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out 19, 2010 - Poemas   

As marcas do vento no meu coração

As marcas do vento no meu coração

Por Mário Feijó

Não espere por mim
Numa esquina qualquer
Nem tampouco no amanhã
Eu sou o teu presente…

Cada dia eu desembrulho
Desamarro todos os laços
Desato todos os nós
Porque é o presente que eu vivo…

A vida passa rapidamente pelo tempo
Como se fosse um vendaval
E ou você se entrega a ela
Ou tudo será levado, ficará pra trás
Restando somente as marcas do vento que passou…

Você tem borboletas pousando em seu coração
Se nele você plantar flores
Se em sua vida tem muito amor
Porque o amor é assim
Quanto mais você dá, mais tem…

Abro meus braços ao vento
E se você não se agasalha dentro dele
Eu os fecharei em torno de mim
Porque ser feliz é uma decisão minha
Com alguém posso ser mais feliz
Mas não preciso de ninguém para sê-lo
A felicidade está nas minhas escolhas…

out 19, 2010 - Poemas   

Por amor a você

POR AMOR A VOCÊ

Por Mário Feijó, 18.10.10

Tudo o que eu queria
Era ter-te, não me importaria
Que em outro corpo fosse
Eu te quereria mesmo assim

Eu me sentiria como se do mar
Brotassem rosas
Se do campo corressem
Teus beijos querendo meus pés…

Sou assim, metido a Dalí,
Imitando Pessoa que Espanca Coralina
E eu desnudo transmutado nos mestres
Acorrentado a ti declamo versos às sempre-vivas…

Enquanto isto vejo Drummond
Sentado à beira mar feito estátua
Que nada diz, nada faz
Conversando com bêbados
Sem escrever mais um poema…

Concluo que ou o mundo enlouqueceu
Ou fui eu que fiquei doido
Diante de tanta droga, bala perdida
E de pessoas que não compreendem
Umas às outras…

out 17, 2010 - Poemas   

Fortes pensamentos

Fortes pensamentos

Por Solange Barbosa de Almeida

Já me tenho em você…
assim quando me acho, vejo que encontrei teu eu…
momento sublime…perfeito…
tão sabiamente me vejo…
enquadro teu rosto e peço… fica…
teu semblante comove minha alma que desviada do tempo percebe a luz…
luz que irradia beleza…paz…serenidade…
mentes unidas…
corações paralelos…
indicando e olhando na mesma direção…
coragem…distância…
metas…palavras soltas ao vento…fortes pensamentos sintonizam algo mais forte…

out 15, 2010 - Poemas   

Nada e tudo

Nada e tudo

Por Delalves Costa

Inspiração. A solidão
no canto da sala
e o peixe de aquário
espantado a namorá-la.
 
O só não cabe no olhar
do ego que se cala…
Afogado está o vazio
cheio de canto, na sala.
 
Solidão? Não. É inspiração
e só, mais nada.
 

out 11, 2010 - Poemas   

Infantilizar

Infantilizar

Por Ulda Melo 

 

Infância
castelo de areia
lago com canto
de sereia.

Pássaro que gorjeia
estridente com
ecos pelos ares,
no chão prende
o cheiro dos tênis
que guarda encardidos
pares de meias.

 

Infância
dos heróis
imbatíveis
intransponíveis
figuras
paradas em
movimentos
atiçando vidas
a criaturas de
meus inventos.

Este sou eu
salvo
luto
mato
faço de conta:
criança não apronta…

Só fomenta o que inventa.

 

Tempo
nesta jornada
é quase nada,
minutos…

Segundos
as batalhas
são horas
em dias
ao chamado da mãe
por vezes bruxa
e fada
acordo em pesadelo
do sonho que vivia.

 Infância
grilo falante
miniatura
em gente
forma inconstante
formula que
transforma essa
imaginação
mutante. 

Meu corpo
não cabe mais em mim
cresço
torno – me assim,
desajeitado
gigante
anão viajante
do adulto
que prolonga
o meu fim.

Nasço
renasço
neste
naquele
espaço
contrasto
no espelho.
Com o fedelho
que o
tempo arrasta
criando linhas
na imagem que
eu tinha. 

Tento a todo
momento
reter esse tempo
gritando ao
vento
palavras que
saem da boca
banguela
abrindo a cancela. 

No adulto
infantilizado,
que mistura
presente
futuro
passado.
 

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