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set 1, 2011 - Poemas   

Sobre um anjo

Sobre um anjo

Por Rosalva Rocha – 08/08/11

Anjo pode ter saia
Usar baton
Ter crises de ansiedade
E muita vaidade

Pode reclamar da vida
Amá-la e ser sempre justa
Cair na farra
Quando o tempo não atrapalha

Anjo pode fazer café quentinho
Servir pão com geléia
Prá uma amiga cansada
Conversar varando a madrugada

Anjo é diferente
Tem coração quente
Sabe abrandar sentimento
Quando em mim há tormento

(à Claire)

ago 29, 2011 - Poemas   

Meu nome é Jorge

Meu nome é Jorge


Por Ulda Melo


Jorge, menino e guerreiro
Prematuro, tem como estufa
Caixa de sapatos forrada
Com penas e algodão.
Menino que fez de sua trágica
História, palco de consagração.

Das ruas fez  morada
Da infância luta desigual
Mas cumpre promessa
Feita a sua avó…
E segue longe do mal.

Da pedra gelada
De cada calçada
Faz ele sua cama
Do céu o cobertor
Da fome o objetivo
De se tornar um vencedor.

Corre menino Jorge
Fugindo da droga
E da prostituição
Descansa em praças
Os sonhos que alguns
Diriam ser ilusão.

Jorge, menino guerreiro
Sem cavalo
Nem armadura
Segue vencendo batalhas
Tendo como inimigo
O nascer de uma vida dura.

Jorge o menino, tem no olhar
E nas ações a força
De um idealizador
Cria e aceita oportunidades
De todo aquele que pode
Vir a ser seu bem feitor.

Lá vai menino Jorge
Seguindo seu caminho
Em tênue linha que
Controla a direção
Escolhe entre tantos
Meninos de rua…
Ser ele a diferença
Apesar da situação.

Vai tentando Jorge
O guerreiro menino
Mudar seu destino
Que muitos acreditavam
Já traçado…
Com perseverança, amor
E fé, prova que tudo
Pode ser transformado.

Jorge o aluno
Que na infância
Não conseguiu ser
Fez tempo depois
Da educação metas
Para crescer.

Jorge, o homem
Guerreiro e graduado
Não tem vergonha
Do passado…
Registra história escrita
Seu exemplo e legado.

Hoje Jorge o empresário, ator…
E já destacado escritor
Continua a manter
Nos olhos o brilho
Da esperança adquirida
Do menino guerreiro e vencedor.

ago 16, 2011 - Poemas   

Nós, os contemporâneos

Nós, os contemporâneos

Mariza Simon dos Santos
Capão da Canoa, junho 2011

O que somos hoje ?
Indagações, questionamentos,
um agir insano
nenhum espaço para o natural

Pressão,depressão,
baixa libido, sonolência,
vaguidão, incapacidade,
tudo curável?…
com as pílulas azuis e outras mais….

Somos o sujeito contemporâneo
o guerreiro  forte e vulnerável
às mil receitas loucas e ameaçadoras
mas também criativas e generosas….

Carregamos conosco
moinhos de vento….
gigantes internos e externos
que nos atormentam e desviam
da contemplação do belo e brilhante.

O que fazer?…. resta-nos observar,
analisar e escolher
o que nos alimentará
ou destruirá…….

Nós, os contemporâneos

O que somos hoje ?

Indagações, questionamentos,

um agir insano

nenhum espaço para o natural

Pressão,depressão,

baixa libido, sonolência,

vaguidão, incapacidade,

tudo curável?…

com as pílulas azuis e outras mais….

Somos o sujeito contemporâneo

o guerreiro forte e vulnerável

às mil receitas loucas e ameaçadoras

mas também criativas e generosas….

Carregamos conosco

moinhos de vento….

gigantes internos e externos

que nos atormentam e desviam

da contemplação do belo e brilhante.

O que fazer?…. resta-nos observar,

analisar e escolher

o que nos alimentará

ou destruirá…….

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