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jul 28, 2010 - Poemas   

Espelho

Espelho

Por Suely Braga

Vejo no espelho
minha imagem refletida.
O rosto com os sinais do tempo.
Implacáveis,
insondáveis,
incontroláveis.
Os olhos,
espelhos
denunciam as cicatrizes da alma.
No olhar profundo
bem lá no fundo,
há lampejos
de felicidade,
de sonhos,
de Esperança..

Vejo-me no espelho
desnuda,
inteira
sem maquilagem,
sem retoques,
dentro da moldura.
Pergunto-me: já estou madura?
Sou semente a germinar ?
Sou botão a desabrochar ?
Sou flor com o perfume a exalar ?
Ou já sou fruta pronta para colher ?  
Mas às minhas indagações não sei responder.

jul 25, 2010 - Poemas   

Encantamento

Encantamento

Por Suely Braga.

Em cada canto da minha alma há um canto.

É uma melodia suave

de encantamento.

Meu coração palpita.

de emoção.

Quero cantar

Quero bailar.

Quero vibrar.

Quero agradecer

pela alegria de ser.

Por estar viva.

jul 19, 2010 - Poemas   

Lembranças

Lembranças

Por Evanise Gonçalves Bossle, no livro Ícones do Tempo.

Se bem me lembro,
tinha uns cartões antigos, guardados.
Perco-me a procurá-los.
Às vezes acordo e recordo,
que talvez nem
lembre mais o que procuro.
Em meio a desordem da memória,
encontro papéis esquecidos,
retratos mofados
e outros guardados ainda,
intactos que o tempo apagou,
e não encontro palpáveis
pedaços de saudades,
a não ser na lembrança.

Recorro a gavetas emperradas pelos anos.
Desorganizo a ordem do esquecimento.
Removo poeira e sentimento.
Reviro, remoldo, desisto;
não acho e confirmo
o que já esqueci

Talvez, lembrar seja fácil,
mas não acho.
É difícil recorrer a lembrança,
menina de longas tranças,
meias brancas,
que envelheceu.
Só existe na foto amarelada,
abatida, amargurada,
pedaço, caco da consciência que passou.

jul 14, 2010 - Poemas   

Eu e a paisagem

Eu e a paisagem

Por Suely Braga

As palmeiras majestosas,
sacodem as folhas com o vento,
como a cabeleira
das ninfas garbosas.

Nuvens brancas
se deslocam
como flocos de algodão.

Uma barra
de nuvens acinzentadas
divide o céu azulado.

As flores coloridas:
rosas, azálea,margaridas
se destacam
no verde do gramado.

Silenciosa
faço parte da paisagem .
Com emoção
admiro a beleza,
que enfeita minha solidão.

jul 7, 2010 - Poemas   

Eros – Deus do Amor

EROS – DEUS DO AMOR

Por Mário Feijó, 06.07.10

 

Por que será
Que eu vivo sonhos de amor
Fantasias que me elevam
Na direção do Olimpo? 

Por que será
Que eu sonho contigo todos os dias
Quero-te a todo o momento
E sozinho não sei ficar? 

Sou feito Eros – Deus do Amor –
Pulo de nuvem em nuvem
Atirando flechas em todas as direções
E na minha própria direção… 

Vi teu coração enrijecido
Insensível – sem dor –
Não pulsava, nem sangrava
Pois nele não havia amor… 

E eu? O que faço com o meu?