Textos históricos
Sem comentario O DNA político rio-grandense
Por Marisa Simon
No Rio Grande do Sul,após a sangrenta Revolução de 1893 (1893-1895)se sucederam violentas manifestações de ódio e rancor destiladas nas páginas do jornal A Federação, órgão do Partido Republicano Riograndense(PRR), fundado por Júlio de Castilhos, eleito 1ºGovernador do Estado após a Proclamação da República.
Os opositores maragatos, que se faziam ouvir através do jornal” A Reforma”,fundado em 1869 por Gaspar Silveira Martins eram rotulados como “bandidos,déspotas, caudilhos”. Os maragatos acusavam os republicanos do PRR de terem dividido o povo gaúcho tornando o governo um órgão do partido, instaurando uma política de ódios .
Neste clima de embates políticos na então imprensa gaúcha foi lançado o jornal Correio do Povo, fundado pelo jornalista Caldas Júnior, que se destacou pela sua imparcialidade, informações objetivas e comentários Isentos.
Os gaúchos entraram no século XX tendo como governador Antônio Augusto Borges de Medeiros(PRR), que se manteve no poder por 4 décadas. Para a oposição as eleições eram uma farsa e o castilhismo, representado por Borges, uma ditadura.
Porto Alegre com cerca de 70.000 habitantes com ruas íngremes , pouco calçamento,abastecimento de ´agua em carros pipas, sem esgoto, contando com o transporte por tração animal, iniciou sua modernização a partir do século XIX. A capital era a” caixa de ressonância” dos embates políticos da época.
O Rio Grande do Sul sempre foi um fator de “instabilidade política” no contexto nacional. Passaram-se 100 ano se ainda apresentamos as mesmas características de confronto.. É o DNA gaúcho determinado pela sua história.