O Nordestão
Prosa poética por Suely Braga, Osório 05.02.2011
Na Primavera o Nordestão cavalga na garupa dos cataventos em sua corrida alucinada. Encrespa as águas azuis das lagoas. Agita o mar. As marés revoltas beijam sofregamente a areia branca. Os grãos de areia dispersam-se, levantando –se arrogantes,formando uma nuvem de poeira, que afugenta os banhistas.
Na cidade rompe nas ruas, balançando as cortinas das janelas, sacudindo as árvores. Suas folhas despencam-se nas calçadas e ruas com a fúria do vento. Os pedestres curvam-se contra as rajadas com os olhos sacrificados,vermelhos pela poeira que se levanta impiedosa.
Os vestidos rodadas dançam um bailado ao canto do vento.
Os cabelos despenteiam-se e voam como pássaros em bando.
O Nordestão amaldiçoado tornou-se abençoado com a chegada dos cataventos. A energia eólica em abundância mudou o perfil da cidade. Touxe o progresso e o desenvolvimento.
Os rostos agora se abrem em sorrisos de alegria. Os semblantes dos habitantes se desanuviaram. O vento tornou-se mágico. Todos o enfrentam com entusiasmo e auto estima elevada.
Osório agora criou um novo logotipo : a cidade dos “Bons dos Bons Ventos.