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maio 16, 2011 - Poemas   

Os sentidos da vida

Por Mário Feijo, 16.05.2011


Pai, todo poderoso
Eu sou um pecador
Tentando se redimir
De todos os seus pecados

Perdoe-me os deslizes!
É que eu ainda não aprendi
A viver uma vida santificada…

Todos os dias eu te agradeço
Por tudo: pela vida, saúde,
Pelos filhos que tive,
Pelo meu alimento e quando
Sem lamento vivo…

Pai, obrigado pelos meus sentidos:
Adoro ver, ouvir, sentir!
Gosto do sabor da vida
E de perceber o teu amor em tudo…

maio 13, 2011 - Poemas   

Arroio do Sal

Arroio do Sal

Por Mário Feijó


Ele era um filete de água
Que descia do morro
Por entre capões
Sonhava conhecer o mar…

Mas diziam que somente
Um rio caudaloso chegaria até lá
E desde que era nascente
Foi este o seu maior sonho…

Num dia aconteceu
Uma grande enxurrada
E lá foi ele até o mar
Não sabia que quando lá chegasse
Seria por ele engolido…

E foi assim que
Um pequeno arroio
Transformou-se no que hoje
Todos conhecem como Arroio do Sal…

maio 13, 2011 - Poemas   

O tudo e o nada

O Tudo e o Nada

Por Delalves Costa


O poema é uma coisa que guarda tudo

e, contudo, não guarda nada.

É estranho quando nele está o mundo

e a voz permanece calada.

No entanto, a gente que não estaria lá

de repente é encontrada.

Pretender guardar tudo é um só lapso

(um lapso e mais nada).

Sim, pois nossa é a vida escrita tão-só

enquanto coisa desvendada.

maio 10, 2011 - Poemas   

Temos que aprender a ser eternos

Temos que aprender a ser eternos

Mário Feijó, 10.05.2011

A vida exige amor, fé e oração
É como se dissesse “orai e vigiai”
Não dá para ser um eterno pagão
Há sinais de Deus a todos os momentos…

Nada acontece por acaso
Somos felizes quando somos humildes
Quando agradecemos e quando oramos…

A vida é mais que um bar
Se Baco é o seu deus
A vida é mais que fé
Que Posseidon e que Zeus…

Somos seres inexplicáveis
Que não sabe canalizar sua energia
Para coisas simples imagináveis
Somos seres mortais, perecíveis
Temos que aprender a ser eternos…

maio 8, 2011 - Poemas   

Na última morada

Na última morada

Por Artur Pereira

Que meus pés se cubram com cravos;
De preferência brancos ou  vermelhos;
Crescidos ali mesmo, no Campo Santo;
Nascidos do pólen levado pelo vento;
Ou retirados de algum túmulo antigo;
E jogados por parentes lá num canto.

Nas pernas folhagens de raízes fortes;
De onde se elevem folhas aveludadas;
Que se enrolem em meus tornozelos;
Pois neles costumo sentir muito frio; e,
Dependendo da posição de meu corpo;
É possível que não possa aquecê-los.

No peito. Ah, que no peito nasçam  rosas;
De preferência as mais perfumadas;
Que sejam de cores diversas, mas rosas;
Que me deixem o coração agasalhado
Pois na vida teve alegrias e tristezas;
Às vezes, nada.

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