Poemas O véu da noite
O véu da noite
Por Suely Braga
O véu da noite desce.
Debruça-se
sobre a languidez do tempo.
Os ponteiros do relógio
se encontram.
Os sonhos voam.
Diluem-se
na escuridão do espaço.
Poemas O véu da noite
Por Suely Braga
O véu da noite desce.
Debruça-se
sobre a languidez do tempo.
Os ponteiros do relógio
se encontram.
Os sonhos voam.
Diluem-se
na escuridão do espaço.
Poemas O perfume das Onze-horas
Por Mário Feijó
Onze dias
Onze horas
Trem das horas
Trem das onze todo dia
Quem não queria falar de amor
Quando as onze-horas se abriram?
Jurei que calaria
Mas quebrei todas as juras…
São apenas onze dias
De onze anos
Do segundo milênio
E eu que pensei que mudaria
Continuo o mesmo ser apaixonado…
Poemas Teus Tesouros
Por Artur Pereira dos Santos
Se um dia pintar um quadro
Porei flores amarelo ouro
Ao fundo o verde realçando.
Um belo sorriso moldado
Em desejos duradouros.
À direita pintarei o sol.
Incidindo sobre as flores.
Fazendo exalar perfumes.
Em teus secretos tesouros.
Pintarei teus olhos abrindo
No despertar de outros sonhos.
Teus cabelos emoldurando.
Estendidos ao peito arfante.
Em teu colo porei rosas.
A disfarçar outras cores.
Não pintarei, por ciúmes,
O que lembre teus amores.
Poemas Poetar
Por Sandra Veroneze
Artigo técnico
Crônica
Txt jornalístico
Parto tranquilo e natural
Crio fluida e pontual
Conto e poesia
Parto a fórceps
Pobres e sofridas crias
Poemas Por Delalves Costa
Levanta-se matriz, inexato…
mimesis original perverso
raio-x/cópia, homematéria
– de edifício, mísero artefato.
Singular, de gravata e sapato
átomo de areia no frasco
– dormente, de gélido aço
e ferro, trem nas vias de fato.
Inexato, levanta-se matriz
cópia singular, bagaço
– homematéria, vítima do Ato.