jan 2, 2011 - Poemas   

Quem cuida?

Quem cuida?

Por Mário Feijó

 

São apenas dois dias

Mas o tempo fere

A carne do ano

Que ontem nasceu

 

E nós? Você e eu?

O que fazemos com o planeta?

Preservamos? Cuidamos?

 

Ontem na praia eu vi

Tanto lixo jogado!

Não diziam que o homem

É um ser civilizado?

 

Parecem ratos no esgoto

Consumindo tudo

Retirando areia das dunas

Porque fica mais barato construir…

 

Amanhã quando o prédio cair

Não vai mais importar

Porque o que realmente importa

É o dinheiro no bolso…

dez 27, 2010 - Poemas   

Ano Velho, Ano Novo

Ano Velho, Ano Novo

Por Suely Braga

 

O Ano velho se vai.

Se despede.

Fenece.

Desaparece.

Leva na boca um gosto

de dor,de sofrimento,desgosto,

sonhos desfeitos,ilusões perdidas.

Sucessos e fracassos.

Perdas e ganhos.

Deixa a lembrança

de conquistas alcançadas,

amores desfeitos.

Amores conquistados.

A saudade é infinita

de vidas finitas.

Ano Novo chega.

Traz nas asas douradas:

projetos,promessas

de um novo tempo.,

de luz,de paz ,de amor.

Renasce a vida e a Esperança.

Mais um ano que vai

levando nossos sonhos.

Mais um ano que vem.

O tempo implacável passa.

Sonhamos ,planejamos,

projetamos,

sem perceber a verdade.

Não é o tempo que passa.

Nós é que passamos.

O amanhã como será?

dez 26, 2010 - Últimas Notícias   

Sarau Poético e Musical Poetas da Escola

 No dia 09/12 ocorreu o1° Sarau Poético e Musical “Poetas da Escola”na Escola Municipal de Ensino Fundamental Thomaz José Luiz Osório, em Tramandaí. A professora e escritora Evanise Gonçalves Bossle foi homenageada pelas turmas de 1º,2° e 5° anos. alunos das professoras Bia, Jussara, Leila  e Janete, que apresentaram os poemas “De papel” e”Love”, poemas esses que fazem parte do Calendário Poético 2010, lançado pela Secretaria de Educação do Município. Também ocorreram declamações de poemas escritos pelos alunos da escola e apresentações de musicas natalinas.

dez 24, 2010 - Poemas   

O menino e o Natal

O menino e o Natal

Por Delalves Costa

 

O que é o Natal? Ao certo não sei…

Mas às crianças sem presentes,

o Natal é um dia no calendário

de pinheiros enfeitados

com adereços multicoloridos

e tamanhos variados,

de portas iluminadas

com rosto do bom velhinho

e guirlandas penduradas,

de mesas bem postadas

com velas, enfeites

e lindas ceias requintadas.

Enquanto isso, na rua

onde casa não têm chaminé,

o pisca-pisca na sala

ilumina o presépio…

Maria aquece a noite, e José ri

com as risadas do menino

à procura de vaga-lumes

entre uma colherada e outra

do bom feijão e arroz.

O que é o Natal? É um dia

no calendário pelas casas

onde o presépio é vivo

e o menino ri das risadas do pai

enquanto a mãe serve a ceia.

Natal, Natale, Noël, Weihnachten, e etc…

Natal, Natale, Noël, Weihnachten, e etc…

Por Rodrigo Trespach
Texto publicado originalmente em 23.12.2008 no Portal Litoralmania

Escrever sobre o Natal não é fácil, há muitas histórias e muitas versões. Cada povo, ou país tem uma maneira diferente de celebra-lo e muito está associado como cada povo recebeu e adaptou para sua cultura a festividade e seus atores principais.

O DIA DO NASCIMENTO DE CRISTO?
O dia de Natal, o nascimento de Jesus Cristo, é comemorado como festa religiosa desde o séc. IV pela Igreja Católica. E a forma como é conhecido hoje é o resultado da fusão de várias culturas ao longo dos últimos séculos.

A celebração foi oficialmente instituída pelo Papa Júlio I, mas com poucas bases históricas sólidas para afirmar que 25 de dezembro fosse mesmo o dia do nascimento de Cristo. Muito antes do aparecimento de Cristo, vários povos celebravam de forma muito especial uma data de significativa importância para todos: o solstício de inverno (estamos falando do hemisfério norte, não se esqueça).

Para os celtas, povo pagão que habitava inicialmente o que hoje é a Europa central, o Solstício do Inverno, era um momento extremamente importante em suas vidas, celebrado com grandes banquetes.

Os romanos comemoravam em dezembro a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno – o deus da agricultura que permitia o descanso da terra durante o inverno. As festividades ocorriam entre os dias 17 e 22. No dia 25 era comemorado o solstício de inverno. O solstício de inverno, o menor dia do ano, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão, por isso estava associado ao nascimento do deus Mitra, o Dies Natalis Solis Invicti (o dia do nascimento do Sol invencível). O culto a Mitra, com origem na antiga Pérsia, hoje Irã, havia chegado a Roma trazido por soldados do Império em expansão.

Com a conversão do Império Romano ao cristianismo, a veneração ao Sol, foi substituida pela veneração a Cristo, em uma clara alusão a “luz do mundo”, do evangelista João (confira João 8:12). A Igreja faria o mesmo com várias outras festas e deidades, transformando a simbologia e os templos pagãos em novas mensagens para cristianismo emergente. Um exemplo, também de grande importância para os povos pagãos, é a Páscoa, que os alemães chamam de Ostern. Os antigos germanos “aceitaram” a cristianização, mas utilizaram elementos de sua própria crença. Ostern vem da deusa Ostara, a deusa da fertilidade e da primavera (no hemisfério no norte) e nada tem haver com a Pessach hebraica adotada pelos cristão após a crucificação de Cristo como redentor. Mas a Páscoa é outra história…

Voltemos ao Natal. Há um porém, o calendário gregoriano, que utilizamos hoje, é utilizado somente a partir do século XVI, quando o Papa Gregório XIII decretou a modificação do calendário vigente na época, o Juliano, para que ocorressem alguns acertos. Assim 11 dias foram retirados do calendário para que ele fosse ajustado. Ocorre que essa alteração modificou também o dia do solstício de inverno, que ocorre hoje entre o dia 21 e 23 de dezembro. No entanto nessa época já estava consolidado o dia 25 de dezembro como o dia do nascimento de Cristo, o Sol Invictus ficará relegado ao passado.

O ANO DO NASCIMENTO ESTÁ ERRADO
Sobre o ano de nascimento a questão é ainda mais complicada. Cristo não nasceu no ano 0 e sim, segundo estudos mais precisos, nos anos 7 ou 6 antes da contagem regular. Isso ocorreu por que os cálculos feitos pelo monge Dionísio, o Exíguo (séc. V), para datar o nascimento de Jesus, estão incorretos em até 8 anos. Ou seja, o monge literalmente dormiu no ponto.

NATAL, NATALE, NOËL, WEIHNACHTEN, ETC

O termo Natal também é diferente em vários países. Natal vem do latim natalis, derivado de nascéris, natus sum ou ainda nasci, cujo significado, bem claro para os países de língua latina, é nascer ou nascimento. E é semelhante ao Natale em italiano e o Navidad em espanhol. Mas outros países, os de origem germânica, usam termos diferentes. Para o alemão Natal é Weihnachten, para o francês Noël e para o inglês Christmas, cada um com um significado especial apropriado ao costume local.

O PAPAI NOEL E O PINHEIRO

Ao Pinheiro de Natal, que os alemães chamam de Tannebaum ou Weihnachtsbaum, atribui-se a Martin Luther, o Reformador, a sua “invenção”. Quem nunca ouviu, principalmente entre os descendentes de alemães luteranos, a tradicional Ó Tannenbaum, Ó Tannenbaum?

Tudo isso, dia e ano de nascimento, falamos da tradição Católica e depois da Reforma no século XVI, Protestante. Mas há ainda a tradição da Igreja Ortodoxa, maioria, por exemplo, na Grécia e Rússia, que comemora o Natal no dia 6 de janeiro…

Mas sabe-se que os povos germânicos têm desde a antiguidade uma ligação com o pinheiro, tanto que as versões mais antigas do Tannenbaum são anteriores a Luther e remotam aos antigos povos que habitavam a Escandinávia antes da migração para a Alemanha.

O Papai Noel é chamado na Alemanha de St. Nikolaus ou Weihnachtsmann, literalmente o homem do Natal. Na França de Père Noel. Noel vem de “lês bonnes nouelle”, ou seja, as boas novas. O uso do “papai” está associado à expressão inglesa “Father Christmas”, ou pai Christmas. Novamente cada país adaptou o nome a sua cultura, assim Papai Noel é chamado na Itália de Babbo Natale, na Suécia de Jultomte e na Rússia de Ded Moroz.

De uma maneira ou outra a popularização ocorreu devido a St. Nikolaus, o São Nicolau, bispo católico na Turquia durante o século IV, canonizado em 800. Homem rico e caridoso, conhecido pela sua dedicação às crianças.

FINALMENTE O NATAL
Não há relatos anteriores ao século XIX de que houvesse algum tipo de comemoração natalina onde um velhinho de barba branca e vestido de vermelho entregasse presentes as crianças. Na Alemanha a tradição atribuía a Christkind, o menino Jesus, a entrega de presentes.

O Papai Noel moderno surgiu nos Estados Unidos. Em 1822 Clemente Clark Moore, um professor de literatura em Nova York, escreveu o poema “Uma visita de São Nicolau”, onde descrevia as viagens de trenó e descidas pela chaminé. O poema foi um sucesso e rapidamente popularizou o personagem que recebeu a aparência atual em 1886, através do cartunista Thomas Nast, da revista Harper’s Weeklys, em edição especial de Natal.

Apesar de ser controverso entre os historiadores é inegável que a Coca-Cola, “a Rainha do Imperialismo” com diriam alguns, em campanha publicitária na década de 1930 popularizou o uso das cores hoje tradicionais. http://www.santaclausoffice.fi o site oficial do velhinho que está disponível em inglês e filandês.

Quem tiver curiosidade de conhecer o “verdadeiro” Papai Noel, ou melhor, Santa Claus, pode acessar o site

A AELN deseja um Feliz Natal e próspero ano novo para todos!

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