fev 28, 2011 - Crônicas, Fragmentos Literários   

A perda de um grande escritor

A perda de um grande escritor

Por Suely Braga

Hoje, para mim, foi um dia triste. O Rio Grande do Sul está de luto pela perda de nosso maior escritor Moacyr Scliar.

O único escritor gaúcho que galgou as escadas da Academia Brasileira de Letras.Assentou-se na cadeira número 31.

Moacyr Scliar nasceu em Porto  Alegre em 1937. Foi autor de mais de oitenta livros abrangendo vários gêneros:romances,contos,crônicas ,ensaios e ficção infanto – juvenil. Muitos deles foram publicados nos Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Suécia, Argentina, Colômbia, Israel e outros países, com grande repercussão da crítica. Recebeu muitos prêmios. Prêmio Jaboti em 1988, 1993 e em 2009. Prêmio Pen Clube do Brasil em 1990 e muitos outros. Formou-se em medicina em 1962,especializando-se em saúde pública.Viajava frequentemente tanto no país como no exterior para congressos e conferências. Em 1993 e 1997 foi professor visitante na Brown University (Departament for portuguese and Brasian Studies,nos Estados Unidos ). Foi colunista dos jornais Zero Hora e Folha de São Paulo Colaborador de vários órgãos de imprensa no país e no exterior.

Moacyr Scliar era um portento em sabedoria e de uma simplicidade incomparável.

Conhecedor profundo da Bíblia,baseava muitas de suas histórias nas histórias bíblicas como: A mulher que escreveu a Bíblia e Manual da Paixão Solitária,em 2009. Perguntei-lhe por que ele era o único escritor gaúcho que escrevia sobre a Bíblia. Ele me respondeu que a Bíblia tem as histórias mais bonitas. Fiz uma oficina de crônicas com ele, em Porto Alegre e pude testemunhar  o seu imenso cabedal de conhecimento e sua simplicidade.

Esteve várias vezes em Osório, nas Feiras de Livro para palestras ,bate-papos e foi Patrono uma vez.

Na nossa última Feira, em novembro-dezembro, ,esteve presente proferindo uma palestra. Tirei fotos com ele e autografou meu livro :Histórias para (quase ) todos os gostos,livro de contos lançado na 56ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Estava agendado para ser Patrono da Feira de Capão da Canoa, na Páscoa.

Certa vez ,numa entrevista na televisão afirmou, que sempre que era convidado e se sua agenda permitisse comparecia em qualquer cidade ,mesmo na pequenas.

Eu sempre tive uma grande admiração por ele como grande escritor e maravilhosa pessoa humana.

Moacyr Scliar deixa uma imensa lacuna na Literatura não só gaúcha, mas na Literatura brasileira.

fev 28, 2011 - Crônicas, Fragmentos Literários   

Adeus Moacyr Scliar

Adeus Moacyr Scliar

Por Benedito Saldanha

Dizem que os imortais nunca morrem. E nesta verdade cegamente acreditávamos. A Academia Brasileira de Letras declarou que o escritor gaúcho Moacyr Scliar era imortal a partir de seu ingresso naquela conceituada instituição. Só esqueceu de combinar esta moção junto aos desígnios superiores.

Scliar faleceu neste domingo, 27 de fevereiro de 2011, depois de um período de coma, em que lutou bravamente pelo bem maior que é vida. A noticia se espalhou rapidamente pelo estado, deixando entristecidos seus leitores e todos aqueles que reconheciam a sua importância para a cultura rio-grandense.

Como presidente atual da Sociedade Partenon Literário, reconheço que Scliar teve um papel importante para nossa instituição quando proferiu uma palestra histórica atendendo a convite do ex-presidente Serafim de Lima. E isto numa época em que ainda se estabelecia o processo de reativação e fortalecimento do Partenon. Agradecemos profundamente escritor imortal sua contribuição para nossa entidade pioneira e espero que este agradecimento chegue até à dimensão em que agora te encontras.

Pessoalmente tive dois encontros com o mestre da literatura. Primeiro em 2004, quando ele era Patrono e parou para conversar comigo num dos corredores da Feira do Livro de Porto Alegre. Depois em 2008, novamente na Feira do Livro, quando pedi para que ele posasse para uma foto que deixo abaixo como uma imagem que guardo até hoje no meu acervo.

Sua partida nos demonstra a grande verdade de que a vida é muito perene. Mas muitos fazem dela uma lição de dignidade, de amor e dedicação ao conhecimento como é o caso de Moacyr Scliar. Adeus Escritor. Sua obra é imortal!

fev 28, 2011 - Poemas   

Preparo-me

Preparo-me

Por Rosalva Rocha – 25/02/2011

Preparo-me
Para uma virada no tempo
Uma parada no relógio
Uma renúncia ao acordar
Para eu poder amar

Amar sem restrições
Sem preconceito
E como feito poder sentir
Que a minha vida está nas minhas mãos
E delas não vai mais escapar
E muito menos frear

O desejo
A alegria
A transparência
A decência
E, sobretudo, as asas
Para eu voar

Sem rumo
Livre
Sem tempo
Com o movimento
Que me fará feliz

Preparo-me
Para viver esse novo tempo
Intensamente
Porque há em mim
Um desejo intenso
De não mais olhar para trás
E seguir adiante
Buscando meu lado vibrante
Pulsante
Sedento
Por não mais calar

fev 27, 2011 - Últimas Notícias   

X Feira do Livro de Tramandaí

Ontem, dia 26 de fevereiro, aconteceu a abertura da X Feira do Livro de Tramandaí e II Festival de Mágicos de Tramandaí, no interior do Ginásio de Esporte Ten. Marino Dias de Oliveira

Estavam presentes várias autoridades. Prefeito Municipal de Tramandaí,Prof. Anderson Hoffmeister acompanhado de sua esposa, secretária de Educação e Cultura, Profa. Alvanira Ferri Gamba, Secretários Municipais, Diretor de Cultura, Adriano Lima, Mário Feijó, Presidente da Academia de Escritores do Litoral Norte,  e os patronos homenageados.

Fez-se Presente à cerimônia a Secretária de Cultura do Município de Osório,Profa.Tamara Carniel.

Patronos das feiras de Livros de Tramandaí homenageados, por ordem cronológica:
1 – Leda Saraiva Soares
2 – João José Oliveira Machado
3- Ulda Melo
4- Cora Torres
5- Carlos Urbim
6- Moacyr Scliar
7- Liane Borges Bueno
8- Elma Sant’ana
9- Antônio Fagundes
10- Todos os patronos

Fotografia que registra a cerimônia é de Sonia Brusius- assessora de imprensa. Da esquerda para a direita: Secr.de Educação e Cultura de Tramandaí, Mário Feijó, Presidente da AELN – Academia de Escritores do Litoral Norte, Liane Borge Bueno, Leda Saraiva Soares – AELN, Prefeito Municipal Anderson Hoffmeister, Ulda Melo – AELN, Elma Sant’Ana  também representando Antônio Fagundes, Adriano Lima, Diretor Municipal de Cultura, João José de Oliveira Machado.

Os escritores, Patronos e o Prefeito Municipal  e os livreiros receberam do Departamento de Cultura um troféu.

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Visite a Feira do Livro de Tramandaí!

O ambiente é muito tranquilo, acolhedor.  Você pode escolher livros à vontade, além de poder conversar com os escritores da AELN e conhecer suas obras.

A Academia de Escritores do Litoral Norte está lá com uma Banca  onde divulga e comercializa não só obras de seus associados, mas  de   escritores  do Litoral Norte do Rio Grande do Sul interessados.

A escritora Elma Santana, no seu pronunciamento, revelou que tem um carinho muito grande por Tramandaí e sente nossa Feira do Livro diferente, singular e que faz muito bem. Sente-se em casa.

O nosso carinho especial por esta escritora que tanto tem feito e faz para registrar a história do Rio Grande do Sul  através da publicação de suas pesquisas que já chegam a países onde estão nossas raízes.

Fonte: Divulgação AELN

fev 27, 2011 - Últimas Notícias   

Moacyr Scliar morre aos 73 anos

Morreu na madrugada deste domingo o escritor gaúcho Moacyr Scliar, 73 anos, de falência múltipla de órgãos. Ele sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC ) em 16 de janeiro, enquanto se recuperava de uma cirurgia no intestino, e desde então estava internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O velório deve ocorrer no salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a partir das 14 horas, e o sepultamento será na segunda-feira, em cerimônia reservada a familiares e amigos.

Um dia após diagnosticado o AVC, Scliar sofreu uma cirurgia para retirada de coágulo decorrente do acidente, passando a ser mantido com um mínimo de sedação necessária. O escritor passava pela retirada gradual da sedação quando, no dia 9 de fevereiro, apresentou um quadro de infecção respiratória, voltando então a ser sedado e a respirar por aparelhos.

Vida – Moacyr Jaime Scliar nasceu em 23 de março de 1937, em Porto Alegre – seus pais, José e Sara Scliar, de origem russa, chegaram ao Brasil em 1904. Scliar formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sendo especialista em Saúde Pública e Doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública. Casou-se com Judith, com quem teve um filho, Roberto.

Autor de mais de 70 livros e eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2003, Scliar publicou sua primeira obra, Histórias de um Médico em Formação, em 1962. Recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira, sendo o último, o Jabuti, por Manual da Paixão Solitária, em 2009. Seus livros estão traduzidos em doze idiomas. Entre suas obras mais importantes estão O Ciclo das Águas, A Estranha Nação de Rafael Mendes, O Exército de um Homem Só e O Centauro no Jardim.

Fonte: Veja On-line, 27.02.2011.



Aos 73 anos, o porto-alegrense Moacyr Jaime Scliar havia construído uma obra sólida, com mais de um livro publicado para cada ano de vida, em uma ampla gama de gêneros: contos, romances, literatura infanto-juvenil, ensaios. Além disso, era colunista frequente de uma dezena de publicações, de jornais diários como Zero Hora e Folha de S. Paulo a revistas técnicas. Escrevia em qualquer lugar a qualquer hora, auxiliado pela tecnologia – jamais viajava sem seu laptop. Tal dedicação à palavra e ao ofício que exercia com evidente prazer transformaram Scliar em um dos autores mais respeitados do Brasil.

Scliar morreu no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde estava internado desde 11 de janeiro. O escritor havia sido admitido no hospital para a retirada de pólipos (formações benignas) no intestino. A cirurgia, simples, havia transcorrido sem complicações. Scliar já se recuperava quando sofreu um AVC – obstrução de uma artéria que irriga o cérebro – de extrema gravidade.

Scliar nasceu em 1937, no bairro judaico do Bom Fim, em Porto Alegre, filho de José e Sara Scliar – a mãe, professora primária, seria a grande responsável pela paixão do escritor pelas letras: foi ela quem o alfabetizou. Formado médico sanitarista pela UFRGS, ingressou na profissão em 1962. Casado com Judith, professora, e pai do fotógrafo Roberto, Scliar havia também passado pela experiência de professor visitante em universidades estrangeiras e tinha obras traduzidas em uma dezena de idiomas, entre elas o russo e o hebraico. O trabalho como médico de saúde pública seria crucial na vida e na obra de Scliar – seu primeiro livro, publicado em 1962, foi uma coletânea de contos inspirados pela prática médica, Histórias de Médico em Formação, volume que mais tarde Scliar excluiria de sua bibliografia oficial por considerá-lo a obra prematura de um autor que ainda não estava pronto.

Nos seus livros seguintes, Scliar jamais se permitiria outra publicação prematura. Do mesmo modo como escrevia com velocidade e prazer, Scliar também revisava obsessivamente o próprio texto, a ponto de às vezes reescrever uma obra do zero por ter encontrado um ponto de vista narrativo mais adequado.

— Se o escritor não tiver prazer escrevendo, o leitor também não terá — comentou em uma entrevista concedida quando completou 70 anos, em 2007.

Fonte: Texto de Zero Hora On-line, 27.02.2011.

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