maio 20, 2010 - Poemas   

Chá com leie e mel

Chá com leie e mel 

Por Mário Feijó, 30.04.10

Ontem à noite
Enquanto o sono não vinha
Eu pensava em ti
Fiz um chá com leite e mel 

Alecrim porque dizem que traz alegria
E é disto o que eu mais preciso
Amor tenho bastante para ser feliz
Mas alegria me falta… 

Ela muitas vezes vai embora
Diante das agruras do dia-a-dia
– todos passamos por isto –
E não serei eu quem vai reclamar… 

Aprendo com elas, mas fico pensando
Nos filhos, nos parentes e nos amigos
Que não amolecem com o sofrimento
E por isto sofrem cada vez mais…

Sei que ainda sou muito pequeno
Diante do destino e da vida
Mas aprendi com os bambus
A me curvar nos vendavais…

maio 20, 2010 - Poemas   

Eu poderia ser um peixe

Eu poderia ser um peixe

Por Mário Feijó, 15.02.10

Eu poderia ser
Um pequeno peixe
Dentro de um imenso oceano
E dentro de uma cadeia alimentar
Ser o alimento de um tubarão…

No entanto nasci homem
Tenho sentimentos, inteligência,
Vontade própria para tomar decisões

E tudo o que eu faço
É conseqüência de meus atos
Sou responsável por mim
E pelos meus filhos enquanto são crianças… 

Eu não sou
Um pequeno peixe
Dentro do imenso oceano… 

Eu sou um ser humano
Com responsabilidades pelas minhas atitudes
E não posso ser tão irresponsável
Diante da vida e do Criador
Eu estou aqui para deixar marcas
E também para fazer a diferença…

maio 18, 2010 - Últimas Notícias   

Chimarrão Poético GLP

Chimarrão Poético do Grêmio Literário Patrulhense

O Grêmio Literário Patrulhense, de Santo Antônio da Patrulha, convida para Chimarrão Poético.

Sábado, 22 de maio, às 16 h, na Praça Arquipélago dos Açores (Praça da Igreja Matriz), em Santo Antônio da Patrulha.

Leve a sua cadeira, o seu mate e a sua poesia e venha desfrutar conosco um Chimarrão com sabor de poesia, prosa e verso.

Fonte: Divulgação GLP, Rosalva Rocha.

 

maio 14, 2010 - Contos, Fragmentos Literários   

O Esquilador

O Esquilador

Por Artur P. dos Santos

“As tesouras cortam em um só compasso
enrijecendo o braço do esquilador”.

Também roubaste galinhas? Era a pergunta comum quando alguém aparecia de cabeça raspada na pequena cidade, onde todos conheciam todos. Tudo por conta de alguns rapazes que tentaram surrupiar algumas penosas para festejar o aniversário de um deles e foram pegos em flagrante e levados até a autoridade policial,

O delegado da época sabia que não era caso extremo. Aquilo não passava de arroubo de jovens e determinou que todos tivessem a cabeça raspada, como punição..

Enquanto isso o cabelo do rapazote continuava espetado. Sentia vontade de raspá-lo, quem sabe ao crescer viesse diferente. Talvez com a possibilidade de armação daquele topete que tanto admirava nos mocinhos dos filmes que assistia aos domingos no único cinema da cidade. Faltava-lhe, entretanto, coragem para enfrentar a gozação dos amigos.

À medida que o tempo passava, seu cabelo tomou outra forma, dificultando-lhe a manutenção sobre a cabeça quando o nordeste soprava mais forte. Depois veio a necessidade de reparti-los para fechar a clareira que se acentuava no ponto mais alto de sua mediana estatura.

Os anos passaram, A cidade cresceu. Seus habitantes eram outros. Talvez ninguém mais lembrasse do episódio das galinhas e ele voltou a pensar em raspar a cabeça. Já não sentia constrangimento e aprendera a assimilar todas as observações feitas sobre o avançado espaço sem cabelos no mesmo lugar que antes tentava esconder.

Sentou-se na cadeira do salão de costume e foi apresentado ao responsável pelo corte daquele dia. Era véspera de natal e estava disposto a raspar a cabeça antes de passar alguns dias no litoral.

Não era o mesmo profissional que conhecia. Era novo no estabelecimento e ele tratou de questioná-lo sobre a habilidade que possuía.

À medida que ia sendo informado do currículo, foi criando coragem para pedir que passasse a máquina número três, Avaliaria e, se gostasse, passaria para a de número dois. Afinal, foi informado de que o homem tinha trinta e quatro anos de idade, dez como profissional no corte de cabelos, trabalhando em um salão com seu pai, com quem aprendera tudo.. E mais, dos dezenove aos vinte e quatro havia trabalhado na tosquia de ovelhas na fronteira gaúcha. Podia confiar.

maio 11, 2010 - Últimas Notícias   

Prêmio LiteraCidade – 2010/1

Prêmio LiteraCidade – 2010/1

Poemas, contos e crônicas – tema livre

Os professores Abilio Pacheco e Deurilene Sousa – organizadores da Antologia Literária Cidade – promovem este prêmio literário nacional com o intuito de incentivar novos talentos literários, valorizar produtores literários já existentes e trazer a lume para o público da Região Norte estes nomes, de modo a valorizar, incentivar e promover a leitura.

1. Diretrizes

1.1 – Podem participar autores residentes em todo o território nacional devendo enviar textos inéditos em três vias sob pseudônimo, conforme o gênero:

Poemas: até 03 poemas de, no máximo, duas páginas;

Contos: até 02 contos de, no máximo, quatro páginas;

Crônicas: até 03 crônicas de, no máximo, três páginas;

 

2. Do Envio

Enviar os textos sob pseudônimo num envelope maior e num envelope menor lacrado a identificação do autor: nome completo, nome literário, pseudônimo empregado, título(s) do(s) texto(s), endereço completo (não esquecer o cep), RG, data de nascimento, telefone para contato (inclusive DDD), email (mesmo que de um amigo) e breves dados biográficos (no máximo 7 linhas). Declaração de concordância com o regulamento e de cessão dos direitos autorais do texto, se premiado, para compor o livro objeto deste concurso.

2.1 – Do lado externo do envelope pequeno escrever pseudônimo e título(s) do(s) texto(s).

 

3. Das inscrições:

3.1 – A inscrição no concurso é de R$ 20,00 por categoria, o que corresponde à aquisição antecipada de um exemplar da publicação objeto deste concurso (já inclusa a taxa de correio). Para inscrição nas três categorias, o participante efetuará a inscrição no valor de R$ 50,00 equivalente a aquisição de três exemplares da publicação citada.

3.2 – O valor das inscrições poderá ser depositado no Banco do Brasil ag 3702-8 conta corrente 17278-2 Titular: Abilio Pacheco de Souza, ou através de cheque remetido dentro do envelope.

3.3 – Inscrições unicamente via correios até o dia 15 de junho de 2010 (valendo o carimbo dos correios)

Endereço: Caixa Postal 5098 – CEP 66645-972 – Belém-PA.

 

4. Premiação

A premiação consistirá na publicação dos textos na Antologia Literária Cidade.

No mínimo 10 poemas, 5 contos e 5 crônicas e, no máximo, 30 poemas, 10 contos e 10 crônicas (a critério da comissão julgadora), serão publicados num mesmo volume da Antologia Literária Cidade sozinhos ou junto a outros trabalhos inscritos da modo tradicional.

Os autores dos textos premiados receberão a título de premiação 10 exemplares, sem mais custos.

4.1 – Não haverá prêmio de edição com convite para edição cooperativada nem aceitaremos (por uma questão de coerência) a publicação dos textos não premiados neste certame no volume da antologia objeto deste concurso ou nos volumes seguintes.

4.2 – Não haverá premiação distinguindo classificação ordinária (primeiro, segundo, terceiro…) nem menções.

4.3 – O mesmo autor poderá ter textos premiados em apenas duas das três categorias, de modo a contemplar uma quantidade maior de premiados.

 

5 – Demais Informações:

5.1 – A comissão julgadora será formada por pessoas com reconhecida competência na área e seus nomes serão divulgados por ocasião do resultado do concurso.

5.2 – O resultado será divulgado no blog: premioliteracidade.wordpress.com

5.3 – Informações pelo email: premioliteracidade@bol.com.br ou antologiacidade@bol.com.br.

5.4 – Os casos omissões serão resolvidos oportunamente pela comissão organizadora ou pela comissão julgadora, ou por ambas, conforme o caso.

Belém, 15 de Abril de 2010.

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