Antônio Stenzel Filho (8 de junho de 1862 – 4 de novembro de 1933) foi escritor, memorialista, servidor público e historiador local. Nasceu e faleceu em Osório, então denominada Conceição do Arroio, sendo reconhecido como um dos principais cronistas da história do município e da região do litoral norte gaúcho.

Filho do imigrante alemão Anton Stenzel e de Maria Carlota dos Santos, exerceu diversas funções públicas, entre elas escrivão do júri, tabelião e escrivão de órfãos, cargos que desempenhou entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Em 1908, chegou a exercer interinamente a função de intendente municipal.

Além da atuação administrativa, destacou-se na vida cultural da cidade. Participou da Sociedade Dramática e Recreativa Amor à Arte, entidade dedicada à promoção cultural, e escreveu peças teatrais como Mário, Cenas da Revolução e O Filho da Lavadeira. Também colaborou com a imprensa local, atuando como redator do jornal O Legendário.

Sua principal contribuição à historiografia regional foi a obra A Vila da Serra (Conceição do Arroio): sua descrição física e histórica, usos e costumes até 1872, publicada em 1924, considerada um dos mais importantes registros históricos sobre a formação social e cultural de Osório e do litoral norte do Rio Grande do Sul.

Em reconhecimento à sua contribuição intelectual, o município instituiu o Dia do Escritor Osoriense, celebrado em 8 de junho, data de seu nascimento, além de denominar em sua homenagem o Arquivo Histórico Municipal Antônio Stenzel Filho.

Pela relevância de sua obra e pelo papel na preservação da memória regional, Antônio Stenzel Filho é considerado um dos pioneiros da historiografia local do litoral norte gaúcho e é Patrono da Cadeira nº 1 da AELN.