João José de Oliveira Machado, (Piratini 02 de dezembro de 1935 – Tramandaí, 12 de junho de 2023), foi Advogado e Pedagogo, com formação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Especialista em Legislação e Comércio Exterior, atuou como Fiscal de Tributos da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 1958 e 1984.

Um ativista cultural, apaixonado pela tradição, foi um dos fundadores do grupo Cavaleiros da Paz, idealizando, no ano de 1985, a Cavalgada do Mar, evento de realização anual desde sua concepção, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, com cavalarianos percorrendo o trajeto Torres-Quintão.

Como escritor, João José publicou as seguintes obras: Gaúchos a Cavalo no Camino de Santiago, em 1999, Rimas & Rumos, em 2001, AFISVEC-50 Anos, em 2002, Talha de Ouro, em 2007 e A Cavalgada do Mar, em 2009.

No ano de 2006, seu conto Lembranças Rurais, recebeu Menção Honrosa no I Concurso Nacional intitulado “Os Advogados e a Literatura”, publicado pela Ed.Cons. Federal da OAB.

Foi Patrono da 2ª Feira do Livro de Tramandaí, em 2003 e Homenageado, novamente, na 14ª Feira do Livro de Tramandaí, em 2015.

Recebeu diversas honrarias, com destaque para a de Cavaleiro da Paz, por ter percorrido 8.000km, a cavalo, pela América do Sul: Asunción, Paraguai (870km); La Plata, Argentina (1.310km); Viña Del Mar, Chile (2.820km); Col. Del Sacramento, Uruguai (880km); Pantanal/BR-Puerto Suárez, Bolívia (850km); Missões Jesuíticas na Amércia(750km); Tira Ponchos, Uruguai (550km); e na Europa a peregrinação a cavalo pelo Real Camino Francês, França a Compostela, Espanha (820km).

Recebeu a Medalha Ponte Velha concedida pelo município de Palmares do Sul, a Medalha do Mérito Seival, por Tramandaí e foi titulado “Dominum”, pela “Apostolicae et Metrolitanae Eclesie Compostelanae”, Cavaleiro de Santiago. Da RBS, recebeu o Troféu Guri.

Em 2019 foi o primeiro escritor a receber o honroso diploma de Escritor Emérito de Tramandaí, quando, na oportunidade, em seu discurso, rememorou sua trajetória e destacou que o papel do escritor é deixar falar a voz do coração, libertando ideias e sentimentos capazes de fazerem com que a realidade seja mudada para melhor.

De forma humanista frisou a importância da empatia entre as pessoas e finalizou dizendo que “viver é sofrer, sobretudo, amar”.

Após a sua morte, em junho de 2023, foi eleito Patrono da Cadeira nº 40 da Academia de Escritores do Litoral Norte-RS.