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out 11, 2010 - Poemas   

Adormecer de poema

Adormecer de poema

Por Delaves Costa
 

Com a cidade nos pés uma pétala ao vento

Uma pétala ao vento

Sem rumo a confundir os pássaros,

Os pássaros de muitas janelas.

A cidade acordou as crianças

As crianças saíram atrás do vento

A catar as ruas

Naquele indescritível passatempo…

A pétala subiu alto… alto…

E flutuando junto às estrelas

Caiu num planetário bocejo.

As estrelas caíram do céu

Para o sono da cidade, embalar.

As crianças cansaram…

A pétala adormeceu de poema.

out 10, 2010 - Poemas   

Cabe muita coisa dentro da vida

Cabe muita coisa dentro da vida

Poema do livro “Coisas que faltam em mim” , de Delaves Costa
 

Cabe muita coisa dentro da vida.

Na estação ali mais adiante

– quando for aqui retalho,

ao vento, cabelo grisalho

(não mais uma constante),

quero plantar os frutos

colhidos passo a passo!

Re(viver) de cada perdão vivido

os amores de cada culpado!

E daqueles dias quando gritei

não quero um só minuto,

queria relembrar os tantos que fui

– tão-somente relembrá-los

entre coisas tantas que não vivi

a lamber as ciacatrizes

ao temer a próxima estação!

 
 

out 10, 2010 - Poemas   

Caminhoneiros

Caminhoneiros

Por Suely Braga

Os homens se encontram.
Os homens se dispersam,
no burburinho da vida,
numa busca constante.
São caminheiros
que procuram caminhos.
Rodopiam sem rumo.
Querem a felicidade.
Um véu cobre seus olhos.
Cegos,não sabem
que a felicidade,
não se encontra apenas numa ave que voa,
nem numa flor que desabrocha
no carrilhão do tempo.
A felicidade se encontra
no coração de cada um,
e  na alma dos sábios.

set 30, 2010 - Poemas   

Planeta Terra: Nossa casa

Planeta Terra: Nossa casa

Por Mário Feijó, 30.09.2010

Quando eu olho
A imensidão dos campos
O mar em sua vastidão
Penso que o homem
Com tanta inteligência
Destrói sua morada, seu ninho
Quando derruba árvores
Sem plantar outra no lugar
Quando joga óleo no mar
Destruindo o ecossistema
Ou quando joga detritos nos rios
Acabando com a vida nas águas…
 
Por que será que não se planta
Para renovar? Não se cuida dos rios
Nem tampouco do mar?
Por que será que destruímos
Blocos de mármores para pisar em cima
Ou para revestir paredes inteiras
Quando hoje já se faz pisos tão belos?
 
Extraímos petróleo do mar
Com riscos de destruirmos o planeta
Quando existe a energia renovável do álcool
Eólica e a energia solar.
Um dia o planeta saturado perguntará
O que será de nós? O que será?

set 25, 2010 - Poemas   

Rubem Alves

Rubem Alves

Por Ulda Melo


Sou você

No desejo

Nos versos que sinto

Leio e vejo

Na cena que encena

No teu, o meu

Modo de ser.

Roubo de ti

Minha alma

Faço contigo

A comunhão

Dos pensamentos

Que leio e releio

Em minha memória

Laçando dos teus

Escritos, simbologias

Presentes em minha historia.

Vampiriso em sangue doce

Por veias entrelaçadas…

A inspiração do teu escrever,

Por vezes tão arrebatador

Ou apenas o incompreendido,

Incomparável, educador.

Teu pensamento

Move-me em viagem cósmica

Do ser ou não ser

Que na duvida afirmo com

Consistência a tua existência

Reabilitando no professor

Pinceladas de amor

Que ao descrevê-lo

Pensa em um artista

Frente à tela inacabada

Risca paisagem de vida

Com alegria e dor.

Heresia seria descrevê-lo

Sem arrebatá-lo em versos

De loucura com vieses

De meiguice e travessura

Do poeta que transporta

Palavras em buquê de flor

Transformando seu leitor

Na mais bela amante

Cortejada pelo proibido

E primeiro amor.

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