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jun 20, 2012 - Últimas Notícias   

Biblioteca Pública Fernandes Bastos é contemplada com acervo de livros

A Biblioteca Pública Fernandes Bastos, de Osório, adquiriu 1.200 novos títulos de livros através do Edital de Chamada Pública Para Escolha e Aquisição de Livros por parte das bibliotecas públicas inscritas no Cadastro Nacional de Bibliotecas do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), junto aos pontos de venda constantes do Cadastro Nacional de Livros e Pontos de Venda.


A entrega ocorreu no dia 13 de junho nas dependências do Espaço de Alfabetização Sala Verde da biblioteca pública e contou com a presença da Secretária Municipal de Educação, Elaine Freitas. A Biblioteca Nacional está ligada ao Ministério da Cultura e os gastos com a aquisição para o município de Osório foram de 15 mil reais.

A comissão que selecionou o acervo, composto por diversos gêneros, foi integrada pela bibliotecária Rosane Hammel, os escritores Anderson Delalves e Marina Raymundo da Silva. Segundo a bibliotecária, os critérios foram rigorosamente seguidos conforme recomendação da Fundação Biblioteca Nacional-BN. O acervo será catalogado e estará disponível para comunidade assim que a Biblioteca reabrir em julho deste ano, após ampla reforma no seu prédio histórico.

Fonte: Natália Audi/Prefeitura Municipal de Osório

jun 18, 2012 - Últimas Notícias   

III Café Literário de Imbé

A AELN participou do III Café Literário de Imbé, realizado pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Educação do Município de Imbé (SMEC). O evento, já em sua terceira edição, ocorreu na SAPI e reuniu estudantes da rede municipal e estadual em um encontro com escritores do Litoral Norte e da AELN.

Durante todo o dia o público presente assistiu e participou de recitações de poesias, leitura de redações, apresentações teatrais e danças. O objetivo, segundo a diretora da Cultura, professora Sirley Quadros, “é trazer mais uma vez a cultura literária para a vida de nossos jovens e comunidade escolar”.

Os escritores da ALEN presentes no evento foram: o presidente, Rodrigo Trespach, Sol Barbosa, Mário Feijó e Leda Saraiva.


Fonte: Assessoria de Imprensa

maio 31, 2012 - Últimas Notícias   

IV Seminário O Negócio do Livro

O Clube dos Editores do Rio Grande do Sul promove, de 12 a 14 de junho, a quarta edição do Seminário O Negócio do Livro. O ciclo de palestras acontece no Goethe-Institut Porto Alegre (Rua 24 de outubro, 112), das 19h às 22h.


Com o objetivo de proporcionar a troca de experiências e conhecimento entre os editores e demais interessados no tema, as palestras abordarão temas interessantes ao mercado editorial, como políticas públicas para o Livro, Leitura e Literatura, livro digital, direito autoral, o futuro da comercialização de livros e o papel das mídias sociais.

O seminário é aberto ao público e as inscrições podem ser realizadas pelo e-mail: secretaria@clubedoseditores.com.br. O investimento é de R$60,00 para associados ao CE/RS e R$100,00 para não associados. Maiores informações pelo telefone (51) 3233.3804 ou pelo site www.clubedoseditores.com.br. O evento tem apoio da D21, do Goethe Institut e da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.

Confira a programação completa:

12 de junho, terça-feira

19h – Políticas Públicas para o Livro, Leitura e Literatura
Maria Antonieta Antunes Cunha – Diretora do Livro, Leitura e Literatura da Biblioteca Nacional
Luiz Antonio de Assis Brasil – Secretário Estadual da Cultura/RS
Jeferson Assumção – Secretário Adjunto da Cultura/RS

13 de junho, quarta-feira
19h – Onde nós, editores, vamos vender nossos livros em 2015?
Jaime Mendes – Gerente Comercial da Cosac Naify
20h30 – O novo do velho Direito Autoral
Ângela Kretschmann – Pós-doutora pela Uni-Münster, Alemanha; Coordenadora do Curso de Direito do Cesuca, Advogada.

14 de junho, quinta-feira

19h – LivroClip, a Biblioteca Digital
Luiz Chinan – Jornalista, organizador da iniciativa de incentivo à leitura LivroClip, do Instituto Canal do Livro, projeto premiado pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.
20h30 – Literatura nas mídias sociais: marketing, vendas ou relacionamento?
Nanni Rios – Editora de Mídias Sociais da L&PM

IV Seminário O Negócio do Livro
Dias 12, 13 e 14 de Junho 2012
Das 19h às 22h
Goethe-Institut Porto Alegre – Rua 24 de outubro, 112

Inscrições:
Associados CE/RS • R$60,00
Não associados • R$100,00
Informações • 51.3233.3804
Inscrições pelo e-mail secretaria@clubedoseditores.com.br

Com os seguintes dados: Nome, Endereço, e-mail, Atividade Profissional, Empresa onde trabalha e Modalidade da Inscrição: Associado CE/RS ou Não Associado.

maio 25, 2012 - Últimas Notícias   

Diálogos Culturais em Capão da Canoa

A SEDAC – Secretaria de Estado da Cultura do RS convida para o encontro dos Diálogos Culturais, em Capão da Canoa, na Casa de Cultura Érico Veríssimo, no dia 30 de maio, às  9h.

A programação inlcuirá a apresentação do Texto Base do Plano Estadual de Cultura e oficinas sobre editais do Fundo de Apoio à Cultura do Rio Grande do Sul e Pontos de Cultura.

Fonte: SEDAC

maio 22, 2012 - Últimas Notícias   

Prêmio Camões 2012 vai para escritor curitibano Dalton Trevisan

Marcado por estilo seco e realista, contista é o 10º brasileiro a receber maior distinção literária da língua portuguesa. Sua marca registrada é a escrita seca e desafetada, numa descrição realista da condição humana.


Nesta segunda-feira (21/05), em Lisboa, foi anunciado que o Prêmio Camões, considerado o mais importante da língua portuguesa, vai este ano para o contista brasileiro Dalton Trevisan.

Escrita seca

Nascido em 1925, em Curitiba, o escritor estreou no início da década de 40. Tornou-se conhecido já à época como um dos editores da revista Joaquim, que circulou entre 1946 e 1948, com a qual viriam a contribuir alguns dos maiores intelectuais e artistas brasileiros em atividade no pós-guerra imediato, como Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Mário Pedrosa, Candido Portinari, Otto Maria Carpeaux, Antonio Candido, Carlos Drummond de Andrade e Fayga Ostrower.

Na década de 60, com a publicação de livros de contos como Cemitério de elefantes (1964) e uma de suas obras-primas, O Vampiro de Curitiba (1965), passa a contar entre os mais importantes e influentes prosadores do país. Sua escrita é tesa, seca e desafetada, apresentando de forma extremamente direta aspectos da vida social no país.

Desse modo, seus contos centrados na violência das relações humanas nas grandes cidades imediatamente o distinguiram tanto do realismo regionalista de autores como José Lins do Rêgo e Jorge Amado, como das investigações de caráter metafísico de autores como Lúcio Cardoso, Clarice Lispector ou João Guimarães Rosa.

Entre predação e solidariedade

Essa decisão estética de não mascarar a crueldade com requintes líricos, o liga – ao lado de Rubem Fonseca – a poucos autores e obras nacionais até aquele momento, como o Graciliano Ramos de Angústia (1934), os contos de João do Rio ou a maestria satírica de Machado de Assis.

O conto “Uma vela para Dario”, incluído em Cemitério de elefantes, é emblemático neste sentido e um de seus textos antológicos. Em apenas duas páginas, com sua concisão que parece mimetizar a própria violência humana que descreve – a da pressa da competição pela sobrevivência –, Trevisan relata sem qualquer alteração de pulso e ritmo e sem julgar, como a personagem principal, ao passar mal numa rua qualquer, vai perdendo aos poucos os seus pertences – carteira, aliança de ouro e paletó desaparecendo a cada ato de ajuda. Três horas depois, sem ambulância ou rabecão, a personagem está morta e mais pobre do que nunca.

Sem deixar de descrever também alguns atos de generosidade e compaixão, no entanto, Trevisan nos mostra a convivência humana como balançando-se entre a predação e a solidariedade – mas insinuando qual delas costuma pesar mais no prato.

Em seu conto mais famoso, “O vampiro de Curitiba”, o autor contribui a esta larga tradição literária com um texto que prescinde do fantástico, para chegar ao caroço das lendas vampirescas como manifestações do desejo sexual desenfreado e animal.

Aqui, Trevisan emprega um trato pessoal e experimental com a língua, mesclando e oscilando entre o coloquialismo dos primeiros modernistas e expressões arcaicas, estilo inimitável que deixaria marcas na prosa brasileira das duas últimas décadas, que teve Trevisan como um dos mestres declarados. No entanto, talvez apenas alguns autores – como Hilda Hilst, tenham conseguido produzir trabalhos originais e com um estilo também bastante pessoal, a partir de técnicas similares.

Alta distinção

Dalton Trevisan publicou cerca de 40 livros, e tem sido uma presença constante no cenário cultural brasileiro, apesar da alcunha de “Vampiro de Curitiba”, por se recusar a dar entrevistas, ser fotografado ou participar de eventos “literários” (leia-se “sociais”).

Nos últimos anos, levou ao extremo seu minimalismo, publicando as micronarrativas de volumes como Ah, é? (1994), 234 (1997) e Pico na veia (2002), pelo qual recebeu o Prêmio Portugal Telecom de 2003. Editado no Brasil pela Record, seu último trabalho foi O anão e a ninfeta (2001). Ganhador de prêmios da Câmara Brasileira do Livro, do PEN Club Brasil e do Ministério da Cultura, Trevisan recebe agora o prestigioso Camões.

Instituída pelos governos do Brasil e Portugal em 1988, a distinção é atribuída anualmente, e a cerimônia de entrega se alterna entre o Rio de Janeiro e Lisboa. Agora em seu 24º ano, o prêmio foi entregue pela primeira vez ao português Miguel Torga, e no ano seguinte ao brasileiro João Cabral de Melo Neto.

Ao todo, foram homenageados dez portugueses, dez brasileiros, dois angolanos, um moçambicano e um cabo-verdiano. Em 2006, o angolano José Luandino Vieira recusou o prêmio, por “motivos íntimos e pessoais”, sendo o único a fazê-lo até o momento.

Dalton Trevisan, que não costuma recusar nem comparecer a tais honrarias, ainda não se manifestou sobre sua premiação.

Por Ricardo Domeneck
Fonte: DW Brasil

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