mar 25, 2013 - Concursos Literários   

Prêmio AGES 2013

A AGES institui o PRÊMIO AGES – LIVRO DO ANO – EDIÇÃO 2013, que será conferido anualmente aos melhores livros publicados por autores gaúchos ou residentes no Rio Grande do Sul.

I – DAS FINALIDADES E DO ALCANCE

O PRÊMIO AGES-LIVRO DO ANO tem como objetivo dar destaque e visibilidade à produção intelectual e literária de escritores gaúchos, incentivando a leitura e a produção escrita, além de colaborar para uma efetiva divulgação das obras de autores rio-grandenses. O prêmio será concedido por escritores para escritores e constituir-se-á em importante referência de qualidade e canal de valorização do trabalho realizado pelos criadores literários sul-rio-grandenses.

II – DA PERIODICIDADE, DOS HABILITADOS A CONCORRER E DAS CATEGORIAS.

1. O prêmio será conferido anualmente.

2. Estão aptos a inscrever seus livros e a concorrer ao prêmio exclusivamente escritores nascidos ou residentes no Rio Grande do Sul, mesmo que seus livros tenham sido publicados por editoras de fora do estado. Fica vedada a participação de autores originários de outros estados da Federação, mesmo que publicados por editoras gaúchas.

3. Serão considerados habilitados a concorrer os livros publicados no ano imediatamente anterior ao do processamento da escolha.

4. Não há limite de número de livros inscritos por autor, desde que obedeçam à cláusula 3, da parte II.

5. Os concorrentes estão divididos em oito categorias, de acordo com o gênero a que o texto pertence ou ao público a que se destina. A saber, narrativa longa (romance ou novela), narrativa curta (conto ou miniconto), poesia, literatura infantil, literatura juvenil, crônica, não ficção e especial.

5.1. Estará apto a ser inscrito na categoria especial qualquer livro que não se encaixe nas demais categorias, desde que respeitado o que regem os itens 1 e 2, da parte II. A saber: texto dramático, história em quadrinhos, antologias (livros com mais de um autor), coletâneas (em que haja mais de um gênero), livro de viagem, e outros, desde que contenham textos escritos. Livros que sejam apenas de imagens não serão aceitos.

6. A cada uma das categorias do LIVRO DO ANO será concedido um troféu a ser entregue em evento comemorativo promovido pela AGES.

6.1. Caso um livro que contenha mais de um autor seja o vencedor do Prêmio AGES, o troféu será entregue ao organizador e, na falta deste, ao escritor responsável pela inscrição.

6.2. No caso de coletâneas, a maioria dos autores deverá obedecer ao que rege o item 2, da parte II.

 

III – DO SISTEMA DE ESCOLHA E DOS PRAZOS

1. Numa primeira fase, será composto, por indicação da Diretoria da AGES, um júri técnico, composto por, no mínimo, três pessoas de notável conhecimento técnico-literário, que terá a responsabilidade de indicar os finalistas em cada uma das oito categorias.

2. Após a indicação dos finalistas de cada categoria feita pelo júri especializado, a AGES publicará em seu site a listagem dos livros que disputam o prêmio AGES e passará à segunda fase da escolha dos vencedores.

3. Na segunda fase, o colégio eleitoral que escolherá o livro vencedor de cada categoria será composto exclusivamente pelos sócios da AGES em dia com suas obrigações estatutárias.

4. No período da votação, a Diretoria da AGES deverá solicitar – via e-mail, correio ou imprensa – que cada associado manifeste seu voto em cada uma das categorias, enviando seu voto à AGES através do meio que for estabelecido para tal.

4.1. Nenhum associado poderá votar em livro de sua própria autoria, quer seja autor único ou participante de antologia. Na verificação de tal fato, o voto será considerado nulo.

5. De posse das indicações do colégio eleitoral, a coordenação do prêmio procederá à apuração, através de tabulação matemática. O maior número de indicações incidentes sobre um mesmo livro, respeitando as orientações para votação, será o critério determinante para conferir-lhe o troféu AGES – LIVRO DO ANO.

6. Os casos omissos deste regulamento serão decididos, de forma administrativa, soberana e irrecorrível, pela Diretoria da AGES.

IV – DAS INSCRIÇÕES

1. O ato da inscrição deve ser realizado pelo autor ou por alguém que o represente, através da entrega de quatro exemplares da obra inscrita, do pagamento da taxa de R$ 20,00 (vinte reais) por livro inscrito e de manifestação por escrito de seu desejo de inscrição, em que deverá constar nome do autor, título do livro, editora, ano de publicação e categoria de inscrição (Ver modelo anexo)

5.1. Os sócios da AGES em dia com suas obrigações estatutárias estarão isentos de taxa de inscrição. A listagem dos sócios-ativos está disponível para consulta no site da Associação: www.ages.org.br.

5.2. O valor de 20,00 por livro inscrito, a título de taxa de inscrição, deverá ser depositado na seguinte conta bancária: CEF, agência 0448, conta corrente 003   001240-9, em nome de Associação Gaúcha de Escritores.

5.3. As inscrições deverão ser realizadas, na sede do IEL: Instituto Estadual do Livro, rua André Puente, 318, Bairro Independência, Porto Alegre, RS – Cep.: 90.035-150, mediante entrega de:

a) quatro exemplares do livro inscrito;

b) carta de inscrição por título inscrito;

c) comprovante de depósito por título inscrito (caso o autor não seja sócio-ativo da AGES).

5.4. As inscrições podem ser feitas pelo Correio, desde que obedeçam às orientações acima e que sejam realizadas dentro do período das inscrições, valendo o carimbo do Correio como comprovação da inscrição em prazo hábil.

5.5. Caso haja descumprimento do que consta nos itens 5.3 e 5.4, parte IV, a inscrição não será validada.

2. As inscrições deverão ser realizadas no período de 25 de março de 2013 a 30 de abril de 2013.

3. Outros esclarecimentos através dos e-mails: ages@ages.org.br ou caioriter@uol.com.br.

Porto Alegre, 21 de março de 2013.

AGES – Associação Gaúcha de Escritores

ANEXO

LOCAL E DATA

Prezado coordenador do PRÊMIO AGES-LIVRO DO ANO,

Venho por meio desta inscrever o livro______________________, de autoria de____________________________, editado por ____________________, no PRÊMIO AGES-LIVRO DO ANO, na categoria _____________________________________, declarando que estou ciente do que rege o regulamento do referido prêmio.

Contatos com autor:

E-mail:

Fone:  (    )

Sem mais para o momento,

                                                                                  __________________________

                                                                                             Assinatura

(Nome de quem realizou a inscrição)

(Anexar à ficha de inscrição o comprovante de depósito da taxa de inscrição, caso não seja sócio-ativo da AGES)

mar 23, 2013 - Últimas Notícias   

Biblioteca Municipal de Imbé João Baptista Pereira disponibiliza livros no Posto de Saúde 24 horas

O projeto da Biblioteca Pública Municipal  de Imbé, “Engº José Baptista Pereira, tendo como Diretora a Profa.   Sirley  Quadros,  disponibilizou uma estante com livros na sala de espera do Posto de Saúde 24 horas. Estavam presentes à solenidade os secretários de Turismo, Trabalho,  Educação, Diretora de Cultura, funcionários da Biblioteca, entre outras pessoas.Escritora Leda, convidada especial, representou a AELN.

Momento em que a Diretora da Biblioteca Municipal João Baptista Pereira, acompanhadas de autoridades,  dirige algumas palavras aos presentes, sobre os objetivos do projeto de levar a Biblioteca ao público.

Fonte: Assessoria de Imprensa da AELN

mar 20, 2013 - Concursos Literários   

Editora Adonis abre inscrições para Concurso Agostinho de Cultura

Período para enviar obras se inicia no dia da poesia (14 de março) e se encerra no dia do escritor (25 de julho)

Com intuito de revelar novos talentos da literatura o Concurso Agostinho de Cultura, realizado pela Editora Adonis desde 2008, chega este ano a sua 4ª edição. A iniciativa, que busca fomentar a produção literária aproximando escritores e o mercado editorial por meio da publicação de textos originais, encontra-se com inscrições abertas até o dia 25 de julho, dia do escritor.

O Concurso é o principal meio de edição e publicação dos principais títulos infantis e infantojuvenis do selo da editora, desde a primeira edição do concurso já são 9 obras  – entre vencedoras e indicadas pelo júri – publicadas e 7 no prelo.

O Concurso que já contemplou obras de 4 estados brasileiros (RJ, RS, SP e MG) está aberto para participação de escritores, com mais de 18 anos, que apresentem originais inéditos (não editados e não publicados), em prosa, direcionados a leitores entre 3 e 12 anos.

Os textos devem ser enviados à editora Adonis (Quarto Concurso Agostinho de Cultura. Endereço: Rua do Acetato, 189 – Distrito Industrial Abdo Najar – CEP: 13474-763) e possuir o Registro de Direito Autoral/EDA (Escritório de Direito Autoral), que tem por finalidade atribuir ao autor segurança quanto ao direito sobre sua obra (Lei nº 9.610/98). A identificação dos originais deverá ser feita por meio de pseudônimo escolhido pelo escritor. Os critérios para avaliação dos textos são: trabalho estético com a linguagem, coerência, construção do narrador, caracterização das personagens, ambientação e temporalidade, e potencialidade interpretativa.

O período para inscrições é de 14/03, dia da poesia, a 25/07, dia do escritor, datas selecionadas pela Editora para dar inicio e encerramento das inscrições. Para efeito de inscrição, será considerada a data de postagem do material encaminhado.

Outras informações sobre o Quarto Concurso Agostinho de Cultura podem ser obtidas pelo telefone (19) 3471.5608 ou email contato@editoraadonis.com.br. O regulamento completo encontra-se no site da editora www.editoraadonis.com.br/concurso

mar 19, 2013 - Textos históricos   

Por que vieram os açorianos para o Brasil? Um pouco de história

Por Leda Saraiva Soares

Após o descobrimento do Brasil, por mais de dois séculos, o Rio Grande do Sul ficou isolado do centro do País (questões geopolíticas).


Era necessário que se povoasse o Continente do Rio Grande de São Pedro para garantir a posse das terras. Espanhóis e portugueses viviam em constantes disputas, consequência do Tratado de Tordesilhas. Os portugueses mantinham um posto avançado do rio da Prata, defronte Buenos Aires, onde fundaram a Colônia do Sacramento em 1680, tendo como objetivo fixar nesse ponto a fronteira do Brasil. De São Paulo até Colônia do Sacramento não havia um só povoado. Em 1684 fundam Laguna para abastecer a Colônia. Até então, o acesso se dava por mar.
Em 1703, abre-se o primeiro caminho pelo litoral: antiga Estrada da Laguna, ora pela praia, ora pelo campo e por muito tempo foi palmilhado por todos que se aventuravam a estas paragens:

– Frota de João de Magalhães em 1725, para povoar o Rio Grande.
-Padres Jesuítas que vinham catequizar índios.
-Paulistas e bandeirantes que vinham atraídos pelas minas de prata no Peru e para aprisionar índios que eram levados para a lavoura no centro do País.
– Tropeiros que buscavam gado.
-Militares que vinham defender as fronteiras.
-Casais açorianos que vieram povoar esta terra.
Em 1737, Silva Paes funda Rio Grande com o forte militar Jesus, Maria e José para servir de apoio militar, defensivo à Colônia do Sacramento, constantemente sitiada por forças espanholas.

Em 1742, Silva Paes escreve ao Rei de Portugal sobre a necessidade da vinda de casais açorianos para trabalhar a terra nestas paragens. Diga-se que no Rio Grande só havia militares e criadores de gado que não se fixavam a terra. Deixavam em suas estâncias peões e capatazes. Viviam com suas famílias em Laguna, São Paulo…
Estâncias, rincões, invernadas iam surgindo ao longo do caminho trilhado pelos tropeiros.

Assim como Minas Gerais, as terras do Sul do Brasil começaram a fascinar os paulistas por conduzirem ao estuário platino e às minas de prata do Peru. Outro fator de atração foi a descoberta de expressiva quantidade de gado muar, cavalar e vacum. Tropear gado para o centro do país transformou-se em rendoso comércio para os tropeiros.

O Brasil transformava-se na Terra da Promissão para os filhos de Portugal. O ouro atraia no fim do século XVII e começo do seguinte, toda a gente, acalentados todos na esperança de descobrirem novos garimpos de Minas Gerais e nas catas de suas montanhas auríferas o cobiçado metal que seria a fortuna e a realização dos mais belos sonhos humanos .
O número de portugueses do continente, decidido a vir para o Brasil era tão grande que o governo começou a se preocupar.
A notícia do ouro e diamantes também chegou ao Arquipélago dos Açores. E um bom número de embarcações começou a fazer viagens para o Brasil, estabelecendo comércio de forma direta, sem o conhecimento do governo português, levando também o metal precioso para as ilhas, o que passou a desagradar ao rei de Portugal. Mas o Brasil precisava ser povoado. Os espanhóis já estavam avançando sobre o território brasileiro. A terra era de quem a povoasse. O governo português, para tomar controle da situação, baixou um edital no arquipélago dos Açores, acenando aos ilhéus com algumas benesses. O interesse foi grande. Muitos se inscreveram. O governo Português ao enviar ilhéus para o Brasil estaria resolvendo dois grandes problemas:
1-    A necessidade premente de povoar o Brasil.
2-    Superlotação das Ilhas dos Açores e falta de terras.
Os açorianos, por natureza, eram dotados de forte espírito de família, hospitaleiros, altivos, religiosos, tolerantes, valorosos, sem propensão ao crime. Amavam a liberdade e a independência. Eram disciplinados, obedientes e conservadores dos costumes domésticos e sociais.
Vejamos o que escreve Fernandes Bastos sobre a portaria que cria a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Arroio (Osório):

Transcrição ipisis litteris:
 (…) O Governador José Marcelino de Figueiredo [R.G.S.] consegue que o Vice-Rei do Brasil mande fundar uma povoação com o título de Nossa-Senhora-da-Conceição-do-Arroio, entre as Freguesias de Santo-Antonio-da-Guarda-Velha [Santo Antônio da Patrulha] e a de S.Luiz-do-Norte [Mostardas] para assentar sessenta casais açorianos.

Para isso expede o Bispo do Rio-de-Janeiro, Dom Frei Antônio do Desterro a necessária portaria, que tem a data de 18 de janeiro de 1773.   

Transcrição ipsis litteris da portaria expedida pelo Bispo D. Antônio do Desterro:
Dom Frei Antônio do Desterro, por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, Bispo do Rio de Janeiro e do Conselho de sua Magestade [sic] Fidelíssima. Porquanto ilustríssimo e Excellentissimo Senhor Marquez Vice-Rey d’este Estado manda fundar uma nova povoação de moradores com o titulo de N.S.-da-Conceição-do-Arroio no lugar que fica entre a Freguesia de Santo-Antonio-da-Velha-Guarda e outra nova povoação que manda tão bem fundar com o titulo de São-Luiz-do-Norte, na Província do Rio-Grande,deste nosso Bispado:

Notas

 1 – Fortes, Gen. João Borges. Os Casais Açorianos. Presença Lusa na Formação sul-rio-grandense. Martins Livreiro – Editor –  p. 21,.(Edição do Centenário Farroupilha). 1999.
2 – BASTOS, Manoel E. Fernandes. A Fundação da Freguezia [sic] de N.S.da Conceição do Arroio, cap. VI, p.154.

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