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ago 29, 2011 - Poemas   

Meu nome é Jorge

Meu nome é Jorge


Por Ulda Melo


Jorge, menino e guerreiro
Prematuro, tem como estufa
Caixa de sapatos forrada
Com penas e algodão.
Menino que fez de sua trágica
História, palco de consagração.

Das ruas fez  morada
Da infância luta desigual
Mas cumpre promessa
Feita a sua avó…
E segue longe do mal.

Da pedra gelada
De cada calçada
Faz ele sua cama
Do céu o cobertor
Da fome o objetivo
De se tornar um vencedor.

Corre menino Jorge
Fugindo da droga
E da prostituição
Descansa em praças
Os sonhos que alguns
Diriam ser ilusão.

Jorge, menino guerreiro
Sem cavalo
Nem armadura
Segue vencendo batalhas
Tendo como inimigo
O nascer de uma vida dura.

Jorge o menino, tem no olhar
E nas ações a força
De um idealizador
Cria e aceita oportunidades
De todo aquele que pode
Vir a ser seu bem feitor.

Lá vai menino Jorge
Seguindo seu caminho
Em tênue linha que
Controla a direção
Escolhe entre tantos
Meninos de rua…
Ser ele a diferença
Apesar da situação.

Vai tentando Jorge
O guerreiro menino
Mudar seu destino
Que muitos acreditavam
Já traçado…
Com perseverança, amor
E fé, prova que tudo
Pode ser transformado.

Jorge o aluno
Que na infância
Não conseguiu ser
Fez tempo depois
Da educação metas
Para crescer.

Jorge, o homem
Guerreiro e graduado
Não tem vergonha
Do passado…
Registra história escrita
Seu exemplo e legado.

Hoje Jorge o empresário, ator…
E já destacado escritor
Continua a manter
Nos olhos o brilho
Da esperança adquirida
Do menino guerreiro e vencedor.

ago 16, 2011 - Poemas   

Nós, os contemporâneos

Nós, os contemporâneos

Mariza Simon dos Santos
Capão da Canoa, junho 2011

O que somos hoje ?
Indagações, questionamentos,
um agir insano
nenhum espaço para o natural

Pressão,depressão,
baixa libido, sonolência,
vaguidão, incapacidade,
tudo curável?…
com as pílulas azuis e outras mais….

Somos o sujeito contemporâneo
o guerreiro  forte e vulnerável
às mil receitas loucas e ameaçadoras
mas também criativas e generosas….

Carregamos conosco
moinhos de vento….
gigantes internos e externos
que nos atormentam e desviam
da contemplação do belo e brilhante.

O que fazer?…. resta-nos observar,
analisar e escolher
o que nos alimentará
ou destruirá…….

Nós, os contemporâneos

O que somos hoje ?

Indagações, questionamentos,

um agir insano

nenhum espaço para o natural

Pressão,depressão,

baixa libido, sonolência,

vaguidão, incapacidade,

tudo curável?…

com as pílulas azuis e outras mais….

Somos o sujeito contemporâneo

o guerreiro forte e vulnerável

às mil receitas loucas e ameaçadoras

mas também criativas e generosas….

Carregamos conosco

moinhos de vento….

gigantes internos e externos

que nos atormentam e desviam

da contemplação do belo e brilhante.

O que fazer?…. resta-nos observar,

analisar e escolher

o que nos alimentará

ou destruirá…….

ago 4, 2011 - Poemas   

Amor descomunal

Amor descomunal

Por Mário Feijó, 04.08.11

Eu poderia ser árvore
Não ter nenhum sentimento
Ou poderia ser até
Uma pedra fria

Como também poderia
Ser apenas um passarinho
E pra você construir meu ninho
Sem ter amor por você

Amor é coisa de gente
Não é apena cio
Ou um instinto animal

E se um dia eu renascer
Penso que por ti ainda vou ter
Este amor descomunal…


Eu poderia ser árvore
Não ter nenhum sentimento
Ou poderia ser até
Uma pedra fria

Como também poderia
Ser apenas um passarinho
E pra você construir meu ninho
Sem ter amor por você

Amor é coisa de gente
Não é apena cio
Ou um instinto animal

E se um dia eu renascer
Penso que por ti ainda vou ter
Este amor descomunal…

Mário Feijó
04.08.11

ago 4, 2011 - Poemas   

As chuvas torrenciais

As chuvas torrenciais

Por Suely Braga

As chuvas torrenciais lavam os rostos com lágrimas de tristezas. Lavam as almas e os corações. Penetram na terra, alagam as plantações. Lagoas e rios transbordam. Deixa desabrigadas as populações ribeirinhas. As chuvas torrenciais destroem as esperanças dos agricultores. Deixam as pessoas sem amparo e proteção.

ago 1, 2011 - Poemas   

Discurso feminino

Discurso feminino

Por Titi Martins

Não posso te amar
dei a mim o direito de não ser mais um lençol em sua cama
amarrotado, jogado,
no qual quando queres toca,
procura alinhar da melhor forma a ser usado.

E quando dar-se por cansado da minha cor, da elasticidade, do meu toque em ti,
substitui, pelo primeiro que vê no armário sem que precise ter fina estampa o que importa é mudar, a troca recompensa
e não é o habito pelo novo, é o poder de mostrar a todos os visitantes que há variedades.

Senti muita dor enquanto passava suas mãos em mim, tinha o rancor das madeiras a querer me dizer que era mais um no teu leito.

As rugas que fingia ser de prazer eram de saber que hoje estou sobre seu colchão e amanhã bailarei no varal e nem mesmo aos outros poderei acenar.

Há outros a querer me pôr sobre seu descanso, mas eu, do varal desejei, muitas vezes, ser novamente usada, sem precisar que venham outros lençóis antes de mim.

Me despeço!

Foi preciso ti ver enrolado em um pano velho para saber que mesmo não sendo de seda, consigo ser bem melhor que retalhos.

Não peço que me recolha de nenhum varal, pois para você quero estar trancafiada em um armário.
Darei o meu colo a ser travesseiro daquele que desejar me ter além de um lençol.

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