ago 20, 2010 - Poemas    Sem comentario

As tardes são as mesmas

As tardes são as mesmas

Por Delalves Costa

O cheiro das tardes…

As velhas árvores…

A cigarra de canto boitempo¹

– em cartaz

faz alguns verões a lapidar a noite

com sua algazarra.

A praça nunca foi outra,

nunca foi outra, a praça.

Mais pedras e concreto

é que cantam charme!…

Charme?… Concreto?…

– Essas pedras pensam?…

(oh jornal de notícia órfã!)…

Mas as árvores são as mesmas…

as tardes de familiar aroma…

– O que mudou, então?

Talvez… apenas a sombra…

com algumas folhas a menos…

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