jun 8, 2013 - Últimas Notícias   

Prof. Pedroso é o patrono da 4.ª Feira do Livro de Inverno de Tramandaí

Luiz Alberto de Souza Pedroso, carinhosamente chamado por todos de Prof. Pedroso, será o patrono da 4.ª Feira do livro de Inverno de Tramandaí, que ocorre entre os dias 28 de junho e 20 de julho de 2013. A escolha foi divulgada pela Secretaria de Educação e Cultura do Município de Tramandaí. A feira do livro ocorre paralela a Festa Nacional do Peixe, outro tradicional evento da cidade.

Pedroso é escritor membro da AELN. Autor de diversos artigos científicos sobre meio ambiente e oceanografia e seis livros de poesia, também se dedica a fotografia e atividades culturais. Saiba mais sobre o patrono clicando na foto abaixo.

Fonte: Assessoria de Imprensa da AELN

jun 4, 2013 - Últimas Notícias   

Franz Kafka 2013

Franz Kafka 2013, prêmio literário, será concedido ao escritor israelense mais importante da atualidade Amos Oz, autor de uma obra traduzida em 30 idiomas.O prêmio no valor de 10 mil dólares será entregue durante uma cerimônia na cidade de Praga, no final de outubro durante as festividades do Dia da República Tcheca. Amos Oz  é conhecido por seus livros Pantera no Porão (1997), O Mesmo Mar (2002) e Rimas da Vida e da Morte.

Por Celia Victorino

jun 4, 2013 - Últimas Notícias   

Jornada de Passo Fundo

Marcada para acontecer entre os dias 27 e 31 de julho, a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, tem como tema deste ano Leituras Jovens do Mundo.Para palestras e discussões dos temas foram convidados nomes internacionais como o de Cesar Coll,diretor do departamento de Psicologia Evolutiva da Universidade de Barcelona e o romancista mexicano Alejandro Reyes. Entre os brasileiros estão Nélida Pinõn, Walcyr Carrasco, Jairo Bouer, Laura Müller, André Vianco e Raphael Dracon. O tema da Jornada explora o potencial, as preferências e a diversidade de interesses e comportamentos necessários ao entendimento dos jovens e a imprescindível sintonia com esse público. Conforme a coordenadora geral da Jornada, professora Tânia Rösing, “os jovens são os “caras” que levam consigo a promessa do amanhã, mesmo que nem eles tenham muita consciência disso”.

Por Celia Victorino

jun 4, 2013 - Últimas Notícias   

Prêmio Camões 2013

O mais importante da criação literária da língua portuguesa é vencido por escritor moçambicano Mia Couto. O escritor de “A Confissão da Leoa” – que já esteve em Porto Alegre em novembro passado participando da Feira do Livro e de uma conferência – teve seu nome escolhido por um júri formado pela portuguesa Crabbe Rocha (filha de Miguel Torga), o escritor jornalista português José Carlos Vasconcelos e os brasileiros Alcir Pécora e Alberto da Costa e Silva: o professor moçambicano João Paulo Borges Coelho e o autor  angolano José Eduardo Agualusa.
O prêmio de 100 mil euros foi anunciado no Rio de Janeiro no início da semana. O prêmio CAMÕES consagra autores pelo valor de sua obra, pela contribuição ao enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua comum. No ano passado o escolhido foi o curitibano, Dalton Trevisan.

Por Celia Victorno

jun 4, 2013 - Contos   

Clara

Por Suely Braga

Clara acordou com o tilintar vibrante do despertador. Espreguiçou-se sonolenta e deu um salto da cama. Tomou um banho rápido. Acordou os meninos.Esquentou a água, colocou-a no nescafé. Sorveu alguns goles,comeu um pedaço de pão dormido com manteiga.Serviu Nescau com leite aos filhos.Tirou as xícaras da mesa,lavou a louça.

Foi ao quarto, olhou-se no espelho, sentiu-se abatida  por uma noite mal dormida, penteou os cabelos já um pouco prateados.Passou baton.

Os ponteiros do relógio correm. Mesmo que acordasse cedo tinha sempre  que correr.

Deu um beijo nos filhos, atravessou a sala em disparada em direção à porta de saída enquanto grita:” meninos, não vão se atrasar, vão depressa para a escola”.

No caminho aspirou ao aroma das flores, sugou a beleza da manhã. Percorreu quase correndo as quadras até o terminal do ônibus e.enfrentou a fila imensa.

Entrou e acomodou-se no acento duro de fibra Ao seu lado estarrachou-se uma mulher gorda comprimindo-a contra a janela. Com os olhos cemicerrados tentou cochilar.

O ronco do motor, o vozerio dos passageiros imprensados no corredor, as freadas bruscas, os buzinaços impediam-na de dormir. O aluguel atrasado, as contas de luz, água, telefone, o pagamento do condomínio fervilhavam na sua cabeça como uma panela de pressão.

O marido desempregado perambulando o dia inteiro pela cidade só ouvia:”não há vagas”.Desesperado entrando em depressão, tornando –se agressivo em casa.

Dá o sinal na campainha. Desce na frente do velho prédio desbotado, as paredes que há longos anos não recebem pintura, vidros quebrados nas janelas assoalho encharcado nos dias de chuva.

As crianças esperavam-na. Correm ao seu encontro, abraçam-na entusiasmados. Entra na sala e começa a aula. São trinta e cinco alunos que falam, interrogam, esperam. Atentos, ou, distraídos, aguardam suas respostas e explicações.

A sineta soa. As crianças se dispersam. O beijo da saída e o “até manhã, professora”.

Vai até a cozinha, come um sanduíche que trouxe na sacola. Tira da geladeira o suco que a merendeira preparou.Vai com passos apressados até a parada na frente da escola.

O tempo mudou, a temperatura baixou. O vento fresco começa a soprar. Olha para as gordas nuvens que cobrem quase todo o ceu.

Põe a sacola no ombro. A sacola cheia de livros e mais os produtos do Avon. Embarca no ônibus lotado. Espremida entre os passageiros, sacolejando vai até o fim da linha.

A chuva começa a cair, é uma chuva fina. Caminha na  calçada repleta de pessoas que caminham apressadas,voltando para casa. Chega ao apartamento 305 para entregar os produtos.

Passa na padaria para comprar leite e pão. Entra na fruteira para levar verduras.

Chega em casa.O marido lê o jornal na frente da televisão. As crianças lêem. Tira os sapatos, atira-se na cama sem coragem para se despir. O corpo moído,tensa,estressada.Seu corpo, sua mente estão pedindo férias.Sair, passear, relaxar, longe de tudo e de todos.

Vai preparar o jantar e o almoço, porque amanhã é outro dia. Vai fazer uma gostosa massa com molho, que todos adoram.

Amanhã continuará a rotina.

 

 

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