindo LPs da época, dançando na sala ou na varanda mesmo. Meu irmão tocava violão e eu cantava. Também inventávamos letras de música e passos de dança, imitando alguns dos filmes de John Travolta e Olívia Newton John, como “Nos Tempos da Brilhantina” e “Embalos de Sábado a Noite”, entre outros musicais. Quando chovia, o que não é nada raro no verão do litoral, jogávamos cartas, sempre com algum tipo de prenda, Lê-se hoje, “pagar mico” para quem perdesse. Era um tempo bom, de barulho, muita criatividade e alegria, sem as modernidades  como celulares, Playstation ou notebooks. Ainda hoje, quando visito minhas primas, relembramos aqueles momentos mágicos , que não voltam mais. Um amigo comentou, dia desses ,que sou excessivamente saudosista, mas como faz bem recordar bons momentos do passado. Percebo que a juventude de hoje, claro, existem exceções, não conhece a verdadeira essência de ser feliz sem essas modernidades, não conseguem sequer imaginar uma temporada de veraneio longe das redes sociais, dos celulares, dos jogos eletrônicos, dos Ipods, Ipads, Iphone, tablets e laptops…Conheço alguns jovens que nem sequer vão à praia, preferem ficar em frente ao computador enquanto o pessoal se diverte a beira  mar. Mas, como dizem , devemos sempre tentar conviver em harmonia com as diferenças, até mesmo as difíceis diferenças de idade e conflitos de gerações. Cada um que escolha como se divertir durante o veraneio no litoral, mas,”se beber,não dirija”. Feliz Ano Novo a todos os leitores!

jan 4, 2013 - Últimas Notícias   

Oficina de Poesia no Instituto Estadual do Livro com Diego Petrarca

O Instituto Estadual do Livro e a Associação Lígia Averbuck irão promover uma Oficina de Poesia a ser ministrada por Diego Petrarca.

A oficina “A Poesia Fora Do Poema – Formas Criativas para o texto poético” pretende desenvolver métodos de criação textual diferentes do poema convencional. Propõe-se ampliar o conceito de poesia, visto que esta mora na linguagem e não somente na forma, independentemente do que se entende como poema canônico, feito de versos, estrofes e rimas. A criatividade em extrair poesia de formatos não poéticos será o grande exercício e um dos principais objetivos.

Serão duas turmas: terças-feiras das 9h às 12h, iniciado dia 08/01; e quartas-feiras, das 18h30 às 21h30, a partir do dia 09/01.
Cada uma das turmas terá quatro encontros, totalizando doze horas.
Investimento: R$ 120,00, com desconto de 50% para sócios da Associação Lígia Averbuck (Associação de Amigos do IEL).

As inscrições podem ser realizadas na sede do IEL (R. André Puente, 318, fone: 3314-6450), em horário comercial, ou pela internet, por meio da ficha de inscrição online.

Mais informações: http://ielrs.blogspot.com.br/p/oficina-de-poesia.html

Diego Petrarca, é Mestre em Teoria Literária-Escrita Criativa, professor de literatura e ministra oficinas literárias em órgãos de cultura em Porto Alegre. Premiado em concursos literários, publicou livros de poesia e integrou mais de 10 antologias.

Fonte: IEL Comunicação

dez 12, 2012 - Últimas Notícias   

Piquinique da Leitura na Praça

Venha saborear estas gostosuras!
Escolha, leve, doe, troque
saboreie estes livros na praça!

Eles não engordam e são de graça!

Data: 15 de dezembro-sábado
Hora: 16.00h -18.00h
Local: Praça do Raul, Capão da Canoa
dez 7, 2012 - Últimas Notícias   

Academia de Escritores do Litoral Norte leva cultura e busca visibilidade

Jornal Dimensão, Tramandaí/RS, 07.12.2012.

A Academia de Escritores do Litoral Norte há cinco anos tenta levar cultura aos jovens e ao mesmo tempo divulgar o trabalho de escritores locais. Diversos eventos são organizados neste sentido durante todo o ano nas praias gaúchas.
A Academia de Escritores do Litoral Norte surgiu em abril de 2007, juntamente com a primeira Feira do Livro de Capão da Canoa, nesta ocasião os escritores do Litoral Norte se reuniram para debater a produção literária da região. Um segundo encontro foi marcado pelos organizadores, e viu-se a necessidade da criação de uma associação não só para divulgar o trabalho dos escritores locais, como também, para levar o conhecimento e a cultura para as crianças e adolescentes do litoral.
Com essa ideologia surgiu a Academia de Escritores do Litoral Norte, dirigida por Rodrigo Trespach, ele explica que a principal dificuldade dos escritores da região é com a divulgação do trabalho escrito. “É difícil entrar na mídia, as feiras, da mesma forma, tendem a buscar escritores famosos e muitas vezes não reconhecem os escritores da região. Mesmo assim, acredito que estamos crescendo neste sentido e hoje temos bancas reconhecidas em algumas feiras do Litoral Norte e dentro de escolas”.
O diretor salienta que os escritores geralmente possuem uma atividade paralela, além da literatura, e a falta de tempo tende a ser outro empecilho para o trabalho. Ele, por exemplo, atua em uma loja de celulares, e faz um trabalho histórico, em que é preciso se deslocar a museus e bibliotecas para estudar a cultura das cidades escolhidas. Por isso, precisou aprender a organizar a vida em função da literatura e das atividades da academia.
Apesar dos empecilhos, Trespach ama o que faz e acredita que vale apena o sacrifício, um ônus de escrever no litoral, segundo ele, é a paisagem inspiradora que guia as mãos dos poetas e cronistas.
Trespach destaca a importância da Feira do Livro no trabalho dos escritores, pois aquele é o lugar em que o trabalho é mais divulgado, e a partir dali, muitas vezes passa a ganhar maior repercussão nas mídias.
O diretor salienta também que a Academia participa de diversas atividades em escolas, e essa interação entre leitores e escritores é fundamental para o trabalho. “Mais do que divulgar livros, nós estamos levando a cultura. Não queremos formar escritores, mas ajudar a formar cidadãos, com cada vez mais cultura e conhecimento”.
Trespach explica ainda que publicar os livros é complicado, e geralmente são escolhidas editoras pequenas da própria região para que o custo seja menor, no entanto, tais editoras, não possuem um grande poder de divulgação, por isso, os próprios escritores se encarregam de fazer este trabalho. “Se estamos aqui é porque amamos o que fazemos, somos muito unidos nesse sentido, um ajuda o outro, um divulga o trabalho do outro e assim vamos levando”, conta.
Um dos trabalhos produzidos pelo grupo são as Antologias, ou seja, livros que possuem textos de todos os escritores da Academia. A primeira Antologia foi publicada em 2009, três construções dessa magnitude já foram feitas, e o quarto livro já está pronto e diagramado e deve ser lançado no início de 2013.

dez 6, 2012 - Últimas Notícias   

Galeria de Escritores é reinaugurada em Osório

No dia 30.11, durante a programação da 27.ª Feira do livro de Osório, ocorreu na Biblioteca Pública Fernandes Bastos, em Osório, a reinauguração da Galeria de Escritores Osorienses. Entre os escritores presentes Rodrigo Trespach e Suely Braga, da AELN.

Fonte: Assessoria de Imprensa.

 

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