Manoelito de Ornellas (17 de fevereiro de 1903 – 8 de julho de 1969) foi escritor, jornalista, professor, pesquisador e intelectual brasileiro, nascido em Itaqui e falecido em Porto Alegre. É reconhecido como uma das figuras mais importantes da historiografia e da vida intelectual do Rio Grande do Sul no século XX.

Formado em Direito, dedicou grande parte de sua vida ao estudo da história, da cultura e da formação social do povo gaúcho. Atuou intensamente no jornalismo e no meio acadêmico, sendo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde desenvolveu trabalhos voltados à história regional e à cultura brasileira.

Destacou-se especialmente como ensaísta e historiador. Entre suas obras mais conhecidas está Gaúchos e Beduínos: a origem étnica e a formação social do Rio Grande do Sul, publicada em 1948, estudo no qual analisa as influências culturais e históricas que contribuíram para a formação do povo gaúcho. A obra tornou-se referência nos estudos sobre identidade regional e história social do sul do Brasil.

Ao longo de sua trajetória intelectual, colaborou com diversos jornais e revistas, participando ativamente do debate cultural e histórico do estado. Seu trabalho contribuiu para ampliar o conhecimento sobre as origens históricas e culturais do Rio Grande do Sul, consolidando-o como um dos principais intérpretes da identidade gaúcha.

Em reconhecimento à sua contribuição para a cultura e a historiografia, seu nome foi atribuído a instituições culturais e educacionais do Estado, entre elas a Biblioteca Pública Municipal Manoelito de Ornellas, situada em Tramandaí, cidade do litoral norte onde o escritor costumava veranear. A homenagem reforça a ligação afetiva do intelectual com a região e preserva sua memória junto à comunidade.

Pela relevância de sua obra e pela dedicação ao estudo da formação histórica e cultural do estado, Manoelito de Ornellas é considerado um dos mais importantes intelectuais gaúchos do século XX e é Patrono da Cadeira n° 22 da AELN.