ago 6, 2010 - Contos, Fragmentos Literários   

O tempo e o vento

O tempo e o vento

Por Artur Pereira dos Santos

           

            A brilhantina  e outros fixadores de cabelo se notabilizaram rapidamente entre os jovens da época..

            A mulher do gerente de uma grande empresa, recentemente transferido para o litoral reclamava do endurecimento dos cabelos devido ao nordestão misturado com maresia, que soprava inclemente no litoral, principalmente no inverno.

            Reclamava com freqüência da dificuldade de pentear as longas madeixas de cabelos castanhos acostumados ao clima da Capital. Somente os nativos suportavam o desgrenhar de cada mecha cultivada com a dificuldade das mulheres dos trabalhadores da construção civil, cumulativamente ao trabalho da casa, onde, não raro, a própria gordura das mãos ajudavam a assentá-los sobre a cabeça

            Raras mulheres tinham afazeres diferenciados dos que se constituíam, do amanhecer ao anoitecer, os cuidados com a própria casa. Estas, ou não reclamavam por falta de tempo ou por solidariedade às conterrâneas.

            Ninguém encarava com boa vontade, entretanto, qualquer necessidade de dirigir-se à cidade vizinha, onde o vento, de qualquer quadrante que soprasse, era tido como insuportável,

            Chapéu na cabeça, preferencialmente apertado e com barbicacho, era a primeira recomendação para quem precisasse fazer alguma coisa na cidade que detinha praticamente todos os serviços públicos.

             No inverno ninguém ousava dirigir-se para lá sem um bom sobretudo, para resistir ao frio e ao vento encanado nas ruas de traçados retos, como convinha a uma cidade com razoável planejamento.

            Talvez pela inveja da população das demais ou com justificada razão era denominada, pejorativamente, a cidade do vento. Era alvo, inclusive, de frases ou versos que a denegriam.

            Ressalta-se que seus próprios moradores davam razão a essas atitudes. Eles também encontravam lá suas dificuldades para suportar o excesso de vento gerado pela conformação dos morros que constituem a serra do mar e as lagoas que a cercam.

            A mulher do gerente não suportou o nordestão e fez com que o esposo solicitasse transferência novamente para a capital, fazendo-o, talvez, perder uma boa promoção dentro da carreira que seguia.

            A cidade cresceu e o vento já não parece tão forte, talvez pelas edificações cada vez mais altas e compactadas na beira do mar.

            A cidade vizinha, Bem, essa foi bafejada pelos ventos do progresso e canalizou-os para quase uma centena de geradores de energia, que dão ao município uma invejável quantia em pagamento do uso de seus domínios.

            Seus moradores já não reclamam de qualquer aragem mais forte e o poder público, inteligentemente, adotou o slogan de a Cidade dos Bons Ventos.

            Hoje, os municípios vizinhos fazem verdadeiras filas nos portões dos órgãos governamentais, quase implorando o olhar de alguém com poderes para destinar-lhes um pouquinho de sorte, metade chegaria, para fazer a felicidade dos governantes e da população. Certamente seriam criados outros slogans e, em nome do progresso, os ventos mais fortes seriam ignorados e a inveja sepultada.

            Nunca o tempo e o vento andaram tão juntos na geração do progresso.

           

ago 6, 2010 - Poemas   

Marcas que deixamos

Marcas que deixamos

Por  Mário Feijó, 03.08.10
 
Algum dia você dirá
Adeus a alguém
E mesmo que não o diga
Isto não impedirá você de ir embora
Ou de alguém abandonar você…
 
Todos os seres humanos
Estão neste planeta
Apenas de passagem
Ninguém é eterno…
 
Eu penso que todos nós
Temos sempre que doar
O melhor de nós porque
O que buscamos é a evolução…
 
O amor nos torna eternos
Através das nossas ações
E através delas deixamos marcas
E estas marcas não se apagam facilmente…
 

ago 6, 2010 - Últimas Notícias   

Prêmio SESC de Literatura 2010

 

PRÊMIO SESC DE LITERATURA

 

 

I – APRESENTAÇÃO


1 O PRÊMIO SESC DE LITERATURA é promovido pelo SESC – Serviço Social do Comércio, e objetiva premiar textos inéditos nas categorias CONTO e ROMANCE, escritos em língua portuguesa, por autores brasileiros ou estrangeira residentes no Brasil.

II – INSCRIÇÃO


1- Cada concorrente poderá participar com apenas uma obra em cada categoria. Caso participe em ambas categorias, as inscrições deverão ser enviadas separadamente, com pseudônimos distintos.

2- O(s) texto(s) inscrito(s) deverá(ão) ser inédito(s), ou seja, nunca ter(em) sido publicado(s). Entende-se por publicação o processo de edição de uma obra literária e sua distribuição em livrarias ou pela Internet.

3- O autor não poderá ter nenhum livro publicado na(s) categoria(s) em que se inscrever.

4- Os originais deverão ser enviados em quatro vias, encadernadas, com folha de rosto na qual deverão constar apenas o TÍTULO da obra e o PSEUDÔNIMO (obrigatório) do autor, acompanhadas de envelope lacrado com os dados do autor.

5- O texto deverá ser digitado (editor de texto Word), em apenas um lado da folha, fonte Times New Roman tamanho 12, estilo normal, na cor preta; parágrafo de alinhamento justificado; espaço entrelinhas duplo; todas as margens 2,5 e impressos em papel A4. No livro de contos, cada CONTO deverá ser iniciado numa nova página, bem como cada capítulo do ROMANCE deverá ser iniciado em uma nova página.

6- Em envelope lacrado, anexo à obra, deverão ser informados os dados do autor: pseudônimo, nome, data de nascimento, título da obra, identidade, CPF, endereço completo, telefone, e-mail, currículo resumido e uma declaração de autoria e responsabilidade pelos direitos da obra, assinada pelo autor. O envelope deverá ser identificado externamente com PSEUDÔNIMO do autor e TÍTULO da obra.

7- A obra enviada deverá ter entre 130 e 400 páginas, caso seja ROMANCE; e 70 e 200 páginas, caso seja LIVRO DE CONTOS. Para tanto, será rigorosamente observada a formatação determinada no item 5.

8- As inscrições deverão ser enviadas entre 10 de maio a 30 de setembro de 2010. A data que constar no carimbo do correio servirá como comprovante de inscrição no prazo determinado.

III – JULGAMENTO


1- As obras inscritas serão analisadas por Comissões Julgadoras compostas por escritores, especialista em literatura, jornalistas e críticos literários, indicados pelo SESC.

2- A comissão julgadora final atribuirá o Prêmio SESC a uma única obra em cada categoria e poderá indicar até 03 (três) menções honrosas por categoria.

3- O único critério para seleção das obras vencedoras é o mérito literário, cabendo ao júri final a decisão, que será soberana e não suscetível de apelo.

IV – PREMIAÇÃO

1- O resultado do PRÊMIO SESC DE LITERATURA 2010 será divulgado em março de 2011.

2- O vencedor de cada categoria terá sua obra publicada e distribuída comercialmente pela Editora Record, com uma tiragem inicial de 2.000 exemplares.

3- O autor vencedor de cada categoria terá direito a 10% do valor de capa da obra quando da sua comercialização em livrarias. Parte da primeira edição será adquirida pelo SESC para inserção no acervo de bibliotecas da instituição.

4- A cerimônia de premiação será realizada no Rio de Janeiro, com data prevista para julho de 2011.

5- O autor vencedor de cada categoria poderá participar de lançamentos da obra em eventos literários promovidos pelo SESC, que assumirá os custos de locomoção e estadia do escritor.

6- Os autores indicados para Menção Honrosa receberão um certificado emitido pelo SESC, atestando a qualidade da obra para possível análise e publicação no mercado editorial, além de kits com livros publicados pela Editora Record.

V – DISPOSIÇÕES GERAIS

1- As inscrições para o PRÊMIO SESC DE LITERATURA são gratuitas.

2- Entende-se por romance uma narrativa ficcional longa. E por livro de contos um conjunto de narrativas ficcionais curtas. Não serão aceitas inscrições com apenas um conto.

3- É vetada a participação de funcionários, estagiários e parentes em até segundo grau de funcionários da Record e do SESC, da Confederação Nacional e Federações do Comércio, bem como de todos os envolvidos no processo de julgamento do concurso.

4- Será de responsabilidade do autor o compromisso de que o texto é inédito. Caso seja constatada sua publicação, a inscrição será anulada.

5- Não serão aceitas inscrições de obras póstumas. A coautoria será aceita apenas para ROMANCE.

6- Será permitida a inscrição de obra cuja pequena parcela do conteúdo tenha sido publicada em blogs pessoais ou revistas eletrônicas, desde que não ultrapasse ¼ (um quarto) do total da obra inscrita.

7- Nenhuma obra enviada será devolvida.

8- O autor vencedor de cada categoria terá direito a passagem aérea – exceto se for oriundo do estado do Rio de Janeiro – e estadia pagas pelo SESC para comparecer à premiação, sem direito a acompanhante.

9 A companhia aérea e o horário do vôo para o Rio de Janeiro serão definidos pelo SESC, que também irá definir o hotel e o número de pernoites a que os dois vencedores terão direito.

10 Ao se inscrever no PRÊMIO SESC DE LITERATURA, o candidato estará automaticamente concordando que conhece e aceita integralmente os termos deste Edital.

 Fonte: Divulgação / SESC-RS www.sesc-rs.com.br

ago 5, 2010 - Últimas Notícias   

Revista Dois Pontos no XIV Fórum Internacional da Educação

Já está circulando em todo o Litoral Norte Gaúcho, especialmente em Osório, onde ocorre durante os dias 4, 5 e 6 de agosto o XIV Fórum Internacional da Educação, a Revista Dois Pontos, trabalho de edição de Delaves Costa – presidente da AELN.

 

A reportagem de capa da revista é o tema do XIV Fórum Internacional da Educação, Educador: ser e pertencer. Há ainda, entre outras matérias interessantes, artigos de Cleto Durlo (No princípio o Litoral Norte foi assim), Delalves Costa (Por que falar de Arte?), Marisa Simon (Um debate sobre o ensino de música na escola) e Rodrigo Trespach (História Oral, podemos acredita nela?), todos da AELN.

Fonte: Divulgação/Revista Dois Pontos

ago 3, 2010 - Últimas Notícias   

Projeto Delicatta em São Paulo

O Projeto Delicatta, em parceria com o Itaú Cultural e Editora Scortecci, promovem em São Paulo, no dia 16 de agosto às 19h no Itaú Cultural da Av. Paulista, o lançamento da sua Antologia 2010. O poeta Mário Feijó, vice-presidente da AELN, iniciará o Sarau declamando poemas de sua lavra e de autores outros, bem como conclamará os colegas autores a se apresentarem também.
 
Haverá também homenagem aos poetas portugueses na obra, a apresentação da fadista Conceição Freitas acompanhada pelos músicos Marcos Sabo e Gustavo Alexandre.
 
O Projeto Delicatta estará presente na Bienal do Livro promovendo o lançamento da Antologia.
 
Fonte: Luiza Moreira
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