Poemas
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Poemas Por Delalves Costa
O cheiro das tardes…
As velhas árvores…
A cigarra de canto boitempo¹
– em cartaz
faz alguns verões a lapidar a noite
com sua algazarra.
A praça nunca foi outra,
nunca foi outra, a praça.
Mais pedras e concreto
é que cantam charme!…
Charme?… Concreto?…
– Essas pedras pensam?…
(oh jornal de notícia órfã!)…
Mas as árvores são as mesmas…
as tardes de familiar aroma…
– O que mudou, então?
Talvez… apenas a sombra…
com algumas folhas a menos…
Poemas Maria e José
Por Delalves Costa
Acordam às seis quando não antes
José e sua impessoal Família.
Escovam o amargor do sono,
gargarejam o pesadelo
e penteiam o espreguiçar
de noites; mal-dormidos…
Vestia jejum, ainda, desconjuntado
– no rosto leite coalhado
no cabelo pão esmigalhado
e bocejo sol requentado
José e sua Família, nesse dia
sem o horário marcado!
O trabalho ficou no centro,
fechada no livro, a escola
no bolso furado, o mercado
e o almoço foi em família.
Neste dia, José se ajoelhou.
Maria, de oito semanas,
– antes da boca, bem servida
entre an(seios, incontida), engravidou.
Poemas Marcas que deixamos
Por Mário Feijó, 03.08.10
Algum dia você dirá
Adeus a alguém
E mesmo que não o diga
Isto não impedirá você de ir embora
Ou de alguém abandonar você…
Todos os seres humanos
Estão neste planeta
Apenas de passagem
Ninguém é eterno…
Eu penso que todos nós
Temos sempre que doar
O melhor de nós porque
O que buscamos é a evolução…
O amor nos torna eternos
Através das nossas ações
E através delas deixamos marcas
E estas marcas não se apagam facilmente…