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EdiPUCRS lançará coleção do poeta Luiz de Miranda
O Conselho Editorial da EdiPUCRS aprovou a criação da Coleção Luiz de Miranda, que contará com seis obras do poeta. Serão lançados dois exemplares da coleção a cada ano, sendo que a primeira obra, “Vozes do Sul do Mundo”, está prevista para março de 2011. Os títulos seguintes serão: “Velas de Portugal”, “Vastidões da Pampa Inteira”, “Amores Amargos”, “Vendaval da Vida Inteira” e “Rio de Janeiro, Canto de Amor e Esperança”.
Sobre o autor: Nascido em Uruguaiana, com mais de quarenta anos de carreira literária, Luiz de Miranda possui um vasto trabalho, que contempla 29 livros publicados, com o tema sempre voltado a nosso continente e suas belezas. Luiz de Miranda foi vencedor do “Grande Prêmio de Poesia do ano de 2001”, instituído pela Academia Brasileira de Letras. Recebeu, em 1988, o “Prêmio Érico Veríssimo” e o prêmio “Negrinho do Pastoreio 2005” como melhor poeta do Rio Grande do Sul. Reconhecido internacionalmente, com 11 prêmios, nos Estados Unidos(4), Itália, Paraguai(2) e Panamá(2),França (2). É membro de honra do Instituto Literário y Cultural Hispânico,onde recebeu o grande Prêmio do Instituto, em 2009,prêmio dado escritores mundialmente reconhecidos como Roa Bastos e Mario Benedetti. Sócio honorário do Instituto João Simões
Lopes Neto e carrega o respeito e admiração dos maiores escritores da América do Sul. Não é uma afirmação isolada. Raul Bopp, o celebrado autor de “Cobra Norato”, ainda nos anos setenta do século XX, disse do autor aqui focalizado: “A poesia de Luiz de Miranda revela a sensibilidade do verdadeiro grande poeta. É uma contribuição definitiva à literatura brasileira”. Já o professor universitário, crítico e poeta, Affonso Romano de Sant’Anna, registrou: “A poesia de Luiz de Miranda é forte como o Canto General, de Pablo Neruda, e o poeta uruguaianense constitui-se em um verdadeiro Orfeu dos Pampas.”
Na verdade, nesses mais de quarenta anos de trajetória poética, Luiz de Miranda jamais perdeu de vista a realidade continental americana. E bem antes de iniciar-se como poeta em letra e forma, pode-se falar dos contatos com a realidade poética das Américas pelas leituras que o passar do tempo foi-se encarregando de tornar mais intensas de um Edgar Alan Poe, Walt Whitmann, Inés de la Cruz, Octavio Paz, Amado Nervo, da América do Norte, passando pelos centro-americanos Gertrudis de Avellaneda, José Martí, Rubén Darío, para chegar aos sul-americanos Zorrilla de San Martín, Etcheverria, Andrés Bello, José Hernández, Juana de Ibarbourou, Pablo Neruda, Gabriela Mistral, Alfonsina Storne, Jorge Luís Borges, dentre tantos, tantíssimos outros de língua castelhana, sem descurar dos patrícios, a começar por Basílio da Gama e Tomás Antônio Gonzaga, chegando àqueles que hoje dão sustentação ao que de melhor é produzido no Brasil.
Em seu trabalho poético, de forma recorrente tem tratado de lugares e de pessoas humanas, formadores desta realidade americana que tanto o envolve. Vultos políticos, entre os quais Salvador Allende, Martin Luther King, Che Guevara, João Goulart, e artísticos, como Pablo Neruda, Fernando Pessoa, Mario Benedetti, têm merecido de Miranda não apenas o reconhecimento, mas a mais eloquente distinção.
O número que fala da produção intensa desse escritor que vive para a Poesia, pode- se dizer sem exageros, é reflexo de uma mudança de rota que acontece quando Miranda publica Quarteto dos Mistérios, Amor e Agonias, 384 páginas (1999), Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania, 304 páginas (2000), galardoado dom o “Prêmio Nacional 2001 da Academia Brasileira de Letras”, Trilogia da Casa de Deus, 280 páginas (2002), Canto de Sesmaria, um singularíssimo poema desenvolvido em 280 páginas (2003) e Nunca Mais Seremos os Mesmos, com 416 páginas (2005). Saiu “Melhores Poemas de Luiz de Miranda”, 207 páginas, pela Ed. Global-SP, em março deste ano.
À mercê do seu trabalho, tem vindo o justo reconhecimento. Miranda tem prêmios no Exterior: Estados Unidos (4), Paraguai (2), Panamá (2), Itália e França. Recentemente, recebeu o título de Membro de Honra do Instituto Literário y Cultural, com sede na Califórnia, USA, passando a figurar ao lado de nomes ilustres como Jorge Luís Borges, Isabel Allende e Ernesto Sábato, por exemplo. E a revista Alba de América (800 páginas), editada pela citada entidade, publicou poemas de Miranda e um ensaio de Antonio Olinto sobre a obra do ilustre uruguaianense. Luiz de Miranda ganha em 2009 um dos maiores Prêmios mundiais, o do Instituto Literário e Cultural Hispânico, que já agraciou nomes internacionais como Augusto Roa Bastos e Mario Benedetti. Miranda recebeu o Prêmio em 12 de agosto na Argentina no XXXII Congresso Mundial da Entidade. Miranda recebe em 2009, da Secretaria Municipal da Prefeitura de Porto Alegre, o Prêmio Açoriano de Melhor Livro de Poesia do ano, com “Monolítico”. Sempre voltado para nosso Continente, ainda no mês de julho de 2007, em sua cidade natal, a fronteiriça Uruguaiana, acabou de redigir o poema intitulado Salve a Argentina, composto por 103 cantos, certamente o primeiro cântico de louvor à pátria-irmã, escrito por um brasileiro.
Todo o acervo poético de Luiz de Miranda foi entregue ao Projeto Delfos – Memória Cultural da Pontifícia Universidade Católica do RGS, em dezembro de 2009. Lá estiveram Erico Veríssimo e Mario Quintana.

O Senhor da Palavra
“Luiz de Miranda, O Senhor da Palavra”, de Eduardo Jablonski, ediPUCRS, 2010. Um livro sobre a obra e a vida de Miranda, considerado hoje um dos maiores poetas do mundo: “Luiz de Miranda, com Cantos de Sesmaria, canta sua terra, e faz dela um canto universal, tornando-se um dos maiores poetas do mundo.”José Augusto Seabra, Paris, 2003. “Como já disse, tua Poesia é única, funciona como um “organum”, como os neo-
helênicos de Alexandria (vide Kavafis). Chegas com “Nunca Mais Seremos os Mesmos” ao topo mágico dos grandes poetas. És uma das mais poderosas poéticas do mundo atual. Pena que eu ande adoentado e não possa escrever um ensaio sobre isto.”Gerardo Mello Mourão,Rio, 2005.Este livro é documento valioso sobre Luiz de Miranda. pode ser encontrado em todas as livrarias ou na edipucrs@pucrs.br ou luizdemiranda@terra.com.br. Em março, Miranda viaja a Paris para o lançamento do seu livro que saiu na França e receber Prêmio Mérite et Dévoument do Senado Francês. Estará também em Palma de Mallorca, na Universidade de Iles Balears, para conferência no Museu do Som da Universidade, onde estão gravados os maiores poetas do mundo. Faz lançamento de sua “Antologia Poética, traduzida e apresentada por Perfecto Cuadrado. O conjunto de sua produção, por sua qualidade, naturalmente, faz com que cada vez mais eu reafirme o que escrevi um dia sobre sua poesia: “De fato, analisando com vagar e atenção os livros até hoje publicados de Luiz de Miranda, sem qualquer dúvida é possível afirmar que se trata de um dos grandes poetas brasileiros de todos os tempos, dando seguimento às grandes produções do idioma português, de Camões a Fernando Pessoa, passando por Antero de Quental e Carlos Drummond de Andrade”.
Fonte: José Edil Alves, Doutor em Letras pela UFRJ – Membro da Academia Rio-grandense de Letras e da Academia Uruguaianense de Letras. Professor na ULBRA/Canoas.
