jan 24, 2011 - Últimas Notícias   

Escritora da AELN premiada em concurso literário

A escritora da AELN Rosalva Rocha foi premiada no 7º Concurso Literário Expresso das Letras, promovido pela Editora Revolução Cultural em Parceria com a Academia de Letras e Artes de Porto Alegre. O poema premiado, Tempo perdido, foi publicado no site da AELN em novembro de 2010.
O autor do projeto do concurso é o escritor Benedito Saldanha.  A cerimônia de premiação ocorre no dia 28 de janeiro em Porto Alegre.

Rosalva é natural de Santo Antônio da Patrulha e graduada em Turismo pela PUC/RS. Trabalhou nas empresas Sulbrasileiro Crédito Imobiliário (POA), Olvebra e Olvebra Industrial S/A (POA), Kepler Weber (POA), NET (SP), VIVO (POA) e Grupo Matone (POA). Atualmente atua como Sócia-Consultora da API Projetos na Área de Relacionamento com Clientes. É autora de “…aos 40!”, editado pela Imprensa Livre em 2007.

Saiba mais sobre Rosalva Rocha aqui.


Cerimônia de Premiação
Dia: 28 de janeiro de 2010 – 18hs (sexta-feira)
Local: Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
Porto Alegre – Rio Grande do Sul (Andradas, 1223)
Apoio: Academia de Letras de Porto Alegre
Especial: Apresentação do Sarau Poetas Iluminados, com a escritora e cantora Angélica Rizzi

Confira que são os poetas premiados

Katia Chiappini – Quando te conheci  te amei
Karin Kreismann Carteri – Teu olhar
Veridiane da R. Gomes – Para ti os meus versos
Alexandre Lettner dos Santos – Nua
Andréia Azevedo Czupryniaki – Adormecido
Anete Monteiro – Tive dias
Benilson Toniolo – Chamar de amor
Cleonice Bourscheid – Amor é…
Cristiano Eduardo da Rosa – Segundo
Deise Formentin –
Dilvano Westenhofer Brum – Amor amar
Eloisa Porazza – Procura…
Fernando Muniz Ribeiro – Rascunho do Amor
Francisca de Carvalho Messa – Vidro Fumê
Francisco Castro – Quando
Gerci Oliveira Godoy – Amor ausente
Gérson Severo Alves – Confissão de amor
Israel Diogo Silva dos Santos –
Julhana Bianchini Pohlmann – Uma Troca
Juliana Bondan da Silva – A menina
Juliano Paz Dornelles – O amor está em tudo
Marília Floôr Kosby – Afinidade
Olga Silveira – Saudade
Rodrigo dos Santos melo – Perfume
Rogério Madrid – Súplica aos céus
Rosalva Rocha – Tempo perdido
Tatiana A. Soares – Estrada de nós dois
Tatiane Sancho Silva – Crime amoroso
Thábata Floriano Barbosa – Perfeita
Viviane Schiller Balau – Amor sublime

jan 18, 2011 - Contos   

Janaína

Janaína

Por Evanise Gonçalves Bossle

Janaína recuperou a voz, a fala, depois de um longo tempo. Sabíamos que ficaria melhor, com o tempo, o tempo cura tudo, o tempo tudo resolve. Então é uma garota novamente feliz. Feliz!… Janaína não será feliz, terá dias felizes, mas realmente feliz, é certo que Janaína não será…

Estávamos com pressa, também, a chuva piorava, precisávamos seguir viagem, tio Marcos tinha pressa e, mais do que pressa, receio de que a chuva interrompesse a nossa passagem pela ponte. Virgílio era mais otimista, otimista a ponto de querer ficar para o jantar, já estava tomando o habitual aperitivo que Seu Rafael oferecia. Por mim, tanto fazia ir ou ficar. Não sabia a gravidade da chuva, era uma criança, uma criança não, uma pré-adolescente inconsequente e, na verdade queria ficar mais, mais tempo perto dele. Mesmo calada, gostava de Augusto, de 14 anos, precisava ficar mais. Eu era muito tímida, falava pouco, quase nada, principalmente com os meninos. Janaína irritava-me, queria atenção, queria brincar com aquele ursinho e comigo. Eu, uma mocinha, eu que não podia, em hipótese alguma brincar na presença de Augusto, o jovem moreno que estava na frente da TV , na modesta sala, de duas poltronas velhas e a mesa de fórmica lascada.

Minha mãe preocupava-se… sempre se preocupava, raro era estar tranqüila, mas naquela noite, ela estava muito inquieta e já nem ouvia o que Dona Marta, mãe de Janaína e Augusto, dizia.Dona Marta tagarelava incansavelmente. Eu nem prestava atenção, ouvia simplesmente aquele som de conversa, ou melhor, de uma mulher falando sozinha, já que não era uma conversa, era um monólogo, minha mãe apenas assentia com a cabeça, pensando na chuva.

Era chegado o momento da partida. Tio Marcos, depois de rápida despedida, entrou no caminhão, apressado. Nós o seguimos mecanicamente, correndo naquela chuva medonha. Lembro que me despedi de Janaína, contrariada, de sua mãe e abanei a mão para Augusto, que nem retribuiu, fascinado pelo filme da TV, um repetitivo filme de artes marciais de nome complicado.

Depois de uma hora de viagem, tivemos que parar num posto de gasolina devido à força da chuva; as ruas inundavam rapidamente, os buracos de escoamento não davam conta de tanta água. Ficamos no posto por aproximadamente meia hora e iniciamos a jornada. Depois não lembro de quase nada, pois dormi encostada em minha mãe, de mau jeito na pequena boléia. Em meio ao sono, tive sonhos confusos, ouvi muito a voz do tio Marcos, parecia apavorado, eu não sabia o que ele dizia, mas era sobre a chuva, por certo.

Quando acordei, já havíamos chegado. Minha mãe me acordou. Ela estava terrivelmente transtornada, quase chorava, disse-me que era devido às condições da estrada e agradecia a Deus por estarmos todos salvos. Ouvi, depois uma conversa confusa entre os adultos, Virgílio dizia nunca ter visto tamanha desgraça: objetos levados com a correnteza, casas despencando nas encostas dos morros, pessoas correndo de um lado para o outro. E era apenas o começo…

Janaína está bem, come com vontade, já brinca normalmente, e o melhor de tudo, voltou a falar. Quando chegara lá em casa, quatro dias depois de eu tê-la visto em sua casa, agora inexistente, estava irreconhecível, pálida, magra, doente, muda. Eu não falei com ela naquela tarde, fui para casa da tia Sônia, sabia que se ficasse ali, perto dela, lembraria de Augusto e choraria muito, afinal, era inacreditável, tamanha tragédia. Janaína ficara só, sem os pais e sem o belo irmão. Janaína, aquela menininha de cinco anos ficara sem casa, sem nada, e era tão pequena para entender, tão criança para saber realmente o que havia acontecido, mas ela sabia. Era um milagre, diziam, a menina estar salva, as coisas foram levadas com a correnteza. O morro trouxera as casas consigo, todas sobre a de Janaína. Não tiveram tempo nem para entender o que estava acontecendo. Não sei se Augusto viu o final do filme, se pensou em alguma coisa, se sofreu. Também não sei como Janaína se salvou. Falaram pouco sobre isso na casa de tia Sônia, quase nada, sempre quando falavam e eu chegava perto, calavam. Não entendi muito bem. Tudo para mim parecia tão estranho, irreal. Parecia que ao dormir no caminhão eu me negava o direito de acordar daquele pesadelo. Era como se ainda estivesse dormindo, tudo era tão opaco, sem cor, misturado. Acho que o que fez Janaína emudecer, também fez com que me tornasse incapaz de compreender, embora soubesse, não queria saber, embora chorasse, eu não queria sofrer, embora eu acreditasse, não queria acreditar naquela tragédia…

Janaína está bem… Crescemos, mas algo falta em nós. Nunca falamos sobre isso, mas sabemos que perdemos pessoas que realmente amávamos.

jan 18, 2011 - Últimas Notícias   

Biblioteca de Tramandaí mantém horário especial de atendimento no verão

Biblioteca de Tramandaí mantém horário especial de atendimento no verão
 
Nesta temporada de verão a Biblioteca Municipal  de Tramandaí,  está atendendo em horário especial, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 e das 14 as 16horas.

Segundo a coordenadora da biblioteca, Profª. Dagma Wender, o objetivo da alteração no horário de atendimento é oferecer aos atuais frequentadores a opção durante o verão de fazerem uma pesquisa ou retirada de livros para leitura e atrair novos usuários.

Nos meses de verão a biblioteca é uma opção cultural e de entretenimento para aqueles que passam suas férias na cidade.

A Biblioteca Municipal Manoelito de Ornellas, esta localizada junto ao Ginásio Municipal de Esportes(Ten. Marino Dias de Oliveira), na Av. da Igreja, em frente ao prédio da prefeitura de Tramandaí.

Informações pelo telefone(51)36849029.

 
Fonte: Litoralmania – www.litoralmania.com.br
jan 18, 2011 - Últimas Notícias   

Assis Brasil é o patrono da feira do livro de Balneário Pinhal

Assis Brasil é o patrono da feira do livro de Balneário Pinhal
 
O escritor e atual Secretário Estadual de Cultura, Luiz Antonio de Assis Brasil, é o patrono da feira do livro de Balneário Pinhal. O evento acontece de 03 a 05 de fevereiro, com ampla programação.

Algumas delas são espaço de leitura no ônibus biblioteca “Viajando com as letras”, apresentação de talentos locais, apresentação da banda marcial municipal, pocket show com Thedy Correa, da Banda Nenhum de Nós. Também acontecerá espetáculo circense, trocando ideias com escritores da região, apresentação dos resultados do primeiro ano de atividades do Fundo de Apoio à Cultura de Balneário Pinhal, e contação de história, entre outros.

A Feira do Livro é uma realização da Secretaria de Educação, Cultura e Desporto de Balneário Pinhal e integra a programação Verão Divertido, realizado pela Secretaria de Turismo. Com o tema ‘Mergulhando no mar de leitura” o evento acontece no Parque Cidadão, na sede.

 
Fonte: Litoralmania  – www.litoralmania.com.br
jan 17, 2011 - Poemas   

O Amor

O AMOR

Por Suely Braga

O amor ausente
nos caminhantes
que se perdem nos caminhos.
Amor presente
incendeia os corações.
As almas em êxtase
voam na imensidão,
no embalo da magia.
O amor debruça-se
nas incertezas do mundo .

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