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jun 4, 2011 - Poemas   

Pareceu ser homem

Pareceu ser homem

Por Evanise Gonçalves Bossle

Pareceu criança, mas cresceu.
Pareceu moleque, mas cresceu.
Pareceu rapaz, mas cresceu.
Pareceu adulto, e viveu.
Tornou-se papai e envelheceu.
Tornou-se avô, se envaideceu.
Tornou-se viúvo e sofreu.
Pareceu cansado e dormiu.
Pareceu saudoso, mas sorriu.
Pareceu sozinho e morreu.

jun 3, 2011 - Poemas   

Lamento do Planeta

Lamento do Planeta

Por Suely Braga


Olhos de lince.

Borboleta sai do casulo

aprende  a voar.

Nos jardins não há flores para beijar.

As árvores despidas fenecem.

Não há pássaros para cantar.

Os rios ,as lagoas ,os lagos e os mares

secaram.

As plantações morreram.

Os campos se devastaram.

Os animais desapareceram.

A chuva esgotou-se.

O sol  não mais aqueceu a terra.

O dia escureceu.

As estrelas não voltaram a brilhar.

No árido deserto

o Planeta se desespera.

O Planeta clama por socorro.

O Planeta grita.

O Planeta chora.

jun 1, 2011 - Poemas   

O cuco

O cuco

Por Rosalva Rocha – 09/05/2011

O cuco toca
Momentos pulsam
Vida escorre
Emoções brotam
Flores coloridas
Em meu jardim interior

Toca, toca, toca
Minh´alma o acolhe
Recolhe lembranças
Esperanças
Cadência do dia a dia
Nesta tarde fria

Toca, toca, toca
Recolhe desejos
Devolve certezas
De horas vividas
Coração por um fio …

maio 23, 2011 - Poemas   

Um caso de amor

Um caso de amor

Por Mário Feijó, 23.05.2011

Outro dia ouvi
O vento maldosamente soprar
Que a brisa não era de nada
Tempestade nem sabia criar

Estava a brisa nos campos
Solitária a trabalhar
Colhia pólen daqui
Pra outra terra fecundar…

As plantas agradecidas
Botavam frutos a dar
Vinha o vento invejoso
Querendo árvores arrancar…

Foi tanto o encanto
Que a linda brisa causou
Que o vento que parecia violento
Vento fresco se tornou…

maio 16, 2011 - Poemas   

O lugar de poças d’água

Por Delalves Costa


Abaixo de sol, voltava para casa
Chutando poças d’água.
Nos pés, as ruas calçava
Tal como elas refletiam
A infância que espalhava.
A chuva nunca é nossa,
Isso me causava mágoa…
Pois chegando em casa,
A mãe sempre falava
– Devolva uma por uma…
É na rua, o lugar de poça d’água!

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