abr 12, 2025 - Últimas Notícias   

Hélio de Camillis toma posse na cadeira 35 da AELN

Na tarde deste sábado, 12 de abril de 2025, tomou posse na cadeira número 35 da Academia de Escritores do Litoral Norte do Rio Grande do Sul (AELN) o escritor Hélio de Camillis. O novo acadêmico passa a ocupar a cadeira anteriormente pertencente ao escritor Virgílio Francisco da Silveira, que deixa um importante legado literário e afetivo para a instituição. A cadeira tem como patrono o escritor Telmo Vergara.

O ato de posse foi marcado pela emoção e pela presença acolhedora dos colegas acadêmicos, que receberam Hélio de Camillis com uma breve apresentação de cada membro presente. Em seguida, o novo acadêmico dirigiu-se aos presentes com um discurso dedicado à memória de seu antecessor, à importância da literatura regional e ao papel da Academia como guardiã da produção literária local.

Logo após o discurso, um dos momentos mais tocantes da cerimônia ocorreu com a homenagem prestada por Teresinha Silveira, viúva do escritor Virgílio Francisco da Silveira. Em um depoimento emocionado, ela relembrou a trajetória do marido e a importância que a Academia teve em sua vida, ressaltando a alegria que ele sentia em pertencer à instituição e o carinho com que cultivava os laços literários e afetivos entre os colegas acadêmicos.

Na cerimônia de sucessão, Hélio de Camillis recebeu do acadêmico Gabriel Fernandes a insígnia da Academia. Em ato contínuo, recebeu das mãos de Teresinha Silveira a pelerine que pertenceu a Francisco. A vestimenta foi colocada no novo acadêmico pelo presidente da Academia, Fabián Mariotti, encerrando um rito simbólico carregado de emoção e significado.

O momento foi profundamente afetivo, com olhares comovidos e palavras sentidas, reafirmando o compromisso da Academia de Escritores do Litoral Norte com a preservação da memória literária da região e com o acolhimento de novos talentos que darão continuidade a essa missão.

mar 25, 2025 - Últimas Notícias   

A POSSE DE NEJAR NA ACADEMIA RIOGRANDENSE DE LETRAS

Carlos Nejar com Gabriel Fernandes (dir) e Paulo Timm (esq)

Significativa e solene reunião da Academia Riograndense de Letras recebeu, no dia 19 deste mês, março de 2025, o grande Poeta Carlos Nejar em seu seio. Luís Carlos Verzoni Nejar, gaúcho, nascido em Porto Alegre em 1939, com vasta obra literária internacionalmente reconhecida, é membro da Academia Brasileira de Letras, mas, pelo que ele próprio em seu discurso de posse admitiu, como certo “estranhamento”, estava ausente na própria terra. Faltava-lhe este reconhecimento do mais alto sodalício literário riograndense. Presente ao ato, como representante da Academia dos Escritores do Litoral Norte, ocupante da cadeira cujo Patrono é Ruy Rubem Ruschel, junto com o confrade Poeta Gabriel Fernandes, testemunhei, emocionado, este momento de encontro, sobretudo, de fidalguias. De um lado a Academia Riograndense de Letras batendo à porta do grande Poeta que nos representa no plano literário nacional, chamando-o ao amplexo com a terra natal; de outro, o consagrado imortal que desce do Olimpo das Letras nacionais para confraternizar com seus conterrâneos escritores. Longe do Rio Grande há muitos anos, Nejar na verdade, nunca se apartou das origens e disso deu conta em seus versos quando descrevia na visão das ondas do Espírito Santo as coxilhas do Pampa. Intérprete como poucos da alma pampeana, Nejar foi além da épica gauchesca, procurando no dedilhar de seus poemas, a transcendentalidade do Homem de todos os tempos e lugares. Assim o definiu Juremir Machado, em sua crônica “A conversão pela palavra”, publicada no livro A NOITE DOS CABARÉS, POA, 1991 – Ed. Pradense:

-” O poeta Carlos Nejar fala como se deixasse escapar da sua boca, a cada momento, a cada palavra, poesias. Os olhos brilham, a cabeça é jogada para trás, o verbo é buscado na alma.”

Recurvado pelos anos e pelas dores do poeta, Nejar, do alto de sua Poesia, saudado pelo acadêmico Roberto S. Prym, nos abraçou em versos e deixou o seu registro à posteridade, que transcrevo:

Senhores,

Quero, em primeiro lugar, louvar a Deus por este momento. E tomo posse, hoje, nesta Egrégia Academia Riograndense de Letras, como quem retorna para a sua terra. Dirá alguém que já não vou encontrar o mesmo tempo. ‘Mudam os tempos, mudam as vontades” – escreveu Camões. Não irei encontrar o tempo, porque é o tempo que me encontra. Não vou achar muitas pessoas que amei e conheci, o nome de ruas e avenidas terão mudado ou mesmo a rua, onde passei a meninice. Mas os sonhos amadureceram, mas não podem envelhecer conosco. Terão que continuar vivendo além de nós.

O que vi e vivi persistirá existindo na minha sombra, como as árvores do bosque. Minha infância, como a de todos não acaba.

Lembro Erico Veríssimo, Mário Quinta, Guilhermino César, Manoelito de Ornellas, entre tantos. Não foram um tempo, estão no pampa da palavra, o pampa do universo.

Tenho morado longe do Rio Grande, como no exílio. E como diz Pessoas, “os rios daqui não são como os rios da minha aldeia. Que o digam “O campeador e o Vento”, que o saudoso Wilson Martins chamou de “Os Lusíadas do gaúcho”, generosamente. Ou “Canga”, ou “Miguel Pampa”, ou “República do Pampa”, ou meu romance “Riopampa e o Moinho das Tribulações”. Não parei de amar esta terra por ter-me amado primeiro. E a levo comigo, mesmo me tenha estranhado às vezes por seu acentuado barbarismo. Nos encontramos nas raízes e nos frutos.

Sei que a posse nesta nobre Academia, de tradição e de tantos valores, alguns aqui presentes, repito, é um retorno deste que vos fala. Fui Promotor de Justiça pelo interior, honrado de ser do Ministério Público, servindo a este povo. Vaguei por cidades e plagas. De Procurador de Justiça na capital, tornei-me procurador de almas nos romances que acumulei, com a certeza de que não inventamos as palavras, mas elas que nos inventam.

Portanto, assumo esta cadeira na Sodalício e este lugar como quem assume um sonho que não precisa acordar.Escreveu Napoleão Bonaparte que após as batalhas, apreciava ver o rosto dos companheiros. Sem ser Napoleão, apenas um vivente, da “Terra dos Viventes”, agradecendo profundamente a todos os que votaram em mim e a todos que, aqui, me acolhem, fraternos, recobro a cidadania do coração do pampa e reconheço, por estar perto da terra para poder ser plantado, não no ar, ou na vaidade, ou orgulho. E reconheço o rosto dos companheiros, grato por esta honra, das maiores, por ser a da terra” – Carlos Nejar.

mar 10, 2025 - Últimas Notícias   

Academia de Escritores do Litoral Norte elege novos acadêmicos

No último sábado, dia 8 de março, a Academia de Escritores do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, reunida na Biblioteca Pública de Tramandaí, realizou uma eleição para a escolha de dois novos acadêmicos.

O escritor Hélio de Camillis foi eleito Membro Efetivo da instituição e ocupará a cadeira número 35, que tem como patrono o escritor Telmo Vergara. A cadeira foi fundada e anteriormente ocupada pelo acadêmico Vergílio Francisco da Silveira, falecido em outubro de 2024, cuja trajetória literária contribuiu significativamente para a literatura da região. Hélio de Camillis se destaca como um escritor versátil, transitando entre a crônica, os poemas e as histórias em quadrinhos. É ele o criador do icônico personagem Tramandaíto Bemcoavida e da série de gibis onde o personagem é o protagonista. Como colunista de jornal, registrou sua visão de mundo e sua análise crítica da realidade, evidenciando sua capacidade de provocar reflexões relevantes, explorando diferentes formas de expressão literária. A reunião desses textos resulta no livro Abrindo o Jogo – Desvendando Posição.

Além disso, a Academia também elegeu a jovem e promissora escritora Maria Otília Rodrigues como Membro Correspondente. Autora de quatro livros publicados, transitando com maestria entre a poesia e a prosa, Maria Ottília demonstra uma trajetória literária consistente e promissora. Sua escrita poética revela um olhar refinado sobre a linguagem e a expressão artística. Em 2020 venceu o Prêmio Mozart Pereira Soares, com Por causa de você, menina, sua primeira narrativa longa, evidenciando também talento para a construção de histórias marcantes. Em Savanália, Canibalística e Efeba, demonstra sua força na poesia, explorando temas e formas que consolidam sua identidade literária singular, de maneira sensível e envolvente.

Com essas novas nomeações, a Academia reforça seu compromisso com a valorização da literatura e o reconhecimento de escritores que contribuem para a cultura do Litoral Norte gaúcho.

Hélio de Camillis, novo ocupante da cadeira 35 da AELN

Maria Ottilia Rodrigues, nova Acadêmica Correspondente da AELN

mar 10, 2025 - Últimas Notícias   

Encontro mensal da AELN

No último sábado (8/3), a Academia de Escritores do Litoral Norte realizou sua tradicional reunião mensal na Biblioteca Pública Municipal Manoelito de Ornellas, em Tramandaí.

Após o recesso de verão, retomamos nossas atividades com muitos planos para 2025. No encontro, foram discutidas as ações para o ano, eleitos dois novos acadêmicos e aberto o processo de análise para mais seis candidaturas.

Encerramos a reunião com um momento especial: uma celebração da palavra, com leitura e declamação de poemas em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, valorizando a força e a inspiração feminina na literatura.

Seguimos firmes na missão de fortalecer a cultura e a escrita no Litoral Norte!

dez 2, 2024 - Últimas Notícias   

Academia de Escritores do Litoral Norte Gaúcho realiza sessão solene de fundação de cadeiras e diplomação de Acadêmicos

No dia 22 de novembro de 2024, a Academia de Escritores do Litoral Norte Gaúcho realizou uma sessão solene marcante na Câmara de Vereadores de Osório. O evento foi destinado à fundação das cadeiras da instituição, à escolha de seus respectivos patronos e à diplomação de acadêmicos e acadêmicas nas modalidades de membro efetivo, honorário e correspondente.

A cerimônia contou com a presença dos integrantes da Academia e com a participação especial do escritor Joaquim Moncks, representante da Academia Rio-Grandense de Letras.

Durante o evento, o presidente da Academia de Escritores do Litoral Norte, o escritor Fabián Mariotti, proferiu um discurso inspirador, enfatizando que este momento marca um novo capítulo na trajetória de cada escritor e escritora, reforçando sua singularidade e seu legado na literatura.

Por sua vez, Joaquim Moncks destacou em sua fala o papel essencial da palavra no cotidiano e na vida das pessoas, sublinhando a literatura como um instrumento de emancipação humana.

O evento consolidou a relevância da Academia de Escritores do Litoral Norte Gaúcho como um espaço de valorização da cultura, da literatura e do protagonismo dos escritores da região.

Foto: Airton Alves.

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