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dez 3, 2009 - Poemas   

Loucura

Loucura

Por Suely Braga
03.12.2009, Osório
 
A gruta fria e isolada.
A noite escura e gélida.
Enrolado na velha coberta desbotada,
sob a luz frouxa da lamparina,
ele faz versos.
Versos desconexos.
Canta a chuva e o vento,
a vida e a morte,
a alegria e a dor.
O desencanto
e o encantamento.
No lamento
de sua densa,
imensa solidão
canta o poeta louco.

nov 27, 2009 - Poemas   

Mundo moderno

Mundo moderno

Por Leda Saraiva Soares
Publicado Poesia na Praça. XX Antologia Poética Patrulhense. Porto Alegre: Est, 2009, p.187.

Sem ouvidos,
Ouvidos moucos.
Individualismo
Silencioso,
Louco?…

Sem comprometimento,
Sem fixar o olhar no outro.
Os olhos buscam a tela…
Para que olhar pra ela?
Ela que vá buscar outra tela.

No monitor, o diálogo aflora:
Curto, com supressões,
Suspiros, sons guturais…
He!…he!…He!…
Uauuuuu!…

A fala se abrevia
Em agonia…
Caos total!…
Uauuuuuuuu!…

nov 27, 2009 - Poemas   

A vida é um poema

A vida é um poema
Por Leda Saraiva Soares
Publicado em Poesia na Praça. XX Antologia Poética Patrulhense. Porto Alegre: Est, 2009, p.186.

A vida é um poema
De ilusão, de sofrer,
De amor ou desamor…
Alguns são registrados
Em livros simples.

Outros, com grande esplendor…
Não importa a edição.
Muitos, talvez, os mais belos
São apenas vividos,
Lidos nos gestos de amor,
De ternura, de respeito,
De bondade…
É bom ler vidas…
É bom ler poemas…

nov 23, 2009 - Poemas   

Alma em transe

Alma em transe

Por Mário Feijó
 
Minh’alma está chocada
 – em transe –
Diante das coisas
Que acontecem no mundo…
 
Ela tem a pureza dos anjos
Não entende a malícia dos homens
Não aceita tantos vícios, drogas
Não compreende tantos crimes…
 
Disse-me ela outra hora
Que qualquer dia me abandona, vai embora
Reciclar-se no paraíso
Este planeta está difícil de entender…
 
O que faço com esta jovem rebelde
Alma em transe – em trânsito neste mundo
Tornei-me seu refém – anjo rebelde –
Pobre anjo vagabundo… Pobre de mim…
 

nov 16, 2009 - Poemas   

Eu queria tanto…

Por Rosalva Rocha
Sto. Antônio da Patrulha, 29.01.2009
 
Eu queria tanto que você parasse
Que me abraçasse
Que me olhasse
E me entendesse
 
Eu queria tanto te ver
Aberto
Liberto
Das amarras com que te criaste
 
Eu queria tanto te ver por inteiro
Teu cheiro
Teu medo
Teu sossego
 
Para poder dizer
Que eu só quero te ver
Olhando prá frente
Pensando alto
Sem sobressalto
 
Teu medo me paralisa
Tuas ofensas me acabam
Tua passividade com a vida me agride
Tua ausência de horizontes
Me deixa triste
 
Triste por não conseguir
Amar contigo
Chegar em ti
Chorar por ti
 
Posicione-se
Vá em frente
Arrisque-se
Saibas que eu estou voando
Quem sabe flanando
Sonhando muitas coisas
Num mundo diferente
Prá frente
E de repente podes estar me perdendo

 

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