Moisés de Morais Vellinho (6 de janeiro de 1902 – 27 de agosto de 1980) foi escritor, historiador, ensaísta, jornalista e político brasileiro. Nasceu em Santa Maria e faleceu em Porto Alegre, sendo reconhecido como uma das figuras mais influentes da historiografia e da crítica literária do Rio Grande do Sul no século XX.

Realizou seus estudos em Santa Maria e posteriormente em Porto Alegre, frequentando instituições como o Colégio Anchieta e o Colégio Júlio de Castilhos. Ainda jovem iniciou atividade intelectual e jornalística, chegando a escrever sob o pseudônimo Paulo Arinos.

Ao longo de sua trajetória atuou intensamente no jornalismo e na vida cultural do estado. Foi redator do jornal A Federação e colaborador do Correio do Povo, além de dirigir a revista Província de São Pedro, importante publicação cultural gaúcha.

Também exerceu funções públicas e políticas. Foi deputado à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul entre 1935 e 1937, integrante do Departamento Administrativo do Estado e, posteriormente, ministro do Tribunal de Contas do Estado.

Como ensaísta e historiador, destacou-se por seus estudos sobre a formação histórica e cultural do Rio Grande do Sul, defendendo a forte influência da tradição luso-brasileira na constituição da identidade regional. Entre suas principais obras destacam-se: O Rio Grande e o Prata, Capitania d’El-Rei, Fronteiras, Letras da Província, História da Literatura do Rio Grande do Sul e Símbolos do Rio Grande do Sul, trabalhos dedicados à interpretação histórica, cultural e literária da formação rio-grandense.

Participou de diversas instituições culturais, sendo membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, integrante do Conselho Federal de Cultura e associado à Academia Portuguesa de Cultura Internacional.

Em reconhecimento à sua contribuição intelectual, o Arquivo Histórico de Porto Alegre recebeu seu nome. No ano de sua morte, 1980, foi também homenageado como patrono da Feira do Livro de Porto Alegre, uma das mais importantes manifestações culturais do país.

Pela relevância de sua obra ensaística e historiográfica, Moisés de Morais Vellinho é considerado um dos principais intérpretes da cultura e da formação histórica do Rio Grande do Sul e é Patrono da Cadeira nº 4 da AELN.