Poemas
Sem comentario Natal
NATAL
Por Suely Braga
Poesia premiada na Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre, RS, 2000.
O pisca-pisca da luzes importadas
nas janelas,nos edifícios, nas sacadas.
Ofusca o brilho das estrelas
no bojo da noite penduradas.
Pirilampos cintilantes nos jardins e nas ramadas.
As vitrines enfeitadas.
As árvores com bolas coloridas.
As árvores com bolas coloridas,
fantasiadas de neves de algodão.
Imponentes nas casas ,nos jardina,na repartição.
O Papai Noel desce numa nuvem,
montado no seu trenó prateado.
A cidade policromia de cores
incendeia de amores.
O menino triste,descalço, calção furado.
Parado.Não resiste.
Olhinhos admirados
contempla os brinquedos,extasiados.
Numa gruta afastada,outro Menino envolto em panos.
Nasce e renasce a cada ano.
Uma estrela resplandecente
guia os Reis Magos do Oriente
que oferecem presentes.
Repicam os sinos na catedral
anunciando um novo tempo.
Um tempo sem tempo para o mal.
O Menino fecundo traz ao mundo doente,
descrente,materializado,robotizado,
sufocado pela dor:
PAZ, COMPREENSÃO E AMOR.