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set 25, 2010 - Poemas   

O poeta

O poeta

Por Ulda Melo

Homem em doce menino
Com inspiração universal
Transgredindo regras
Em escrita magistral.

Em tênue bailado
Com ritmo em som de letras
Poetizava palavras
Em orquestra de anjos
Tocando trombetas.

Sua poesia é assim
Encanto, magia
Pedaço de nuvem
Cobrindo jardim.

Sua poesia é perfume
Embriagando o prazer
Fazendo mentes amorfas
Em vida transcender.

Sua poesia é flor
Enfeitando espinho
Servindo sangue
Em cristal taça de vinho.

Tu, poeta, profeta
Que em versos edifica
A figura humana
Segue travestindo vidas
Em anjo e luz
Como o inesquecível
Mário Quintana.

set 16, 2010 - Poemas   

Menino

Menino

Por Ulda Melo

Menino que corre
gritando na rua
pedindo pra vida
migalha que é sua.

Menino que brinca
de ser criança
empurrando o adulto
que mata a esperança.

Menino da paz
atropela a vida
faz guerra
do destino que traz.

Menino vestido
de trapos
ganhando da vida
apenas fiapos.

Menino sem medo
com teto de lua
fazendo da rua
trabalho e  brinquedo.

Menino que dorme
como todo menino
não sabe o destino
nem se chega
a ser homem.

Sonha menino
que a vida melhora
acordou o menino.
E agora?
set 15, 2010 - Poemas   

Lágrimas e flores

Lágrimas e flores

Por Delalves Costa

Foge a verdadeira imagem
de espelho, poucos sonhos
na bagagem, sofrimento
é o que tens a gotejar…
– indecifrável, não tens pousada!
Quase tudo tem no gosto
eclipse, gosto de nada!
À vezes, todas as cores
desbotam, o corpo desuso
como a alma desatinada
a beber as ruas do medo…
– póstuma, a face não reciclada!
Quase tudo tem no gosto
eclipse, gosto de nada!
Quantos foram os amores
– Amor? – outros nem isso
à moldura das miragens?…
Vê-se o arco-íris de lágrimas
e flores, a lua de seio, espelhada.
set 10, 2010 - Poemas   

Passado e Presente

Passado e Presente

Por Suely Braga

Espio na janela da alma,
no recôndito da memória.
Recordações empoeiradas.
Lembranças perdidas nas profundezas.
Saudades esquecidas.
Mergulho no presente.
Vivências,
presensas
ausências
giram na roda do tempo.
set 4, 2010 - Poemas   

Vale a pena ver de novo?

Vale a pena ver de novo?

Por Evanise Gonçalves Bossle

Vejo pela tevê
trinta minutos de quê?
Partidos novos e antigos,
rostos anônimos e outros conhecidos.

Prometem o mesmo
da última eleição,
segurança, saúde, trabalho e educação.

Só mudam a trilha sonora,
o discurso é igual.
E o pobre cidadão,
continua esperando a solução.

Vejo que o tempo passou…

Reencontro nesses poucos minutos,
candidatos da minha infância,
ainda com a mesma receita
de futuro e de sucesso.

Mas já não creio nessa rima.
O povo vive a mesma sina…
sem segurança, sem saúde,
sem trabalho e sem educação.
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