Poemas Os Tempos de solidão
Os Tempos de solidão
Por Delalves Costa
Ao enviar distâncias,
O descartável e-mail
Que afasta as vozes
Que isola os afagos
E amarra os relógios
Sequestram o tempo
E as vigas de metal.
O castelo é de areia…
O mar já não tarda
E o alicerce á deriva!
As pessoas partem,
Seguem e chegam
Como chegam as cópias
Sem tato, sem fogo.
Solitárias, obstinadas
Passam pelos dias,
Vagam pelas noites,
Passam pelas ruas,
Vagam pelos fatos
E negam a si mesmas.
Fronteiras já não há…
O que há são curvas
E distâncias: solidão
Sem direita e esquerda
Sobre a linha tênue;
Solidão enunciativa
Num virtual percurso
Entre o lá e o só!
Descartável est(a)rte
De viver morrendo
A cada metal sem flor…
E poema sem dor…
E carnaval sem cor…
A enviar distâncias,
O eco, a projeção
Da sombra curva
Sem rua, sem teto
Pelas paredes da caverna!