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dez 24, 2010 - Poemas   

O menino e o Natal

O menino e o Natal

Por Delalves Costa

 

O que é o Natal? Ao certo não sei…

Mas às crianças sem presentes,

o Natal é um dia no calendário

de pinheiros enfeitados

com adereços multicoloridos

e tamanhos variados,

de portas iluminadas

com rosto do bom velhinho

e guirlandas penduradas,

de mesas bem postadas

com velas, enfeites

e lindas ceias requintadas.

Enquanto isso, na rua

onde casa não têm chaminé,

o pisca-pisca na sala

ilumina o presépio…

Maria aquece a noite, e José ri

com as risadas do menino

à procura de vaga-lumes

entre uma colherada e outra

do bom feijão e arroz.

O que é o Natal? É um dia

no calendário pelas casas

onde o presépio é vivo

e o menino ri das risadas do pai

enquanto a mãe serve a ceia.

dez 15, 2010 - Poemas   

Natal

NATAL

Por Suely Braga
Poesia premiada na Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre, RS, 2000.

O pisca-pisca da luzes importadas
nas janelas,nos edifícios, nas sacadas.
Ofusca o brilho das estrelas
no bojo da noite penduradas.
Pirilampos cintilantes nos jardins e nas ramadas.
As vitrines enfeitadas.
As árvores com bolas coloridas.
As árvores com bolas coloridas,
fantasiadas de neves de algodão.
Imponentes nas casas ,nos jardina,na repartição.
O Papai Noel desce numa nuvem,
montado no seu trenó prateado.
A cidade policromia de cores
incendeia de amores.
O menino triste,descalço, calção furado.
Parado.Não resiste.
Olhinhos admirados
contempla os brinquedos,extasiados.
Numa gruta afastada,outro Menino envolto em panos.
Nasce e renasce a cada ano.
Uma estrela resplandecente
guia os Reis Magos do Oriente
que oferecem presentes.
Repicam os sinos na catedral
anunciando um novo tempo.
Um tempo sem tempo para o mal.
O Menino fecundo traz ao mundo doente,
descrente,materializado,robotizado,
sufocado pela dor:
PAZ, COMPREENSÃO E AMOR.

     

dez 1, 2010 - Poemas   

Tempo perdido

Tempo Perdido

Por Rosalva Rocha – 10/11/2010

Hoje num silêncio manso
Conseguí enxergar a luz que existe em mim
Uma doçura que eu havia esquecido
Num tempo perdido
Que nem sei para onde  foi
De tão pouco expressivo

E foi nesse silêncio manso
Que pensei em mim
Nos trilhos pelos quais já passei
Sem que os trens tenham atropelado
Meus sonhos
Meus projetos
E tudo o que sempre pensei

O tempo perdido
Foi morto, deposto
Não faz mais parte de mim

Simplesmente tirei-o da minha vida
Como escama que sai aos poucos
E deixa a carne livre, solta
Tal qual ave que voa
E não se assombra com os temporais
Porque  os considera normais

Meu rosto ainda é o mesmo
Tem expressão
Fala com o olhar
E do olhar diz tudo
Tudo o que é preciso falar
E nem sempre possível de expressar

O tempo perdido
Até me fez bem
Tirou-me enganos, profanos
E fez de mim uma
Alma nova
Que passa a viver outros desenganos
E com eles se renova

nov 18, 2010 - Poemas   

A Forma e O Urbanismo

A Forma
Por Delalves Costa

O nada é um quê sem forma.

Desamarra silêncios

amarra diálogos

cultiva distâncias

olhe saudades…

nada é contexto

é hipertexto

é pretexto

querendo ser alguma coisa,

o antônimo

às vezes, sinônimo…

 

Mas o nada não é dilema!

Basta escrever Nada

e Nada está escrito,

cada um com seu poema.

 

 

O Urbanismo
Por Delalves Costa

 

Sobre baganas de cigarro

Deitada, a Árvore

Pela sombra pisoteada,

Ligeiramente tomba

Às janelas do asfalto

Sem rosto, na calçada.

nov 18, 2010 - Poemas   

Made in Brazil

Made in Brazil
 

Por Delalves Costa,  18.6.2010

O catador pão-dormido acordou

envolto ao frio e vento

sob as notícias do jornal.

O café da manhã é farto:

folhados a quinhentos-queijos

e pães ao leite suíço de vacas azuis

e cafés expresso londrino

e sucos de laranja tipo export…

Made in Brazil, o suor

à farta mesa tupiniquim,

de sol bordado a petróleo

e estampa canavieira…

Enquanto isso, o brasil

de ruas, viadutos e calçadas

vaga à revelia

empurrando os escritos

recicru i fasso linpesa

em troca do que comer.

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