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ago 17, 2016 - Poemas   

Não sei quem sou…

Por Carmem Regina
Não sei quem sou
Nem para onde vou,
Não sou mais quem fui.
As vezes sou atriz
Outras , espectador.
Vejo um mundo diferente,
Diferente vejo o amor
Tantas coisas ele dizia 
Hoje, vejo que era mentira.
Tenho a sensação,
Que minhas palavras se foram….
Perderam-se no tempo,
Então sofro
Calada
A cada dia….
Em todo momento.

maio 12, 2016 - Textos históricos   

Alferes Manoel Ferreira Porto Filho ganha iconografia

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O Centro de Estudos Históricos de Torres e Região (CEHTR) promoveu na sexta-feira, dia 6, a entrega ao Museu Histórico de Torres da iconografia do Alferes Manoel Ferreira Porto Filho, pioneiro na formação do núcleo urbano de Torres. A iconografia foi entregue à guarda Secretaria Municipal de Cultura e Esportes e ficará em exibição no Museu Histórico junto com um banner com informações sobre a vida e a obra do Alferes e seus Familiares.

Ao ato compareceram a prefeita Nilvia, o vice-prefeito Brocca, o presidente da Câmara, Davino Lopes (descendente do Alferes), secretária Clarice Brovendan, vereadores Machado (PRB) e Gimi (PMDB), representantes da Academia dos Escritores do Litoral Norte, jornalista Célia Victorino e historiadora Leda Saraiva, representando a municipalidade de Imbé, e membros do CEHTR que coordenado pelo jornalista Nelson Adams Filho. Além dos descendentes do Alferes, o escritor e pesquisador Diderô Lopes, o pesquisador e genealogista Marco Antônio Velho Pereira e o professor Ennio Ferreira Porto.

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O trabalho de reconstituição da imagem do Alferes foi feito pelo artista e artista Jorge Herrmann com base em fotografias e pinturas de rostos dos descendentes. Diderô Lopes fez uma explanação sobre a vida e a obra do Alferes que, com sua família, ajudou a constituir o nucleamento de Torres no início do século XIX. O Alferes foi o comandante da Guarda e Registro das Torres, aqui chegando por volta de 1803. Também foi comandante-substituto do Baluarte Ipiranga, 2º forte que existiu em Torres, entre 1819 e 1850 (o 1º forte foi o São Diogo das Torres, construído em 1776 e ambos localizados no Morro do Farol). Os descendentes do Alferes foram e são pessoas de importância na comunidade torrense do século XIX e até os dias atuais, com ativa participação social, política e econômica na cidade.

Diderô Lopes é também um dos maiores pesquisadores atuais sobre a trajetória do Alferes em Torres e com seu trabalho vem ajudando a reconstituir momentos importantes da História de Torres, como a implantação da Capella de São Domingos das Torres (a partir de 1815), a construção propriamente dita da igreja (entre 1820 e 1824). Aspectos, datas, momentos, informações que faziam parte da historiografia existentes e começam a ser revistos e reajustados à realidade, com base em documentos e fontes primárias.

O CEHTR foi criado há cerca de um ano tendo como uma de suas propostas o aprofundamento dos estudos e pesquisas sobre a História de Torres. Reúne pesquisadores, escritores, professores, jornalista e demais interessados no estudo da História de Torres. A reuniões do CEHTR são mensais.

Fonte: Nelson Adams Filho

mar 8, 2016 - Poemas   

Mulher

Por Carmem Regina

Menina, que brinca
Que sonha e que chora
Mulher mocinha
Desabrocha
Estuda e namora
Nem sabe o que vai ser, quando crescer
Não decidiu, mas no fundo entendeu
Pois é mulher, e já cresceu
Seu brilho vai além
Luta, grita
Cai, levanta
E acredita.
Simples, arquiteta ou professora
Pode ser também enfermeira..
E outras mais…
Mulher! É única
Casada….dona-de-casa…
Torna-se mãe
Cultiva a vida
Cresce a barriga
Vem dela uma vida
Mulher!
De todas as idades
Tia, avó, sobrinha, filha…
Tem sabedoria
De quem amou
Que recomeçou
És dádiva…
És MULHER!!!!!

out 31, 2015 - Contos   

Ao longo do caminho

Por Artur Pereira dos Santos

Há exatos 40 anos deixei de lado minha última Monark. Hoje, diante das circunstâncias que transformaram em pesadelo o que poderia ser a simples acomodação dos elementos ouo desgaste esperado dos metais me dirigi à casa que vende bicicletas há tanto tempo quanto ao que adquiri aquela que abandonei depois de usá-la nos primeiros anos a serviço do meu último patrão, sem cobrar um centavo pelo desgaste.

Minha intenção era saber o quanto custava uma, poderia ser usada, para que viesse a ocupar o espaço que deixarei vazio quando vender o carro que hoje possuo.

Na verdade não existe a intenção de adquirir ou vender coisa alguma. Foi a forma que encontrei para passar entre o pesadelo e o sonho sem arranhá-los. Embora a vontade fosse destruir o primeiro e abraçar o segundo.

Cumprimentei os amigos que encontrei na loja e segui na caminhada em direção ao ponto que queria evitar: Comprar passagens para voltar ao local que já me acostumei, mas que sei não ser o meu lugar.

Encontrei amigos e desconhecidos. Com eles conversei para esquecer tantas coisas que me passavam pela cabeça. Cumprida à primeira etapa proposta, dirigi-me a casa de minha irmã.

Meu caminhar penoso fazia-me parar para olhar nomes de ruas nas placas das esquinas. Em uma delas fiquei a comparar quem chegara primeiro a cidade: Se Orestes Clemente Serra ou Lídio Antônio Monteiro, embora soubesse de antemão que quem chegou primeiro foi o último.

Lembrei que naqueles locais encontrava perdizes quando voltava da venda de doces da Dona Cristina ou pé de moleques feito por minha mãe, quando a dunas da Zona Nova eram arrastadas por juntas de bois até os locais que precisavam ser aterrados.
A doce recompensa apareceu apenas quando parei à sombra de um a pitangueira e dela provei algumas frutas maduras, enquanto pensava o quanto já representaram em minha história.

Quando viemos ainda crianças para Capão da Canoa eu e uma de minhas irmãs, já falecida, deixamos as carretas com nossos pais seguirem adiante e viemos apanhando pitangas à beira da cerca que seguia paralela aos contornos da Lagoa dos Quadros.
Pensei mesmo inconformado com as circunstâncias atuais: Afinal, ainda existem pitangas ao longo de meu caminho.

out 19, 2015 - Poemas   

O amor e a paixão

Por Bárbara Sofia Barros Telles

O Amor é verdadeiro
A paixão é duvidosa
O Amor é certo
A paixão é enganosa.

Quero um Amor
Não mais uma paixão
E parar de machucar
Esse meu aflito coração.

Mas e você,
Qual seria a sua opinião,
Sobre essa pequena diferença,
Dentre o Amor e a paixão?

 

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