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jul 28, 2011 - Poemas   

Equilíbrio

Equilíbrio

Por Rosalva Rocha – 21/07/2011

Como equilibrista
Trilho meus dias
Como se únicos fossem
Extraio pedaços de alegrias
Caio em espaços vazios
Questiono o inquestionável
Percebo o caminho difícil
A transposição possível

A corda já não me assusta
É leve, tão leve quanto busco ser
O espaço enorme
Como quero ter
Punhado de conquistas
Com imensas pistas
A seguir

E assim eu vou
Me equilibrando
Vibrando
Amando
Vivendo e
Caindo
Certa de que equilíbrio
Não é de todo a razão de ser

jul 28, 2011 - Poemas   

Prisioneiros

Prisioneiros

Por Evanise G. Bossle


Eles estavam presos

na mesma redoma,

entre as mesmas muralhas,

sob o mesmo céu,

sobre o mesmo chão.

Eles estavam trancafiados

nas mesmas grades,

com as mesmas correntes,

respirando o mesmo ar,

sentindo a mesma dor.

Eles estavam aprisionados

pelo mesmo amor.

jul 25, 2011 - Poemas   

Anjo incompreendido

Anjo incompreendido

Mário Feijó , 25.07.11

Se você ouvir
O bater das asas
De alguma borboleta, Amy
Diga sim, sim, sim…

Se você escutar
Uma orquestra de batidas
De corações não diga não!
Não pode ser!

Tudo é possível
Agora onde você está
Até ver homens alados
E anjos em todo lugar…

Então diga sim!
Sim ao amor
Seja mais complacente
Porque todos querem te ajudar…

A vida é assim, Amy
Ela vai além da morte
Espero que compreendas
E que não pares de cantar…

jul 20, 2011 - Poemas   

A doce bebida

A doce bebida

Por Evanise Gonçalves Bossle

Vinho… a doce bebida,
que traz lembranças antigas…

Brincadeiras infantis
debaixo dos parreirais.
Na sede imensa dos primeiros beijos,
sorvendo a ânsia
dos pálidos desejos
na uva fresca tocando os lábios vermelhos.

Depois do almoço,
naqueles domingos que não voltam mais,
a embriagues do suave vinho
levando os nonos a cantarem em coro
enquanto os jovens corriam soltos
sob os parreirais.

Amores frescos sobre a relva virgem,
o vinho na alma,trazendo à tona
fortes vendavais de paixões,
sob os parreirais, sob os parreirais.

jul 1, 2011 - Poemas, Últimas Notícias   

Poesia de escritor osoriense na Zero Hora

O jornal Zero Hora desta sexta-feira (1.º de julho) publicou na página cultural Almanaque Gaúcho a “Simplesmente, poema”, do poeta osoriense Delalves Costa, membro da Academia dos Escritores do Litoral Norte/RS. A poesia é conhecida do público leitor, pois, além de fazer parte do livro “Considerações Pre-maturas & Outras ausências, coletânea em comemoração aos 10 anos de carreira do autor, lançado em 2008 no Espaço Cultural Conceição, já foi recitada em muitos eventos literários como sarau, rodas poéticas. “Simplesmente, poema” é um ponto de encontro marcado do poeta com as circunstâncias da vida; circunstâncias comuns a todos, mas diferente para o olhar contemplativo do artista inspirado, tomado pela essência da arte poética. O texto, no caso o poema, é a criatura para quem o criador dedica o tempo a reencontra-se, numa procura um tanto enigmática, com passos, vozes. Há algo não resolvido, que exige sutileza ao ser tateado, pois há estilhaços, ferida, dilema. Um lugar para ser descoberto por cada um de nós, este é o enigma da circunstância, pois a vida é um misto surpreendente de saberes e sabores, ou melhor, “simplesmente, poema”. A poesia “Simplesmente, poema” está selecionada para fazer parte do proximo livro “Fragmentos e iluminuras do discurso pre-maturo”, com prefácio do escritor e crítico literário Luis Nicanor.


Confira a poesia:


Simplesmente, poema…

O poema de vidro
Sob os passos… Estilhaços!
Sobre os versos
A voz enlouquecida… Ferida!

Quando à noite
Debruço sobre o poema… Dilema!
Descalço sobre estilhaços
Vago à sua procura… Releitura!

O poema de vidro relido
Na página em estilhaços…
Meus passos!
À sua procura me encontro
No olho do dilema…
Simplesmente, poema!

Fonte: Divulgação

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