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mar 10, 2011 - Poemas   

Eu e Tu

Eu e Tu

Por Mário Feijó, 10.03.2011

Mesmo quando me espias
Por entre as pétalas da minha vida
Fazes correr por minha seiva
Um arrepio quase senil…

Esconder do mundo minhas dores
Mas de ti não escondo nada
Sou página em branco
Que se oferece à tua escrita…

E quando tu és vento
Que só arrepia e vai embora
Deixas meu corpo inerte como se
Eu tivesse perdido o único orgasmo…

Sou o tempo que se perdeu
A saudade que restou
Os suspiros que poderia ter havido
Só mesmo eu e tu para nos compreendermos…

fev 28, 2011 - Poemas   

Às vezes

Às vezes

Por Evanise Gonçalves Bossle

Às vezes falta tinta
E um pouco de experiência.
Às vezes falta a voz,
E a fala cala com um olhar.
Falta trinta e poucos metros
E alguns minutos
Para o fim ou é apenas
O começo e o recomeço
Dentro de mim.
Às vezes falta tinta
E mesmo que sinta
Nada diz.
Então a prometida,
Arrependida espera
Chegou ao fim.
Às vezes falta forças
E um pouco de coragem
E ainda assim,
A resistência é máxima
E ultrapassa o que se quis.
Às vezes falta pressa
E se permite que a atitude
Surja assim.
Não há afinidade,
Se quer intimidade
Com esse fim.

fev 28, 2011 - Poemas   

Preparo-me

Preparo-me

Por Rosalva Rocha – 25/02/2011

Preparo-me
Para uma virada no tempo
Uma parada no relógio
Uma renúncia ao acordar
Para eu poder amar

Amar sem restrições
Sem preconceito
E como feito poder sentir
Que a minha vida está nas minhas mãos
E delas não vai mais escapar
E muito menos frear

O desejo
A alegria
A transparência
A decência
E, sobretudo, as asas
Para eu voar

Sem rumo
Livre
Sem tempo
Com o movimento
Que me fará feliz

Preparo-me
Para viver esse novo tempo
Intensamente
Porque há em mim
Um desejo intenso
De não mais olhar para trás
E seguir adiante
Buscando meu lado vibrante
Pulsante
Sedento
Por não mais calar

fev 19, 2011 - Poemas   

O Nordestão

O Nordestão

Prosa poética por Suely Braga, Osório 05.02.2011

Na Primavera o  Nordestão cavalga na garupa dos cataventos em sua corrida alucinada. Encrespa  as águas azuis das lagoas. Agita o mar. As marés revoltas beijam sofregamente a areia branca. Os grãos de areia dispersam-se, levantando –se arrogantes,formando uma nuvem de poeira, que afugenta os banhistas.

Na cidade rompe nas ruas, balançando as cortinas das janelas, sacudindo as árvores. Suas folhas despencam-se nas calçadas e ruas com a fúria do vento. Os pedestres curvam-se contra as rajadas com os olhos sacrificados,vermelhos pela  poeira que se levanta impiedosa.

Os vestidos rodadas dançam um bailado ao canto do vento.

Os cabelos despenteiam-se e voam como pássaros em bando.

O Nordestão amaldiçoado tornou-se abençoado com a chegada dos cataventos. A energia eólica em abundância mudou o perfil da cidade. Touxe o progresso e o desenvolvimento.

Os rostos agora se abrem em sorrisos de alegria. Os semblantes dos habitantes se desanuviaram. O vento tornou-se mágico. Todos o enfrentam com entusiasmo  e auto estima elevada.

Osório agora  criou um novo logotipo : a cidade dos “Bons dos Bons Ventos.

fev 19, 2011 - Poemas   

Somos eternos

Somos eternos

“onde existe amor, Deus aí está”, Tolstói.

Por Mário Feijó, 19.02.2011

Por um instante
Eu pensei
Que minha vida
Estivesse no fim

É que tudo
Passou tão rápido
E ao mesmo tempo
Tudo é tão efêmero…

Para usufruir a eternidade
Que é um direito nosso
Temos que estar em paz
Temos que ter amor no coração…

Os instantes de felicidade existem
Eternizá-los em nossas vidas
Compete a nós mesmos
E à maneira como encaramos nossa existência…

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